A América Latina já gera aproximadamente 70% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis. Contudo, para sustentar — e superar — esse patamar até 2030, a região requer infraestrutura capaz de integrar energia limpa, redes de transmissão modernizadas e soluções de armazenamento de maneira coordenada.

A transição energética da América Latina segue avançando em um ritmo gradual e significativo.

As métricas comprovam essa trajetória: segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), em 2024, a região comissionou mais de 23 GW de nova capacidade renovável, com projetos solares fotovoltaicos representando mais de 80% desse total. Isso representa uma das adições anuais de capacidade mais substanciais já registradas e posiciona a América Latina como um ator central na expansão solar global.

A transformação está em curso, mas o sucesso sustentado exigirá mais do que meramente aumentar megawatts renováveis. O importante agora é desenvolver a infraestrutura necessária para manter e aproveitar plenamente essa onda emergente de energia limpa.

Segundo análises da IRENA e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a plena realização do potencial da geração renovável exige investimento estratégico em infraestrutura de transmissão, sistemas de armazenamento de energia e modernização das operações. Na ausência desses investimentos, a integração de fontes renováveis poderá enfrentar gargalos significativos que restringem a utilização efetiva da capacidade e comprometem a transição energética.

Para contornar essas restrições e otimizar a implantação de energia limpa, o investimento global em infraestrutura energética está projetado para escalar substancialmente — de USD 1,77 trilhão em 2023 para uma média anual de USD 4,8 trilhões entre 2024 e 2030 — segundo a Agência Internacional de Energia (IEA) e a BloombergNEF.

Em termos pragmáticos, isso requer redes de transmissão resilientes e inteligentes, sistemas de armazenamento em escala utilitária e soluções inovadoras que garantem estabilidade de fornecimento e viabilizem a diversificação sustentada do portfólio energético sobre bases robustas.

Cada componente é indispensável: coletivamente, eles constituem a espinha dorsal de uma transição energética bem-sucedida, assegurando que a expansão da capacidade renovável se traduza em energia limpa, confiável e economicamente sustentável para a região.

Infraestrutura: Os componentes que viabilizam a transição energética

A transição energética depende do funcionamento conjunto de seis elementos críticos: redes de transmissão modernizadas, sistemas de armazenamento confiáveis, capacidades de gestão digital, estruturas regulatórias transparentes com sinais de investimento de longo prazo, cadeias de suprimento resilientes e uma força de trabalho altamente qualificada.

Cada um cumpre uma função essencial. A rede transmite, o armazenamento estabiliza, a gestão digital otimiza, a regulação viabiliza, a cadeia de suprimento conecta e o talento executa.

Examinar como operam — e por que importam — ilumina o que constitui uma transição energética genuína e sustentável na América Latina.

Capacidade de Rede

  • Por que expandir a capacidade de rede é crítico para escalar as renováveis?

A rede de transmissão é o sistema circulatório de qualquer transição energética. À medida que os projetos de energia renovável se expandem em escala e em número, a infraestrutura capaz de entregar essa eletricidade aos usuários finais passa a ser um imperativo estratégico. Se a capacidade da rede não acompanhar o ritmo do crescimento da geração, o impacto do investimento renovável torna-se limitado.

Em países como o Brasil, a expansão acelerada da geração solar e eólica criou desafios específicos: em certas áreas, as linhas de transmissão existentes operam próximas aos limites de capacidade. Isso complica a interconexão de novos projetos, estende os cronogramas de desenvolvimento e diminui a eficiência geral do sistema.

Colômbia e Chile também aumentaram os gastos com redes significativamente nos últimos anos, reconhecendo que expandir e modernizar essa infraestrutura constitui um pré-requisito para sustentar o ritmo de adoção renovável.

Em 2024, por exemplo, o investimento global em redes de transmissão atingiu um projetado de USD 400 bilhões, segundo a Agência Internacional de Energia. Na América Latina, esse momento já é tangível. Desde 2021, o investimento regional quase dobrou, com avanços notáveis em transmissão e distribuição nos principais mercados de energia limpa.

Adicionalmente, as soluções behind-the-meter — como corporações ou usuários industriais implementando geração e armazenamento no local — estão ganhando tração como alternativas ou complementos. Essas abordagens podem aliviar a pressão sobre a rede, acelerar a adoção renovável e proporcionar maior autonomia para setores produtivos estratégicos.

  • Quão preparada está a América Latina em tecnologia de rede para uma transição energética moderna?

Modernizar a rede de transmissão vai além de expandir a infraestrutura; requer tornar a rede inteligente. As redes inteligentes, habilitadas por tecnologias da Internet das Coisas (IoT), podem integrar de forma mais eficaz fontes intermitentes como a solar e a eólica, balancear oferta e demanda em tempo real e responder rapidamente a eventos imprevistos.

Esses sistemas aproveitam automação, sensores, software de gestão energética e análise de dados para monitorar e operar o sistema elétrico com precisão. O resultado: eficiência aprimorada, vulnerabilidade reduzida e controle superior.

Na América Latina, permanece um espaço substancial para melhoria. Segundo a OLADE, as perdas de eletricidade atingem 15% do fornecimento anual na região. Mitigar essas perdas representa uma oportunidade significativa para aprimorar a eficiência geral do sistema por meio  da adoção de tecnologias avançadas.

Medidores inteligentes e gestão ativa da demanda, por exemplo, possibilitam a detecção em tempo real de vazamento de energia, sobrecargas ou padrões irregulares de consumo. Eles também melhoram a utilização da infraestrutura existente e facilitam a priorização de investimentos em que entregam o maior impacto.

Armazenamento de Energia

  • Porque o armazenamento de energia transforma a equação para integração renovável?

Fontes renováveis como a solar e a eólica não estão disponíveis continuamente. Consequentemente, o armazenamento de energia emergiu como um dos pilares técnicos mais consequentes da transição. Baterias de íon-lítio podem armazenar o excesso de geração durante períodos de pico de produção e liberá-lo quando a produção declina, estabilizando o sistema e assegurando a continuidade.

A trajetória de crescimento do mercado global ressalta a importância desse componente. Em 2024, 69 GW/169 GWh de sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) foram implantados, representando um aumento de 55% em relação ao ano anterior, segundo o relatório anual da Volta Foundation.

Somente naquele ano, as novas instalações adicionaram mais de 45% da capacidade cumulativa global de armazenamento de energia. Atualmente, a capacidade total instalada alcança 160 GW/363 GWh, com aproximadamente 98% dessa capacidade correspondendo a baterias de íon-lítio.

Essa expansão não é meramente uma resposta ao imperativo técnico de estabilização da rede; ela também gera um impacto econômico tangível: ao possibilitar que as renováveis operem de forma mais contínua e previsível, o armazenamento reduz seu custo nivelado de energia (LCOE) e acelera a adoção pelo mercado. Isso cria um ciclo virtuoso: o aumento da capacidade de armazenamento aprimora a viabilidade renovável, o que por sua vez estimula novos investimentos em tecnologias limpas.

Embora China e Estados Unidos estejam liderando essa expansão, a América Latina também está começando a avançar — ainda que em um ritmo mais comedido. A penetração de BESS na região está aumentando, com o Chile à frente,  alcançando um incremento de 42% nas instalações em 2024, segundo relatório da Wood Mackenzie. Não obstante, essa participação permanece uma fração modesta da capacidade total de geração, ressaltando um potencial de crescimento significativo até 2025 e além.

Um exemplo notável é o projeto BESS del Desierto, desenvolvido pela Atlas Renewable Energy no Chile: 200 MW de capacidade e 800 MWh de armazenamento, respaldado por USD 289 milhões em financiamento. O sistema figura entre os maiores da América Latina e demonstra como o armazenamento em escala utilitária pode capturar energia solar durante as horas diurnas e liberá-la durante a demanda de pico noturna, aprimorando a continuidade e a eficiência da entrega de energia renovável.

  • Como o armazenamento fortalece a resiliência do sistema elétrico na América Latina?

Além da integração das fontes renováveis, o armazenamento aprimora a resiliência energética diante de eventos climáticos extremos. Em uma região onde a hidrelétrica desempenha um papel estrutural, a seca constitui uma ameaça direta à estabilidade do fornecimento.

O Brasil experimentou isso de forma especialmente aguda em 2021, com sua pior seca em um século, que reduziu dramaticamente os níveis dos reservatórios e desencadeou uma crise energética. Em 2024, a Colômbia também enfrentou condições hidrelétricas críticas devido a chuvas insuficientes. Em tais cenários, as baterias podem ajudar a suprir déficits temporários de fornecimento e evitar racionamento.

O armazenamento também fornece um amortecedor contra a volatilidade da demanda. A energia do projeto BESS del Desierto, por exemplo, será implantada para alimentar a infraestrutura de transporte elétrico, tanto para atender picos de consumo quanto para acelerar a descarbonização da mobilidade na região.

À medida que setores como a manufatura e o transporte elétrico expandem seu consumo de eletricidade, ter energia armazenada prontamente disponível possibilita uma resposta mais rápida e confiável.

O desafio agora é reduzir uma lacuna substancial de investimento. Embora a IEA tenha projetado que o investimento global em armazenamento superaria USD 50 milhões em 2024, os mercados emergentes — incluindo aqueles na América Latina — ainda investem desproporcionalmente pouco: meramente um centavo para cada dólar investido por economias avançadas.

Superar essa disparidade exigirá marcos regulatórios proativos, incentivos financeiros e inovação contínua em modelos de negócio.

Tecnologia Operacional

  • Por que sistemas de gestão avançados são essenciais para integrar mais renováveis?

À medida que as redes de transmissão incorporam uma proporção crescente de fontes renováveis distribuídas, a operação eficiente e segura do sistema passa a depender cada vez mais de infraestrutura tecnológica inteligente.

Sistemas SCADA modernos, sensores inteligentes e algoritmos de inteligência artificial possibilitam o monitoramento e a otimização em tempo real das operações da rede, antecipando flutuações na geração e na demanda.

Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a digitalização das redes de transmissão é essencial para integrar níveis elevados de energia renovável sem comprometer a estabilidade do sistema.

Adicionalmente, a flexibilidade operacional possibilitada por essas tecnologias permite aos operadores responder rapidamente a eventos imprevistos, prevenir sobrecargas e otimizar a utilização da infraestrutura existente — aprimorando assim a eficiência geral do sistema elétrico.

  • Como a infraestrutura digital fortalece o papel das corporações na transição energética?

A digitalização se estende muito além da eficiência operacional. Ela também se tornou um componente fundamental da infraestrutura energética moderna. Por meio de sensores, software especializado e análise de dados em tempo real, torna possível que a energia seja gerida de maneira mais flexível, segura e descentralizada.

Medidores inteligentes e sistemas de gestão da demanda proporcionam às corporações a capacidade operacional de ajustar o consumo com base na disponibilidade das fontes renováveis, reduzindo custos e atenuando picos de demanda. Em setores eletrointensivos, essa capacidade é determinante para manter a competitividade sem comprometer os objetivos de sustentabilidade.

Exemplos já estão se materializando em vários países da região: tarifas dinâmicas, programas de resposta à demanda e sistemas de gestão automatizada de carga estão começando a remodelar a relação entre consumo e geração. Essa bidirecionalidade transforma grandes consumidores em participantes ativos do sistema elétrico, capazes de contribuir tanto com flexibilidade quanto com estabilidade.

A digitalização também acelera a implantação de tecnologias emergentes como microrredes industriais e frotas de veículos elétricos capazes de devolver energia à rede (vehicle-to-grid). Tudo isso requer plataformas digitais robustas, investimento em infraestrutura de dados e capacidades técnicas alinhadas com esse novo paradigma operacional.

Empresas como a Atlas Renewable Energy também estão aproveitando a digitalização para otimizar seus projetos. Empreendimentos como Estepa integram hardware de próxima geração (como painéis bifaciais e armazenamento) com sistemas inteligentes que possibilitam a gestão dinâmica de energia, melhorando a eficiência operacional e facilitando a integração renovável em tempo real.

Regulação

  • Por que os investimentos renováveis requerem uma estrutura regulatória clara?

A transição energética avança apenas com regulações claras e previsíveis. Investimentos em geração limpa, redes de transmissão e armazenamento — predominantemente impulsionados pelo setor privado — dependem de processos de licenciamento bem definidos, protocolos transparentes de acesso à rede, mecanismos estáveis de remuneração e, mais criticamente, marcos regulatórios que forneçam sinais de investimento de longo prazo.

Metas nacionais legalmente mandatadas estabelecem uma direção clara de longo prazo. O Chile, por exemplo, visa que 70% de sua matriz elétrica provenha de fontes renováveis até 2030 e alcance neutralidade de carbono até 2050. A Colômbia está orientada a uma redução de 51% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2030 e à neutralidade de carbono até 2050. Esses objetivos sinalizam diretamente aos investidores a seriedade e o comprometimento de ambas as nações.

Ademais, instrumentos de política concretos, como leilões competitivos, tarifas feed-in e contratos de compra de energia (PPAs), têm se mostrado eficazes em catalisar a atividade de mercado.

Leilões públicos ajudaram a reduzir o custo da energia renovável por meio da competição, enquanto tarifas feed-in fornecem precificação fixa que pode tornar projetos menores — ou projetos em áreas não interconectadas — financeiramente viáveis. Por sua vez, os PPAs possibilitaram que grandes consumidores participassem mais ativamente do mercado, reduzindo sua exposição à volatilidade de preços e viabilizando a implantação de capital de longo prazo.

Ao longo da última década, esses mecanismos ajudaram a reduzir custos e atrair corporações em toda a região. Atualmente, muitos mercados estão evoluindo para estruturas mais flexíveis — como contratos bilaterais — que igualmente requerem estruturas legais robustas.

Por exemplo, em 2025 o México aprovou legislação que limita os geradores privados a 46% da participação de mercado para fortalecer o papel do Estado. Concomitantemente, introduziu regulações mais explícitas para proporcionar maior segurança jurídica. Reformas dessa natureza demonstram como a legislação pode moldar a confiança dos investidores e influenciar o ritmo da transição energética.

Adicionalmente, a hibridização — combinando geração solar com armazenamento — amplia ainda mais as capacidades de infraestrutura.

Projetos como Estepa (Chile), que associa 215 MW de capacidade fotovoltaica a 418 MW de armazenamento para assegurar fornecimento contínuo, ou Draco (Brasil), um complexo solar que integra geração com conectividade robusta à rede por meio de uma subestação e uma linha de transmissão, são exemplos emblemáticos de sistemas híbridos. Essas soluções entregam energia renovável mais estável e contínua.

Cadeia de Suprimento

  • Por que uma cadeia de suprimento confiável é crítica para acelerar a transição energética?

A transição energética requer equipamentos prontamente disponíveis, materiais acessíveis e uma logística que funcione sem descontinuidades. De painéis solares a baterias e turbinas, tudo depende de uma cadeia de suprimento capaz de responder com velocidade e agilidade.

Os últimos anos ressaltaram a vulnerabilidade do sistema. A pandemia, as tensões geopolíticas e a escassez de semicondutores criaram gargalos, atrasos e pressões inflacionárias para tecnologias limpas. A partir de 2023, parte dessa pressão começou a diminuir: os preços dos painéis solares caíram cerca de 30%, e os preços de minerais críticos, como lítio e cobalto, também apresentaram redução significativa.

Contudo, os riscos estruturais permanecem. Atualmente, grande parte da manufatura de tecnologia limpa está concentrada em um número limitado de regiões. A Ásia domina a produção de painéis e baterias, deixando outros mercados expostos a interrupções ou tensões comerciais.

Consequentemente, vários países estão adotando medidas: buscam atrair instalações de manufatura e fortalecer a produção local para reduzir a dependência. Simultaneamente, especialistas alertam que o objetivo não é desmantelar as cadeias de suprimento globais, mas sim diversificar fontes e assegurar inventários estratégicos. Resiliência não é isolamento — é preparação para responder com agilidade.

  • Como uma cadeia de suprimento regional fortalece a infraestrutura para a transição energética?

A América Latina não é apenas uma consumidora de tecnologias limpas. Ela também pode emergir como fornecedora estratégica de recursos, capacidades de processamento e manufatura para a transição energética global.

Chile, Argentina e Peru possuem reservas substanciais de lítio e cobre — minerais críticos para baterias, motores elétricos e redes de transmissão. O Brasil já opera plantas de montagem de turbinas eólicas e instalações de manufatura solar, e o México dispõe de capacidade industrial integrada às cadeias de valor norte-americanas, especialmente em veículos elétricos e painéis.

A região tem, portanto, uma oportunidade clara de capturar maior valor agregado, em vez de simplesmente exportar matérias-primas. Desenvolver indústria local — processamento, manufatura de componentes e montagem — pode reduzir a dependência externa, criar empregos e gerar encadeamentos produtivos que fortalecem a infraestrutura energética de maneira mais integrada.

Entretanto, realizar esse papel requer mais do que recursos naturais. Demanda infraestrutura logística: portos, estradas, instalações especializadas, bem como políticas que atraiam investimento industrial e apoiem o crescimento com padrões técnicos e ambientais explícitos.

A América Latina também pode liderar em outra frente: sustentabilidade da cadeia de suprimentos. A região tem o potencial de se posicionar como referência global em mineração responsável, respaldada por padrões sociais e ambientais rigorosos, e avançar em direção a uma economia circular que recicla baterias, painéis e outros equipamentos no fim de vida útil.

Capital Humano

  • Por que o capital humano é um pilar estratégico da transição energética?

A transição energética também depende de pessoas preparadas para executá-la. Sem instaladores treinados, técnicos, engenheiros e operadores, nem painéis ou turbinas funcionam — e as redes não podem ser efetivamente geridas.

Uma lacuna de competências já é visível: há escassez de instaladores certificados, engenheiros com expertise em energia renovável e pessoal técnico especializado. Isso restringe projetos e atrasa o alcance de metas.

Contudo, há também uma oportunidade substancial. Somente em 2023, o emprego em energia renovável cresceu 18% globalmente, alcançando 16,2 milhões de postos de trabalho, segundo a IRENA. A América Latina já começa a se destacar nesse cenário: o Brasil, por exemplo, conta com mais de 1,5 milhão de empregos verdes.

Mais criticamente, o talento local deve ser desenvolvido. Isso significa treinar técnicos em instalação solar, atualizar currículos universitários para incluir tópicos como redes inteligentes e baterias, e criar caminhos para trabalhadores de outros setores se requalificarem e fazerem a transição.

  • Como a América Latina pode fechar a lacuna de talentos em energia limpa?

A região possui o potencial humano, mas requer mecanismos concretos de treinamento e capacitação. Os esforços precisam alinhar governos, empresas e instituições educacionais, com investimentos direcionados a programas que conectem pessoas às novas funções emergentes da indústria de energia limpa.

Um exemplo convincente é a iniciativa “Fazemos Parte da Mesma Energia”, liderada pela Atlas Renewable Energy, que proporciona treinamento técnico às comunidades locais — vinculando a inclusão com desenvolvimento energético. Esses programas vão além da formação profissional: geram empregos e fortalecem o engajamento comunitário.

Também é essencial expandir caminhos para mulheres no setor e promover aprendizado contínuo, porque as tecnologias evoluem rapidamente e permanecer atualizado não é mais opcional.

A transição energética só será equitativa e bem-sucedida se acompanhada por uma transformação no emprego. Ter talento qualificado não é discricionário — é o que assegura que as instalações solares operem, as redes funcionem e a região avance em direção a um futuro energético sustentável.

  • Infraestrutura com propósito: O motor por trás da transição energética

A transição energética da América Latina não depende apenas de adicionar capacidade renovável. Ela também depende de construir infraestrutura robusta e integrada com perspectiva de longo prazo.

Redes de transmissão modernas, armazenamento confiável, sistemas digitais, estruturas regulatórias estáveis, cadeias de suprimento estratégicas e talento qualificado não são componentes isolados — juntos, formam um ecossistema que possibilita progresso com resiliência e propósito.

Países como Colômbia, México, Chile e Brasil já demonstram que é possível combinar recursos naturais com tomada de decisão estratégica. Ao longo desse caminho, players como a Atlas Renewable Energy contribuem com experiência, inovação e colaboração direta com governos e comunidades.

O desafio é claro — e a oportunidade também. Se esses elementos forem integrados de maneira eficaz, a região não apenas avançará a transição energética, mas o fará com resiliência, propósito e liderança.


Este artigo foi criado em parceria com a Castleberry Media. Na Castleberry Media, estamos dedicados à sustentabilidade ambiental. Ao comprar certificados de carbono para o plantio de árvores, combatemos ativamente o desmatamento e compensamos nossas emissões de CO₂ três vezes mais.

Os data centers chegam à América Latina em um momento particularmente favorável. A região vem implementando soluções energéticas renováveis e híbridas capazes de mitigar a intermitência, integrar sistemas de armazenamento e incorporar tecnologias avançadas  criando, desde o primeiro dia, as condições necessárias para sustentar uma infraestrutura digital de alta complexidade e escala.

A América Latina está experimentando um incremento substancial nos investimentos em infraestrutura digital, impulsionado pela proximidade estratégica da região com os Estados Unidos, pela rápida adoção de serviços em nuvem pelas empresas e pela implementação de marcos regulatórios de soberania de dados.

À medida que os novos projetos avançam do planejamento para a construção, a energia surge como a principal restrição e como um fator diferenciador crítico. A disponibilidade, confiabilidade e o custo da eletricidade condicionam atualmente praticamente todas as decisões de projeto, e o abastecimento energético evoluiu de um processo de aquisição para se tornar uma decisão estratégica que determina onde e como as instalações são construídas.

As projeções ilustram a magnitude do desafio. O Chile antecipa que a demanda elétrica dos data centers alcançará 1.360 MW até 2032, em comparação com 325 MW registrados atualmente, enquanto o Brasil projeta um aumento de quase quinze vezes, passando de aproximadamente 826 MW para mais de 13 GW até 2035.

O que distingue esta onda de crescimento é que ela parte praticamente do zero. Enquanto os operadores da América do Norte e da Europa precisam adaptar sistemas de próxima geração à infraestrutura legada, a América Latina oferece a possibilidade de começar do zero, aplicando as lições aprendidas em outros mercados para criar vantagem competitiva desde o primeiro dia.

Mas a dinâmica de crescimento não se resume à demanda. Na América Latina, o desempenho dos projetos de data centers depende, cada vez mais, de decisões tomadas na fase inicial: planejamento energético, escolha da localização, modelo contratual e desenho da infraestrutura. Avaliar por que certos mercados evoluem mais rápido — e de que forma a energia limpa, as soluções de armazenamento e os contratos bem estruturados reduzem os riscos e ampliam a previsibilidade — é determinante para identificar os futuros líderes do crescimento digital regional.

Compreender mercados divergentes

A expansão de data centers na América Latina se desenvolve em escala regional, mas sua execução é fundamentalmente nacional. Cada mercado combina diferentes fortalezas de infraestrutura e realidades regulatórias que determinam não apenas onde a nova capacidade pode ser construída, mas também o nível de confiabilidade com que a energia pode ser abastecida.

O Brasil está se consolidando como o hub regional de data centers, respaldado pelo lançamento do novo regime fiscal Redata, que oferece isenções para importações vinculadas à TI e despesas de capital. No entanto, o sistema energético do país continua sendo o principal gargalo. A integração à rede enfrenta pressão considerável: o operador do sistema recebeu solicitações para vários gigawatts de novas conexões de alta carga, muito acima do ritmo de reforço da transmissão. O progresso depende de desenvolvedores com experiência e conhecimento regional para gerenciar o congestionamento na transmissão, a complexidade regulatória e o arcabouço normativo multinível do Brasil —  capacidades que, na Atlas Renewable Energy, aplicamos com sucesso em projetos de grande escala em todo o país.

O Chile apresenta um ambiente contrastante. Seu mercado elétrico liberalizado, aliado a um arcabouço regulatório estável e previsível, consolidou Santiago como um destino natural para operadores internacionais de serviços em nuvem. Esse mesmo sucesso, no entanto, gerou um nível de saturação que hoje introduz novos gargalos.

As principais restrições já não estão no acesso ao mercado, mas em fatores físicos e operacionais: a escassez de terrenos disponíveis nas proximidades da capital, as regulações rigorosas sobre o uso de água para refrigeração e as longas filas de espera para novas conexões à rede elétrica. Diante desse cenário, os operadores vêm deslocando seu foco para corredores de transmissão que oferecem acesso à alta tensão e proximidade com projetos renováveis no norte do país.

A Lei de Transição Energética reforça essa evolução ao priorizar a expansão da rede e a integração de sistemas de armazenamento, facilitando que a energia de baixa pegada de carbono flua com maior confiabilidade até os principais centros de demanda da região central.

Nesse contexto, a lição é clara: a estratégia energética deve ser integrada ao planejamento de localização desde o início. A escolha do sítio, as licenças, o acesso à rede e a resiliência operacional já não são variáveis independentes, mas componentes de uma mesma equação de projeto.

O imperativo da energia limpa

Em nível global, os data centers estão se expandindo a um ritmo superior ao da descarbonização das redes. Mesmo em mercados maduros como os Estados Unidos, onde os operadores assinaram contratos significativos de energia renovável, a maioria das instalações continua obtendo uma proporção considerável de sua eletricidade de geração baseada em combustíveis fósseis.

O obstáculo é a intermitência: a produção solar e eólica flutua, enquanto a natureza ininterrupta dos serviços digitais deixa pouca margem para variabilidade. Qualquer interrupção ou perda de fornecimento pode gerar consequências significativas, incluindo perda de dados, interrupções de serviço, perdas financeiras e danos reputacionais.

Neste contexto, os sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês) representam uma solução, e a América Latina parte de uma posição vantajosa. Nosso projeto BESS do Deserto — o maior sistema de baterias independente da região — permite armazenar a energia solar excedente gerada durante o dia e despachá-la durante os períodos de maior demanda, aumentando a estabilidade do sistema elétrico, eliminando efetivamente a intermitência como variável de risco e reduzindo as perdas de energia por curtailment.

A expansão dos data centers na América Latina ainda se encontra em uma fase em que a geração e o armazenamento no próprio local podem ser integrados desde o início, em vez de serem incorporados posteriormente — como já estamos fazendo com projetos atualmente em construção, como Estepa Solar e Copiapó.

Isso cria a oportunidade de garantir um fornecimento contínuo de energia limpa, por meio dessas soluções híbridas que posicionam as tecnologias de armazenamento como complemento à geração, algo que ainda é incomum em mercados mais maduros, que ainda não contam com esse tipo de solução.

Estruturar PPAs para a resiliência 

Assegurar esse fornecimento renovável contínuo é tanto uma tarefa contratual quanto técnica. A estrutura de um contrato de compra de energia (PPA, na sigla em inglês) determina se a estratégia energética de um operador funciona na prática: se a eletricidade limpa é entregue quando necessária, a um preço estável e de forma que satisfaça as expectativas de clientes e reguladores.

Na América Latina, o design contratual se tornou uma vantagem competitiva. Os contratos de compra de energia (PPAs) mais eficazes incorporam atualmente armazenamento, ajustam a entrega ao perfil real de carga de um data center e vinculam a estrutura de preços a necessidades operacionais de longo prazo, em vez de flutuações de mercado de curto prazo.

Na Atlas Renewable Energy, desenvolvemos esses modelos tanto no Brasil quanto no Chile. Esses detalhes transformam a ambição renovável em desempenho garantido contratualmente: o tipo de garantias que os clientes corporativos dos data centers esperam ver explícitas nos acordos.

No Chile, estruturamos PPAs que combinam geração solar com armazenamento, como o acordo 24/7 de 15 anos para 375 GWh por ano firmado com a Codelco, destinado a abastecer operações do setor de mineração. Embora esse contrato não esteja vinculado ao setor de data centers, ele estabelece um precedente relevante quanto à viabilidade comercial de esquemas de fornecimento renovável contínuo no país.

Em paralelo, firmamos contratos com a ODATA — empresa da Aligned Data Centers — para abastecer suas operações na região de Santiago com energia 100% renovável, certificável por meio de I-REC e proveniente de fontes de geração diversificadas. Em conjunto, essas experiências demonstram que é possível desenhar soluções energéticas adaptadas tanto a cargas industriais quanto a infraestrutura digital crítica, integrando renováveis, flexibilidade e estruturas contratuais de longo prazo na região.

No Brasil, nosso portfólio Draco, composto por onze usinas solares financiadas pelo BNDES, foi concebido considerando a infraestrutura digital, combinando geração com acesso de transmissão ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Mais da metade dos 1.150 GWh de capacidade da instalação abastecerá os parques atuais e futuros de data centers do provedor de telecomunicações e armazenamento de dados V.tal, com sede em São Paulo.

O mercado aberto do Brasil também permite estruturas de autoprodução, nas quais o comprador adquire uma participação acionária no ativo de geração. Na Atlas adotamos esse modelo para ajudar os clientes a reduzir seus custos de eletricidade — em alguns casos, até 40% — ao mesmo tempo em que asseguram preços previsíveis durante toda a vida útil da instalação.

Por sua vez, acordos de longo prazo, como nosso contrato de 20 anos com o produtor de alumínio Albras, permitem diluir os custos de capital em uma base energética mais ampla, oferecendo aos operadores hyperscale e de colocation um modelo de despesa operacional estável e previsível. Outra vantagem é a capacidade de escalar o fornecimento conforme a demanda evolui. Como os grandes campi geralmente entram em operação por fases, a estrutura de nosso portfólio possibilita ampliar gradualmente os volumes contratados à medida que a carga de TI aumenta.

Projetar para a eficiência 

Uma vez que a energia renovável é estável e está disponível quando necessária, os operadores podem se concentrar no que ocorre dentro da instalação.

Na América Latina, o desenho dos data centers está sendo cada vez mais determinado por condições locais específicas. A escassez hídrica na região central do Chile e em determinadas áreas do Brasil vem acelerando a adoção de sistemas de refrigeração de circuito fechado e híbridos, reduzindo a dependência das redes municipais.

Ao mesmo tempo, a congestão da transmissão nos grandes centros urbanos limita a redundância baseada na rede elétrica. Isso obriga os operadores a incorporar a resiliência dentro do próprio site, onde armazenamento em baterias, cargas gerenciáveis e microrredes deixam de ser complementos para se tornarem elementos indispensáveis desde a fase de projeto. Nesse contexto, eficiência energética e monitoramento contínuo passam a ser capacidades operacionais críticas no longo prazo.

As ferramentas para alcançar isso já estão disponíveis. As plataformas modernas de gestão de infraestrutura de data centers e as redes densas de sensores permitem que os operadores visualizem em tempo real como a temperatura, a energia e a carga em todo o local se comportam. Os controles automatizados respondem mais rapidamente do que as pessoas, detectando problemas antes que comprometam a disponibilidade. As cargas de computação não críticas, como o treinamento de modelos de IA, podem ser programadas durante os momentos em que a geração renovável é mais abundante, reduzindo tanto o custo quanto a pegada de carbono.

Os resultados são tangíveis. As novas instalações na região já estão alcançando índices de eficácia no uso da energia (PUE) inferiores a 1,3, em compração com uma média global próxima de 1,5. Ao longo da vida útil de um data center, essa diferença se traduz em custos operacionais significativamente menores e em uma pegada energética consideravelmente mais limpa.

 Impulsionar o futuro digital da América Latina 

Na expansão dos data centers na América Latina, a energia não é uma novidade nem um fator acessório: sempre foi um requisito crítico. O que mudou foi o seu papel. Hoje, a disponibilidade, a confiabilidade e a estrutura da energia definem, desde o início, o desenho do projeto, sua viabilidade econômica e sua capacidade de escalar ao longo do tempo.

Mais do que um insumo operacional, a eletricidade tornou-se uma decisão estrutural que condiciona onde construir, como conectar, o nível de resiliência da operação e o grau de competitividade do modelo de longo prazo.

Executar corretamente desde o início implica construir data centers que operem com maior eficiência, tenham menor custo e atendam aos padrões de sustentabilidade que atualmente exigem os clientes corporativos, precisamente porque esses resultados foram incorporados ao projeto desde o início.

Alcançar isso requer alianças de longo prazo com desenvolvedores que aportem capacidades integradas: portfólios de geração regional capazes de fornecer energia limpa, soluções de armazenamento projetadas para os perfis de carga dos data centers e estruturas contratuais que protejam os operadores em vez de transferir o risco a eles.

Os operadores de data centers que integrem esse enfoque estratégico podem se posicionar à frente de seus concorrentes — mesmo antes de instalar o primeiro rack.


Este artigo foi criado em parceria com a Castleberry Media. Na Castleberry Media, estamos dedicados à sustentabilidade ambiental. Ao comprar certificados de carbono para o plantio de árvores, combatemos ativamente o desmatamento e compensamos nossas emissões de CO₂ três vezes mais.

Diante de custos energéticos voláteis e crescentes tensões geopolíticas, as siderúrgicas em toda a América Latina estão descobrindo oportunidades estratégicas em PPAs de energia renovável para aumentar a competitividade e alcançar maior estabilidade operacional.

A energia representa um insumo crítico para a indústria metalúrgica, particularmente em toda a América Latina, onde o setor enfrenta o duplo desafio de operar em um ambiente global volátil ao mesmo tempo em que avança rumo a uma matriz energética mais competitiva e limpa. Neste contexto, a energia renovável — especialmente por meio de contratos de compra de energia (PPAs) combinados com soluções de armazenamento — está emergindo como uma alavanca estratégica para reduzir custos, proteger contra a volatilidade e fortalecer o posicionamento internacional.

A produção de aço representa quase 8% do consumo global de energia e aproximadamente 7% das emissões de CO₂, estabelecendo-se como uma das indústrias mais intensivas em energia e que enfrenta crescente pressão para otimizar sua matriz energética. Em toda a América Latina, a indústria siderúrgica desempenha um papel produtivo substancial. O Brasil lidera com 61% da produção de aço bruto, seguido pelo México (juntos, representando até 85% da produção regional) e pela Argentina, com 8%.

Este perfil intensivo em energia é predominantemente impulsionado pela dependência de fornos elétricos a arco (EAFs), que requerem entre 400 e 500 kWh por tonelada de aço produzida. Em um ambiente de tarifas elevadas ou de preços altamente voláteis, este consumo impacta diretamente as margens operacionais das usinas. Uma ilustração recente: no início de 2025, os preços de eletricidade no Brasil dispararam de 90 para 350 reais/MWh em questão de semanas, devido a medidas preventivas relacionadas ao risco hidrológico. Durante crises anteriores, como as secas, os preços excederam 1.000 reais/MWh.

A região também exibe preços estruturalmente elevados combinados com flutuações frequentes. Em 2023, a tarifa média para clientes industriais atingiu USD 165,8/MWh no Brasil e USD 151,6/MWh no México — níveis substancialmente acima dos observados em mercados industriais desenvolvidos. A sensibilidade aos custos é pronunciada: um aumento de USD 10/MWh pode se traduzir em USD 4–5 adicionais por tonelada produzida. Para uma instalação que produz 1 milhão de toneladas por ano, isso equivale a custos energéticos anuais adicionais de até USD 5 milhões.

Energia renovável como aliada para empresas metalúrgicas em um cenário complexo

Para os produtores de aço em toda a América Latina, o acesso à energia confiável e competitiva em custos tornou-se um fator cada vez mais decisivo para melhorar as margens, orientar decisões de investimento e sustentar as operações do dia a dia. Neste contexto, a região possui uma vantagem tangível: recursos solares e eólicos abundantes posicionam a América Latina entre as regiões mais eficientes em termos de custos para a geração renovável do mundo.

Em 2024, o custo nivelado de energia (LCOE) das energias renováveis na América Latina declinou cerca de 8%, impulsionado por reduções nos custos de capital e por cadeias de suprimentos mais eficientes. Em mercados como o Brasil, o Chile e o México, a energia solar fotovoltaica com rastreamento de eixo único já está precificada na faixa dos preços dos leilões federais de 2022 do Brasil, que apresentaram média de USD 32,2/MWh para solar e USD 33,1/MWh para eólica. 

Ilustrativamente, executar um PPA renovável na faixa de USD 35–60/MWh — em comparação com preços de eletricidade de aproximadamente USD 150–160/MWh — pode gerar economias anuais de cerca de USD 40 milhões para uma instalação que consome 400 GWh, ao mesmo tempo em que a protege de choques tarifários, regulatórios ou climáticos.

Este diferencial está, fundamentalmente, remodelando a equação financeira do aço em toda a região. As renováveis evoluíram para além de meramente representarem uma alternativa sustentável; tornaram-se um instrumento de controle de custos e uma proteção contra a volatilidade energética.Simultaneamente, as dinâmicas do comércio global introduzem outra camada de incerteza. Segundo dados da ALACERO, as importações de aço acabado e semi-acabado da China para a América Latina atingiram aproximadamente 14 milhões de toneladas em 2024 — três vezes o volume registrado em 2010 —, enquanto o consumo regional de aço declinou cerca de 1% para 67,4 milhões de toneladas. Com os mecanismos de defesa comercial permanecendo limitados, as siderúrgicas e a própria ALACERO estão defendendo medidas mais rápidas e coordenadas em resposta ao aumento de importações a preços injustos.

Neste ambiente, a energia renovável representa muito mais do que uma ferramenta de descarbonização: constitui um ativo estratégico que permite às empresas manter sua posição nos mercados globais mesmo enquanto as dinâmicas do comércio internacional se transformam.

Albras e ArcelorMittal: casos emblemáticos para a indústria

Duas parcerias estratégicas ilustram claramente como a energia renovável pode redefinir o paradigma operacional de indústrias intensivas em energia: a colaboração entre Atlas Renewable Energy e Albras, principal produtora de alumínio primário do Brasil, e o acordo com a ArcelorMittal, líder da indústria siderúrgica do país. Ambas as iniciativas reforçam o papel da Atlas como parceira estratégica na descarbonização e no fortalecimento da competitividade do setor metalúrgico da América Latina.

No caso da Albras, a Atlas estruturou um dos PPAs mais significativos da América Latina, apoiado por um empréstimo recorde de USD 447,8 milhões do BNDES do Brasil — o maior financiamento em dólares concedido por uma instituição a um projeto de energia renovável. Esses recursos possibilitaram a construção de Vista Alegre, uma instalação solar de 902 MWp (768 MWac), capaz de gerar em média 2 TWh anualmente e evitar 2,4 milhões de toneladas de emissões de CO₂ ao longo de seus primeiros 20 anos de operação.

Desde janeiro de 2025, Vista Alegre tem fornecido energia limpa à Albras sob um contrato de 21 anos, reforçando uma parceria que já incluía o parque solar Boa Sorte (438 MWp), também projetado para reduzir a pegada de carbono do alumínio produzido no Brasil.

O acordo com a ArcelorMittal leva essa abordagem um passo além dentro da indústria siderúrgica. Nesse contexto, a ArcelorMittal e a Atlas Renewable Energy concluíram a construção da Fase B da usina solar Luiz Carlos, em Paracatu (Minas Gerais), onde a Atlas desenvolveu uma planta fotovoltaica de 315 MWp dedicada a abastecer as operações siderúrgicas da ArcelorMittal nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, sob um modelo de joint venture com transferência de ativos. 

Com geração estimada de aproximadamente 578 GWh anualmente, este ativo apoia diretamente o objetivo da ArcelorMittal de obter 100% do consumo de eletricidade no Brasil de fontes renováveis até 2030, ao mesmo tempo em que avança suas ambições globais de aço de baixo carbono.

Ambos os projetos incorporam componentes tecnológicos e sociais de relevância estratégica. No complexo Luiz Carlos, soluções de ponta—módulos bifaciais, sistemas avançados de rastreamento e cabeamento pré-montado—otimizam a produção solar e a eficiência operacional de longo prazo.

Paralelamente, a Atlas implementa programas ESG que combinam capacitação técnica para mulheres na construção de usinas solares com formação em programação, robótica e habilidades digitais para jovens, além da geração de milhares de empregos e iniciativas sociais nas comunidades do entorno de projetos como Vista Alegre e Boa Sorte. Esses esforços concentram-se na inclusão da força de trabalho, no desenvolvimento de capital humano e no impacto comunitário, demonstrando que a competitividade energética pode avançar em conjunto com valor social sustentável.

Esses casos destacam uma das competências centrais da Atlas: sua abordagem personalizada, que estrutura acordos que não apenas garantem energia limpa e abundante, mas também se alinham ao perfil de consumo, à tolerância a riscos e aos objetivos climáticos de cada cliente. Para realizar isso, a Atlas combina:

  • Um dos maiores portfólios solares da América Latina (excedendo 8,4 GW em desenvolvimento, em operação ou em construção).
  • Um histórico de 100% de entrega em projetos contratados.
  • O respaldo da Global Infrastructure Partners, com capacidade de mobilizar mais de USD 84 bilhões em investimentos.
  • Vasta experiência na estruturação de contratos de PPA com grandes consumidores industriais, incluindo AngloAmerican, Codelco, Engie, Dow, Albras e ArcelorMittal.

A Atlas também demonstrou sua capacidade de replicar esta abordagem estratégica em outros mercados regionais críticos. No final de 2024, executou um PPA de 450 GWh por ano com o Grupo CAP, principal conglomerado mineroindustrial do Chile, por meio de suas subsidiárias Compañía Minera del Pacífico (CMP) e Aguas CAP.

Este acordo de 15 anos inclui o desenvolvimento de uma instalação solar na região de Atacama, equipada com tecnologia de armazenamento BESS, possibilitando a entrega de 100% de energia limpa 24 horas por dia e avançando na descarbonização da indústria siderúrgica do Chile.

Com este projeto, a Atlas adiciona mais de 1.000 MW de capacidade renovável com armazenamento no Chile, reforçando sua posição como provedora líder de soluções energéticas customizadas para indústrias de grande escala em toda a América Latina. Conforme demonstrado no Brasil com Albras e ArcelorMittal, o caso da CAP no Chile ilustra a capacidade da empresa de projetar e executar contratos de energia de longo prazo que alinham competitividade, confiabilidade e descarbonização.

 Energia renovável como estratégia industrial

Em uma indústria onde produzir uma tonelada de aço pode requerer até 500 kWh, garantir contratos de energia limpa de longo prazo tornou-se um imperativo estratégico crítico. Com tarifas regionais médias excedendo USD 150/MWh, acessar PPAs renováveis na faixa de USD 30–50/MWh pode resultar em economias anuais de dezenas de milhões de dólares, reduzindo a exposição a fatores macroeconômicos e geopolíticos.

A Atlas Renewable Energy demonstrou que isso é viável. O fato de seu parque solar Vista Alegre fornecer energia limpa à Albras não apenas ilustra economias mensuráveis e um fornecimento limpo garantido por 21 anos, mas também demonstra o potencial de uma parceria energética capaz de aumentar a lucratividade, a resiliência e a reputação em toda a indústria siderúrgica. Em toda a América Latina, a transição energética não é uma aspiração distante — é um modelo de negócios tangível já em movimento.


Este artigo foi criado em parceria com a Castleberry Media. Na Castleberry Media, estamos dedicados à sustentabilidade ambiental. Ao comprar certificados de carbono para o plantio de árvores, combatemos ativamente o desmatamento e compensamos nossas emissões de CO₂ três vezes mais.

A transição energética requer mais do que a instalação de infraestrutura renovável: exige também um novo modelo de negócio. A Atlas Renewable Energy vem estabelecendo um padrão para a indústria ao integrar princípios de sustentabilidade em cada etapa do desenvolvimento, desde a seleção do local até a gestão da cadeia de suprimentos.

Em zonas remotas da América Latina, os canteiros de obras solares estão se transformando em verdadeiros focos de transformação social. Mulheres que nunca haviam participado do mercado de trabalho formal estão adquirindo competências técnicas, operando maquinário pesado e gerando renda capaz de sustentar suas famílias. Simultaneamente, terrenos degradados estão sendo restaurados com milhares de espécies nativas, enquanto cinemas móveis movidos a energia solar levam educação e entretenimento a comunidades desassistidas.

Essas iniciativas não são programas acessórios projetados para gerar capital reputacional – são elementos fundamentais do desenvolvimento de energia renovável, que demonstram o que ocorre quando as empresas integram os critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) ao cerne de sua estratégia empresarial central, e não como simples obrigações de conformidade regulatória.

Desenvolver capital humano nas novas fronteiras energéticas

Em toda a América Latina, especialmente em regiões rurais onde as oportunidades de emprego formal foram historicamente limitadas, os programas integrais de capacitação profissional estão abrindo caminhos para a independência econômica, ao mesmo tempo em que fortalecem a força de trabalho qualificada necessária à transição energética.

“Contamos com um portfólio consolidado de iniciativas socioambientais capazes de responder diretamente às diversas necessidades locais”, explica Raquel Azevedo, gerente global sênior de sustentabilidade da Atlas Renewable Energy. “Um exemplo verdadeiramente emblemático é nosso Programa de Empregabilidade Feminina. Ele é implementado em todos os nossos canteiros de obras, independentemente da localização, e é continuamente adaptado às características e aprendizados de cada território.”

Desde 2019, o programa já capacitou mais de 1.500 mulheres, abrindo novas oportunidades de trabalho no setor de construção solar. Seu objetivo principal é aumentar a participação feminina na indústria, passando da média setorial de 2% para 15% – meta que já foi superada em um dos projetos, onde as mulheres representaram 22% da força de trabalho em campo. O sucesso desta iniciativa responde a um duplo imperativo: reduzir a lacuna de gênero no emprego de energias renováveis e fortalecer as capacidades locais, diminuindo a dependência dos projetos em mão de obra externa.

Investir no desenvolvimento sistemático de competências também gera operações mais seguras e eficientes. Em 2024, a Atlas ministrou 5.986 horas de formação em seis países, com mais de 1.500 pessoas capacitadas como líderes em segurança e saúde, o que resultou em uma redução de 29% nos incidentes reportáveis.

Desenvolver em aliança com a comunidade

Os projetos de infraestrutura em zonas remotas enfrentam desafios previsíveis: atrasos regulatórios, resistência local, interrupções operacionais e riscos à reputação corporativa. As abordagens tradicionais tendem a tratar o relacionamento comunitário como uma exigência de conformidade – realizar as consultas exigidas, efetuar as compensações solicitadas e minimizar eventuais conflitos.

A Atlas Renewable Energy segue uma rota diferente: aposta em um engajamento comunitário autêntico, concebido para impulsionar o desenvolvimento social e econômico em regiões historicamente desassistidas.

“O canal de comunicação aberto que a Atlas estabelece em cada projeto uma evolução na forma como o setor de energias renováveis se relaciona com as comunidades locais. O que inicialmente são relatos sobre poeira e tráfego, gradualmente se transforma em conversas sobre iniciativas sociais e metas de desenvolvimento compartilhado”, explica Azevedo.

“Queremos demonstrar, não apenas às comunidades, mas também às equipes dos projetos, que estamos presentes e dispostos a ouvir, colaborar e entender o que desejam nos comunicar”, acrescenta.

Em 2024, os programas sociais da Atlas beneficiaram diretamente mais de 14 mil pessoas e geraram mais de 5,22 mil empregos. O programa Energizar para Transformar melhorou a qualidade de vida de mais de 300 pessoas por meio da reabilitação de poços artesianos, solucionando problemas críticos de acesso à água em comunidades rurais. Paralelamente, a iniciativa CineSolar levou um cinema móvel alimentado com energia solar a mais de 5 mil estudantes, combinando entretenimento com educação ambiental e conscientização sobre energia limpa.

Estes programas representam uma mudança fundamental: em vez de tratar as comunidades como grupos de interesse que devem ser gerenciados, passam a reconhecê-las como parceiras estratégicas da transição energética, gerando valor compartilhado que perdura muito além da fase de construção.

Elevar os padrões da indústria mediante o desenvolvimento colaborativo

As práticas sustentáveis implementadas por empresas individuais não são suficientes para promover uma transformação sistêmica de longo prazo. A abordagem da Atlas em relação aos seus fornecedores demonstra como os padrões ESG integrais podem se propagar através das cadeias de valor, criando efeitos multiplicadores que fortalecem todo o ecossistema de energia renovável.

“Nossa visão, em todos os segmentos do mercado, é atuar como parceiro de escolha para clientes e aliados — não apenas na transição energética, mas também no desenvolvimento de capacidades conjuntas — nossas e deles — que permitam alcançar objetivos que beneficiem o planeta, os negócios e as pessoas”, explica Azevedo.

Em vez de simplesmente auditar a conformidade regulatória de seus fornecedores, a Atlas investe no fortalecimento de suas capacidades por meio de planos de ação personalizados. O impacto vai além dos parceiros diretos: quando os desenvolvedores de energia renovável estabelecem critérios sociais e ambientais mais rigorosos para todos os contratados principais, estes padrões se difundem pelos setores de construção e infraestrutura. Ao longo da cadeia de valor, os fornecedores investem em capacitação, melhoram suas práticas operacionais e implementam mecanismos de reporte para manter a competitividade.

O resultado é um avanço gradual, porém sistemático, na forma como a infraestrutura de energia renovável é construída.

Tornar tangível a transição energética

Os benefícios da redução de carbono proporcionada pela energia renovável são amplamente reconhecidos. Somente em 2024, os projetos da Atlas evitaram mais de 716 mil toneladas de emissões de CO₂ enquanto geravam 5,1 GWh de energia limpa, suficiente para abastecer cerca de 1,4 milhão de residências. No entanto, em regiões onde seca e degradação do solo são realidades cotidianas, a conexão entre painéis solares ou turbinas eólicas e a saúde do ecossistema local frequentemente é percebida como mais abstrata do que concreta.

“Estas são tecnologias novas para muitas pessoas, especialmente em zonas remotas ou menos familiarizadas com energias renováveis”, explica Azevedo.

Para superar este desafio de percepção, a Atlas Renewable Energy foca na restauração prática de ecossistemas, que as comunidades podem observar e compreender. Em 2024, a companhia reflorestou 985 hectares e plantou quase 21 mil espécies nativas, demonstrando o alcance do desenvolvimento renovável além da mera geração elétrica.

 A resiliência financeira como resultado natural

As empresas que demonstram fortes princípios ambientais, sociais e de governança (ESG) tendem a exibir menores riscos operacionais, relações mais sólidas com grupos de interesse e melhor conformidade regulatória, fatores que impactam diretamente no desempenho financeiro de projetos com horizontes de longo prazo.

A trajetória da Atlas ilustra claramente essa dinâmica. A companhia captou mais de US$ 2.000 milhões em recursos financeiros em 2024, enquanto investia US$ 41,9 milhões em desenvolvimento de energias renováveis e US$ 500 mil em pesquisa e inovação.

“Não se trata unicamente de sustentabilidade; trata-se de como operamos como organização, e isso é o que nos abre oportunidades”, reflete Azevedo. “Nos abriu portas em distintos mercados: em inovação, em financiamento e em tecnologia.”

Os resultados financeiros emergem de forma natural quando a sustentabilidade está integrada ao modelo operacional. Os programas de capacitação empoderam talentos locais e promovem ambientes de trabalho mais seguros e eficientes. As alianças comunitárias ampliam oportunidades e fortalecem a licença social para operar. O desenvolvimento de capacidades entre fornecedores eleva cadeias de valor completas. Em conjunto, essas ações aumentam a resiliência dos projetos e, portanto, seu atrativo para investidores e parceiros estratégicos.

“Geramos relações mais sólidas quando falamos abertamente dos desafios e do que estamos trabalhando para melhorar, em vez de reter informação e parecer menos transparentes”, destaca Azevedo.

Fazer negócios sustentáveis por princípio

“Não vejo a sustentabilidade como um departamento; é a maneira como os negócios devem ser conduzidos”, enfatiza Azevedo. “Somos uma empresa sustentável: trabalhamos na transição energética. Mas qualquer organização pode ser sustentável: em seus processos, na forma como estabelece alianças, como desenvolve capacidades e em como trata seu talento.”

Esta perspectiva explica por que as práticas de sustentabilidade da Atlas geram vantagens competitivas sistemáticas, mais do que encargos de conformidade. Quando as considerações ambientais guiam as decisões de localização de projetos, quando a colaboração comunitária molda os programas sociais e quando o desenvolvimento de fornecedores influencia as decisões de aquisição, a sustentabilidade deixa de ser uma exigência administrativa para se tornar um motor de eficiência operacional.

“Sempre me surpreende, ao fechamento de cada ciclo de reporte, o quanto conquistamos em apenas um ano”, reflete Azevedo.

Com evidências que abrangem múltiplas dimensões, o Relatório de Sustentabilidade 2024 da Atlas demonstra o que acontece quando os princípios ambientais, sociais e de governança se integram ao núcleo operacional de uma empresa: projetos de energia renovável que as comunidades adotam, que as equipes constroem com orgulho, que os fornecedores entregam com consistência e que os investidores apoiam com confiança.


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Este artigo foi criado em parceria com a Castleberry Media. Na Castleberry Media, estamos dedicados à sustentabilidade ambiental. Ao comprar certificados de carbono para o plantio de árvores, combatemos ativamente o desmatamento e compensamos nossas emissões de CO₂ três vezes mais.

Líderes do setor, como Grupo Bimbo, Nestlé e PepsiCo, reconheceram que a sustentabilidade é um caminho estratégico essencial para reduzir custos, fortalecer a vantagem competitiva e atender às regulamentações ambientais cada vez mais rigorosas. A energia renovável tem se destacado como o principal catalisador da transformação em todo o setor alimentício.

As grandes empresas de alimentos e bebidas estão acelerando sua transição energética, tornando a energia limpa um pilar central tanto de suas estratégias de produção quanto de suas agendas de sustentabilidade. Prova disso é que, em 2024, a Mondelez International reduziu em 37% as emissões provenientes de seus processos de manufatura. No mesmo ano, 54% da energia utilizada em suas operações já tinha origem em fontes renováveis.

O Grupo Bimbo alcançou avanços comparáveis, reportando que 92% de seu consumo global de eletricidade deriva de fontes renováveis — principalmente solar e eólica — até o final de 2023. A empresa agora opera com 100% de eletricidade renovável em 27 de seus 34 mercados. Paralelamente, modernizou sua frota logística com mais de 5.000 veículos movidos a combustíveis alternativos, incluindo 2.500 unidades elétricas, como parte de sua estratégia abrangente de redução de carbono.

Da mesma forma, corporações multinacionais como a Nestlé estão implementando roteiros climáticos alinhados às metas do Acordo de Paris. A empresa pretende atingir 100% de eletricidade renovável em todas as suas operações industriais até o fim de 2025, tendo já alcançado 95,3% em 2024 e superado, de forma antecipada, sua meta de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de 20% para 2025. Seus objetivos de médio e longo prazo incluem uma redução de 50% nas emissões até 2030 e a neutralidade total de carbono até 2050, sustentados por iniciativas de eletrificação dos processos produtivos.

A PepsiCo estabeleceu metas para reduzir em 50% suas emissões de GEE de Escopo 1 e Escopo 2 até 2030, migrar totalmente para eletricidade renovável em suas operações globais até 2040 e alcançar emissões líquidas zero em toda a sua cadeia de valor até 2050. Em 2023, fontes renováveis atenderam 80% da demanda global direta de eletricidade da companhia, garantindo  100% de energia limpa em unidades fabris de 40 países.

Esse compromisso setorial de integrar energias renováveis em processos intensivos em energia — como refrigeração, processamento térmico, pasteurização, desidratação, congelamento e conservação — reflete tanto uma necessidade ambiental (voltanda ao cumprimento de mandatos de sustentabilidade) quanto uma lógica econômica baseada na eficiência de custos e na mitigação de riscos.

Segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), as tecnologias de energia limpa atingiram um nível sem precedentes de competitividade em custos, tornando-se estrategicamente atraentes para setores intensivos em energia, como o de alimentos e bebidas. Em 2023, a geração solar fotovoltaica apresentou um custo médio de USD 0,044 por kWh, enquanto a eólica terrestre registrou USD 0,033 por kWh — reduções de 90% e 70%, respectivamente, desde 2010.

Os contratos de compra de energia (PPAs, na sigla em inglês) permitem que as empresas assegurem o fornecimento de eletricidade limpa e estável a preços previsíveis. Esse mecanismo possibilita fixar custos energéticos de longo prazo, reduzir a exposição à volatilidade dos combustíveis fósseis e garantir conformidade com regulamentações ambientais cada vez mais rigorosas, preservando, ao mesmo tempo, as margens operacionais. Em um setor no qual ganhos marginais de eficiência impactam diretamente a competitividade, essas vantagens são estrategicamente decisivas.

A Atlas Renewable Energy figura entre os principais players do setor energético da América Latina, com um portfólio de ativos superior a 8,4 GW e quase 3 GW de capacidade operacional já entregue na região. Desde 2017, a empresa estruturou mais de 6 GW em projetos de energia renovável, predominantemente sob contratos de PPA firmados com grandes corporações continentais.

Com o respaldo da Global Infrastructure Partners e comprovada capacidade de execução em projetos de grande escala, a Atlas combina inovação técnica, excelência operacional e um compromisso inabalável com a sustentabilidade. Para empresas do setor alimentício que visam transformar seus portfólios energéticos, a Atlas oferece uma solução concreta, estável e desenhada para gerar impacto mensurável.

Mercados em expansão, expectativas em evolução: a energia limpa como resposta estratégica de mercado

Essa transição corporativa em direção à energia limpa ocorre em um contexto de forte expansão de mercado: o setor global de alimentos e bebidas deve registrar crescimento superior a 3% em 2025 e 2026, atingindo USD 529,66 bilhões até 2028 — o que representa um aumento de mais de 50% em relação aos níveis de 2024.

Pesquisas de consumo indicam que esse crescimento beneficiará de maneira mais significativa as empresas capazes de oferecer produtos simultaneamente competitivos em preço, nutricionalmente superiores e produzidos de forma sustentável.

Um estudo de consumo da PwC, publicado em 2024, revelou que mais de 80% dos entrevistados declararam estar dispostos a pagar um valor adicional por produtos sustentáveis, com um prêmio médio aceitável de aproximadamente 9,7% quando os padrões ambientais são atendidos. No setor alimentício, selos que destacam o uso de energia renovável ou a redução da pegada de carbono estão ganhando peso nas decisões de compra. De acordo com a Produce Market Guide, 57% dos consumidores em 2024 afirmaram que provavelmente escolheriam produtos com o rótulo “climate-smart” — um aumento significativo em relação aos 48% registrados em 2023.

Essa mudança de comportamento é particularmente forte entre as gerações mais jovens. Mais de 40% dos consumidores entre 18 e 44 anos consideram o conhecimento sobre a origem dos alimentos e o impacto ambiental como fatores “extremamente importantes”. Além disso, 26% afirmam buscar ativamente marcas com programas documentados de redução de emissões, enquanto mais de 70% avaliam simultaneamente a sustentabilidade do processo produtivo e o impacto ambiental das embalagens ao tomar decisões de compra.

Antecipando essa evolução do mercado, a Budweiser — sob a gestão da Anheuser-Busch InBev (AB InBev) — passou a incluir, desde 2018, indicadores de produção com uso de energia renovável em suas embalagens, ao mesmo tempo em que integrava energia limpa em suas operações de manufatura.

Outros líderes do setor estão respondendo a essas novas expectativas dos consumidores por meio de uma adoção cada vez mais ampla de energia renovável. Além de empresas como Nestlé e Grupo Bimbo, a cervejaria Mahou San Miguel anunciou um programa de investimentos de €220 milhões voltado à sustentabilidade e à inovação em seus sistemas de produção, incluindo a construção de uma usina de biomassa em Alovera com o objetivo de reduzir as emissões de CO₂.

O Futuro da Indústria Alimentícia é Sustentável

O setor de alimentos e bebidas vive, simultaneamente, uma fase de expansão e de transformação estrutural: a crescente demanda global por produtos saudáveis e sustentáveis está redefinindo os padrões de mercado. Nesse novo paradigma, a energia renovável surge como um diferencial estratégico para empresas que buscam otimizar processos operacionais, reduzir estruturas de custo e aumentar sua relevância entre consumidores cada vez mais atentos às questões ambientais.

A adoção de energia limpa vai muito além de um gesto simbólico corporativo; representa uma vantagem competitiva tangível. Desde a rotulagem com certificações de energia renovável até o direcionamento de capital para infraestrutura sustentável, as empresas que estão implementando essas estratégias hoje estão definindo os novos padrões de liderança no mercado.

A Atlas Renewable Energy está acelerando essa transformação por meio de soluções energéticas projetadas para gerar impacto mensurável, integrando inovação, eficiência operacional e comprovada capacidade de execução em larga escala. Em um mercado onde imperativos de sustentabilidade e metas de rentabilidade convergem, a energia renovável consolida-se como o novo padrão de liderança responsável e visão estratégica.


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Este artigo foi criado em parceria com a Castleberry Media. Na Castleberry Media, estamos dedicados à sustentabilidade ambiental. Ao comprar certificados de carbono para o plantio de árvores, combatemos ativamente o desmatamento e compensamos nossas emissões de CO₂ três vezes mais.

O Chile produz mais de 25% do cobre mundial e lidera a produção global de lítio. Contudo, para manter o acesso ao mercado europeu, é necessário garantir uma cadeia de valor limpa, rastreável e sustentável. A transição energética é o elemento-chave.

O setor de mineração constitui um dos pilares fundamentais da economia chilena. Em 2023, representou 12% do PIB, posicionando o país como o líder global na produção de cobre.

Até 2025, a produção total está prevista para atingir 5,73 milhões de toneladas métricas, aproximadamente 325.000 a mais que em 2024, equivalente a 24,5% do total global, segundo o Relatório de Tendências do Mercado de Cobre da Cochilco. O Chile também consolidou sua posição em 2024 como o maior produtor mundial de lítio.

A Europa permanece um parceiro estratégico crítico. O continente representa um destino vital para as exportações chilenas, especialmente para minerais críticos como cobre e lítio.

Por outro lado, a Europa reconhece a América Latina como uma aliada estratégica para garantir o fornecimento estável de minerais críticos. A região possui 61% das reservas mundiais de lítio, 45% do cobre e 24% do grafite natural, segundo dados da Organização Latino-Americana de Energia (OLADE) e do Serviço Geológico dos EUA.

Contudo, o panorama global mudou fundamentalmente. Com a implementação em 2024 das regulamentações europeias, como a Lei de Matérias-Primas Críticas (CRMA) e o Regulamento de Baterias, o acesso ao mercado europeu para minerais não depende mais exclusivamente de volume ou qualidade. Hoje, exige rastreabilidade, sustentabilidade e uma pegada de carbono controlada.

Neste contexto, iniciar a transição energética representa um imperativo estratégico que permite às empresas cumprirem os novos requisitos, consolidar relacionamentos comerciais e reforçar o posicionamento do Chile como fornecedor confiável de minerais críticos na ordem industrial emergente.

 A Europa Muda as Regras: O Chile Está Preparado?

A União Europeia intensificou seus requisitos para o comércio de matérias-primas críticas, essenciais para sua transição energética e tecnológica. Para reduzir a dependência de terceiros países, novas regulamentações entraram em vigor em 2024, remodelando fundamentalmente as condições de acesso ao mercado, particularmente nos setores de mineração e fabricação de baterias.

Ambas as regulamentações visam garantir o fornecimento seguro, sustentável e rastreável de minerais estratégicos como cobre, lítio e níquel, elevando os padrões socioambientais em toda a cadeia de valor.

A CRMA estabelece metas concretas para 2030:

  • Pelo menos 10% das matérias-primas críticas devem ser extraídas dentro do território europeu.
  • 40% do processamento deve ocorrer dentro da UE.
  • 25% deve vir de materiais reciclados.
  • Nenhum terceiro país pode representar mais de 65% do fornecimento de qualquer matéria-prima individual.

Para países como o Chile, isso se traduz em novas obrigações de conformidade. Empresas exportadoras devem demonstrar práticas responsáveis, rastreabilidade abrangente da cadeia de suprimentos e reduções verificáveis de impacto ambiental para manter sua posição como atores-chave no mercado europeu.

A Regulamentação Europeia de Baterias, adotada em julho de 2023 com implementação progressiva a partir de 2024, restringe as condições para comercialização de baterias na Europa:

  • A partir de 2025, fabricantes devem declarar a pegada de carbono de seus produtos.
  • A partir de 2027, devem cumprir limites máximos de emissão por bateria.
  • Percentuais mínimos de lítio, cobalto, níquel e chumbo reciclados são obrigatórios.

Essas medidas impactam não apenas fabricantes, mas também fornecedores de matérias-primas, incluindo as operações de lítio e cobre do Chile, que devem certificar a conformidade ambiental no ponto de origem da produção.

A mensagem é inequívoca: a Europa demanda sustentabilidade, responsabilidade e rastreabilidade aprimoradas nas cadeias de suprimento. Para a indústria de mineração do Chile, a adaptação a este novo ambiente regulatório não é opcional. Acelerar a transição para modelos de produção mais limpos e socialmente responsáveis será essencial para preservar a competitividade global.

O Desafio que Confronta a Mineração Latino-Americana

A pressão sobre o setor de mineração vem de múltiplas frentes. De um lado, a demanda global por minerais como cobre, lítio e níquel está aumentando, impulsionada pela transição energética. Por outro lado, os custos operacionais estão escalando enquanto os padrões internacionais se tornam cada vez mais rigorosos quanto aos requisitos ambientais, sociais e de rastreabilidade.

Dentro deste contexto, a indústria enfrenta vários desafios, incluindo manter a competitividade enquanto reduz sua pegada ambiental.

  • Competitividade em Risco

No Chile, mais de 50% da produção de cobre situa-se entre o quartil de custos mais altos globalmente. Isso indica que muitas operações estão perdendo terreno para novos projetos operando sob estruturas mais competitivas, como aqueles avançando no Peru ou na República Democrática do Congo.

Para recuperar vantagem competitiva e atrair investimento, a eficiência energética é primordial. Investir em soluções como energia renovável (solar, eólica ou híbrida com armazenamento) não só reduz custos operacionais, mas também estabiliza preços energéticos de longo prazo e permite conformidade com padrões ambientais cada vez mais exigentes.

Isso fortalece não apenas a competitividade de preços, mas também a reputação do Chile como fornecedor global confiável e sustentável.

  • Requisitos de Sustentabilidade Mais Rigorosos

Operar com padrões ambientais elevados já está incorporado no DNA institucional da mineração chilena. O país é referência regional na redução da pegada de carbono e na implementação de melhores práticas socioambientais. Contudo, para manter essa liderança e garantir acesso a mercados estratégicos como a Europa, avançar mais rapidamente para atender aos novos padrões globais tornou-se imperativo.

A indústria já está enfrentando este desafio, mas a transição pode ser acelerada através de soluções energéticas como a integração de renováveis, o armazenamento e a otimização de processos. Essas medidas não apenas facilitam a conformidade com as regulamentações europeias de mineração, mas também reduzem custos e fortalecem a rastreabilidade ambiental em toda a cadeia de valor.

No contexto global atual, sustentabilidade representa uma vantagem competitiva: inovar com tecnologias limpas, aprimorar eficiência e reforçar compromissos com mineração responsável consolida a posição do Chile como um fornecedor confiável e líder global em produção limpa.

Por Que a Transição Energética É Crítica para o Futuro da Mineração Chilena

A transição energética oferece uma resposta estratégica ao triplo desafio que a mineração enfrenta. Integrar energias renováveis não convencionais, como solar PV, eólica, geotérmica ou hidrogênio verde, fornece um caminho concreto para a indústria reduzir custos, garantir o fornecimento de eletricidade e avançar em direção à neutralidade de carbono.

O Chile já estabeleceu um roteiro abrangente. A Política Energética 2035 e a Política Nacional de Mineração 2050 preveem que até 2030 quase 90% dos contratos de energia de mineração terão origem de fontes renováveis. Muitas empresas já avançaram de forma proativa, firmando PPAs de energia limpa de longo prazo e incorporando sistemas de armazenamento para garantir fornecimento contínuo de energia renovável 24/7.

Este modelo energético não apenas aprimora o desempenho ambiental, mas também oferece benefícios operacionais essenciais: custos mais estáveis em meio à volatilidade dos combustíveis fósseis, maior segurança de fornecimento e alinhamento com objetivos de sustentabilidade demandados por governos e investidores.

A região também possui recursos naturais de classe mundial. O Chile combina alguns dos níveis mais altos de radiação solar do planeta com condições eólicas estáveis, possibilitando geração renovável competitiva em escala.

Consequentemente, a transição energética responde a dois dos principais desafios da indústria — emissões e custos elevados — ao mesmo tempo em que reforça sua vantagem competitiva, posicionando a mineração chilena como eficiente, moderna e preparada para liderar em um mercado global cada vez mais definido por sustentabilidade autêntica.

Por Que Investir em Renováveis na Mineração?

  • Menor Pegada de Carbono e Redução da Poluição

A transição do diesel ou carvão para solar e eólica reduz significativamente as emissões de CO₂ e poluentes locais. Segundo especialistas da Cooperação Técnica Alemã (GIZ) e da Associação de Consumidores Não Regulados de Energia (ACENOR), operações de mineração que adotam renováveis reduzem tanto as emissões totais quanto os gases de efeito estufa locais.

No Chile, contratos existentes de energia limpa já deslocam milhões de toneladas de CO₂ anualmente comparados à geração baseada em combustíveis fósseis. Emissões reduzidas não apenas facilitam o cumprimento de compromissos climáticos, mas também fortalecem os perfis de sustentabilidade das empresas e seu posicionamento com investidores e reguladores.

  • Redução de Custos Operacionais

Fontes renováveis não convencionais oferecem um custo nivelado de energia (LCOE) inferior aos de fontes tradicionais. Segundo a Wood Mackenzie, em 2024, fonte solar PV de inclinação fixa teve uma média global de USD 66/MWh (faixa: 28–117 USD/MWh), enquanto a eólica onshore teve uma média de USD 75/MWh (faixa: 23–139 USD/MWh). Esses números são menores que as novas usinas de carvão e gás na maioria dos mercados.

Contratos de compra de energia (PPAs) de longo prazo permitem que empresas de mineração garantam preços competitivos em USD/kWh e se protejam contra a volatilidade nos mercados globais de combustíveis. As renováveis entregam energia de menor custo e livre de emissões, uma combinação que aprimora diretamente a competitividade da mineração chilena, como destaca a ACENOR.

  • Estabilidade e Segurança Energética

Sistemas renováveis com soluções de armazenamento garantem fornecimento contínuo, evitando interrupções e gargalos operacionais. Isso é fundamental para operações de mineração intensivas em energia, onde quedas de energia podem resultar em prejuízos de milhões de dólares. Garantir autossuficiência energética reduz tanto riscos logísticos quanto financeiros.

  • Conformidade Ambiental e Acesso a Certificações

Integrar energia limpa facilita a obtenção de certificações de sustentabilidade — como certificados de energia renovável ou pegada de carbono — que são cada vez mais valorizados por clientes e investidores. Também abre acesso a títulos verdes, linhas de financiamento ESG e mercados de carbono.

Atender a esses padrões fortalece o posicionamento regulatório das empresas e facilita a adaptação às novas regras europeias sobre fornecimento responsável.

  • Vantagem Competitiva no Mercado Europeu de Minerais

Empresas que demonstram operações abastecidas por fontes renováveis podem se diferenciar em mercados exigentes. Com a Europa exigindo minerais críticos com pegadas ambientais mínimas, mineradoras chilenas que certificam fornecimento limpo se tornarão fornecedores preferenciais. Isso fortalece a marca-país e impulsiona as exportações de cobre e lítio, alinhando-as com a visão de um mercado global sustentável.

Adotar renováveis vai além de uma resposta contextual — trata-se de uma decisão estratégica que gera múltiplos benefícios: redução de custos, mitigação de riscos, aprimoramento de reputação e preparação da mineração latino-americana para competir em um mercado global que exige operações cada vez mais limpas, eficientes e responsáveis.

Atlas Renewable Energy: Um Parceiro Estratégico

Neste novo ambiente global, a Atlas Renewable Energy emerge como parceiro estratégico para a mineração chilena transicionar para uma matriz energética mais limpa, estável e competitiva.

A Atlas é uma desenvolvedora global de energia renovável com expertise comprovada em contratos de fornecimento de grande escala. Um exemplo concreto é o PPA 24/7 executado em 2024 com a Codelco. O acordo garante 375 GWh de energia solar anual com armazenamento de energia com baterias por 15 anos.

Este contrato pioneiro garante energia renovável contínua ao maior produtor de cobre do mundo, reduzindo significativamente suas emissões e custos energéticos.

Projetos como a parceria da Atlas com a Codelco demonstram o papel da empresa em viabilizar a conformidade com novos requisitos regulatórios. Ao fornecer energia limpa e soluções turnkey — incluindo armazenamento — a Atlas ajuda empresas de mineração a certificar suas cadeias de suprimento segundo a CRMA e a Regulamentação de Baterias.

Além disso, a abordagem da Atlas integra solar, eólica e armazenamento em uma solução unificada projetada para estabilizar sistemas de energia de mineração e elevar padrões ambientais.

A transição energética representa uma oportunidade tangível para o setor de mineração. Com o suporte técnico e operacional da Atlas, empresas podem transformar novas demandas regulatórias em vantagens competitivas: menor pegada ambiental, acesso a certificações, redução de custos e posicionamento como fornecedores sustentáveis nos mercados mais exigentes do mundo.

Integrar renováveis não convencionais deixou de ser opcional – é um imperativo estratégico para competir no mercado internacional de minerais críticos.


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Uma estratégia energética abrangente é fundamental para o sucesso na implantação de operações na América Latina. Descubra as oportunidades da região e saiba por que compreender as dinâmicas locais é decisivo para a tomada de decisões informadas.

No ambiente corporativo global atual, a América Latina representa uma região de potencial extraordinário para expansão empresarial. Sua matriz energética diversificada e em rápida evolução cria grandes oportunidades para organizações que planejam estrategicamente.

Hoje, cerca de 70% da eletricidade na região provém de fontes renováveis — mais do que o dobro da média global, segundo a OLADE (Organização Latino-Americana de Energia) —, e projeções de instituições como a IEA e a IRENA indicam que a maior parte da nova capacidade de geração elétrica a ser instalada até 2030 será impulsionada por tecnologias como a solar e a eólica.

Simultaneamente, a demanda por eletricidade continuará sua trajetória ascendente. Segundo o Latin America Energy Outlook 2023, publicado pela Agência Internacional de Energia (IEA), a demanda pode aumentar em 90% até 2050 sob as políticas atuais, e até 180% se os compromissos de descarbonização forem cumpridos.

Isso quase dobrará o peso da eletricidade no consumo final de energia — passando de cerca de 19% para 36% até 2050, no cenário de neutralidade de carbono da OLADE — e exercerá uma pressão crescente sobre as redes elétricas. Segundo as projeções mais recentes do Energy Outlook 2024 da OLADE, a região terá de adicionar da ordem de 1.500 GW de capacidade renovável até 2050 para alcançar matrizes com mais de 80% de geração limpa.

Esse dinamismo apresenta uma oportunidade única, mas também um imperativo: antecipar a demanda, compreender as variações regulatórias e avaliar como garantir um fornecimento competitivo e estável em cada mercado. A estratégia energética vai além de considerações técnicas — é um fator decisivo para o crescimento bem-sucedido na América Latina.

Desafios Energéticos na América Latina que Exigem Planejamento Estratégico

A volatilidade de preços e a assimetria regulatória representam dois riscos críticos. Negligenciá-los pode resultar em custos elevados, atrasos operacionais e decisões menos assertivas.

  • Precificação Volátil e Estruturas Tarifárias Complexas

Embora a inflação energética anual na região tenha registrado apenas 1,51% em 2024, segundo a OLADE, essa média esconde realidades locais bem mais desafiadoras.

Na Colômbia, por exemplo, indústrias intensivas em energia enfrentaram aumentos tarifários de até 32%, com uma média nacional próxima de 20%, segundo estudo da Energy Master citado pela Forbes.

Esse aumento foi atribuído ao declínio dos níveis dos reservatórios hidrelétricos — que fornecem 74,2% da energia do país — causado pelo fenômeno El Niño. A redução na geração hidrelétrica levou à necessidade de maior dependência de usinas térmicas, mais caras e mais poluentes.

Tal exposição a variáveis climáticas e operacionais obriga as empresas a buscar maior estabilidade no fornecimento. Contratos de Compra de Energia de Longo Prazo (PPAs) oferecem uma solução eficaz. Segundo a Grant Thornton, PPAs permitem que empresas garantam energia limpa a preços fixos, mitiguem riscos e planejem com  mais previsibilidade — uma vantagem essencial em ambientes altamente voláteis.

  • Complexidade Regulatória

O segundo grande desafio envolve compreender o panorama cultural, político e regulatório de cada país. Cada nação avança em velocidades diferentes, com prioridades e estruturas distintas. Essa diversidade é uma realidade estrutural que deve ser integrada a qualquer estratégia energética regional desde o planejamento inicial.

Enquanto alguns países operam sob estruturas mais favoráveis ao investimento privado, outros mantêm papel predominante para entidades estatais. Além disso, as renováveis não convencionais não recebem apoio regulatório uniforme em toda a América Latina, afetando tanto a velocidade de desenvolvimento quanto os incentivos disponíveis.

A Colômbia, por exemplo, estabeleceu uma estrutura legal que facilitou a integração de fontes não convencionais através da Lei 1715 e regulamentações complementares. Embora o progresso tenha sido alcançado, persistem desafios, incluindo requisitos de consulta prévia e baixa coordenação entre entidades governamentais, comunidades, autoridades e geradoras — fatores que podem atrasar projetos e aumentar a complexidade.

O México, em contraste, viveu um panorama regulatório em constante evolução. Anteriormente, sua estrutura era mais restritiva e menos receptiva ao investimento privado do que a da Colômbia. Nos últimos anos, porém, o país avançou com novas iniciativas regulatórias voltadas a estimular a colaboração com a indústria e atrair projetos estratégicos.

Até 2030, o México pretende adicionar 29 GW de capacidade limpa e mobilizar mais de USD 22 bilhões em investimentos. Além dos compromissos de redução de emissões, esses esforços buscam atender à crescente demanda impulsionada pelo nearshoring, garantindo fornecimento mais competitivo e estável.

Enquanto isso, o Brasil e o Chile apresentam estruturas regulatórias mais maduras, ainda que enfrentem as complexidades de indústrias estabelecidas. Mapear e compreender essas diferenças permite que empresas antecipem riscos, aproveitem incentivos locais e alinhem suas estratégias energéticas às condições específicas de cada mercado.

Transição Energética como Fundamento de Confiabilidade e Disponibilidade para Empresas em Expansão

Na América Latina, a transição energética avança em equilíbrio por meio de três dimensões críticas: econômica, social e ambiental. O objetivo é garantir uma transformação que não apenas acelere a transição energética, mas também promova o desenvolvimento e a competitividade corporativa.

A crescente adoção de fontes renováveis não convencionais, como solar e eólica, vem fortalecendo a estabilidade do fornecimento na região, proporcionando às empresas uma base robusta para operações.

Um exemplo notável é o projeto solar Boa Sorte da Atlas Renewable Energy, no Brasil. Localizado em Minas Gerais, esse complexo solar possui capacidade instalada de 438 MW e fornece energia renovável à Albras, a maior produtora de alumínio primário do Brasil.

Através de um PPA de 20 anos, o projeto atende cerca de 12% do consumo anual de energia da Albras, equivalente a 815 GWh por ano. Também deve evitar mais de 61.000 toneladas de emissões de CO₂ anualmente.

De forma semelhante, no México, o fenômeno do nearshoring intensificou a demanda energética, levando indústrias como manufatura, tecnologia e mineração a planejar proativamente seus requisitos de fornecimento.

Nesse contexto, o projeto solar La Pimienta da Atlas, em Campeche, se destaca como solução estratégica. Com capacidade de 315 MW, é a segunda maior instalação solar do país e fornece energia limpa à Comissão Federal de Eletricidade (CFE) sob contrato de 15 anos.

Esse acordo fortalece o fornecimento energético na Península de Yucatán, contribuindo para a estabilidade de preços.

Esses casos demonstram como a integração de soluções de energia renovável — combinada com análise estratégica de mercado e parcerias sólidas — permite que empresas garantam um fornecimento mais confiável e sustentável. Isso não apenas mitiga riscos, mas também impulsiona a competitividade de negócios que atuam nos mercados em expansão da América Latina.

 O Horizonte Energético: Tendências Moldando o Panorama Latino-Americano

Empresas que planejam expansão na América Latina devem manter-se atentas às dinâmicas energéticas que estão transformando a infraestrutura industrial e as operações na região.

Compreender essas mudanças permite adaptar-se com agilidade e implementar soluções inovadoras em um cenário cada vez mais competitivo e dinâmico.

Implementação de BESS: Backup Estratégico para Indústrias Críticas

Sistemas de Armazenamento de Energia por Baterias (BESS) estão emergindo como uma solução fundamental para garantir a continuidade das operações em indústrias intensivas em energia.

Um exemplo é o acordo entre Atlas Renewable Energy e Codelco no Chile, pelo qual a Atlas fornecerá 375 GWh anuais de energia renovável não convencional apoiada por um sistema de armazenamento em baterias. O projeto assegura fornecimento ininterrupto, mesmo em horários de pico ou falhas na rede, protegendo operações críticas contra interrupções.

Modelos Descentralizados para Expandir a Cobertura em Áreas Remotas

A energia descentralizada está ganhando força na América Latina como alternativa às limitações da infraestrutura de transmissão. Embora a geração distribuída ofereça benefícios claros — maior autonomia e redução da exposição a interrupções — também apresenta desafios de implementação técnica, viabilidade econômica e governança local.

Um caso relevante é o programa Comunidades Energéticas da Colômbia, que permite que populações não interconectadas gerem, administrem e consumam sua própria energia renovável. Este modelo promove um acesso mais justo e direto à eletricidade, particularmente em regiões isoladas, ao mesmo tempo em que cria oportunidades para novos mercados energéticos.

Contudo, o sucesso depende de fatores como capacidade de organização local, mecanismos de financiamento adequados e suporte técnico contínuo. Esses projetos representam tendências em expansão que podem ser ampliadas e replicadas pela região, desde que adaptadas ao contexto cultural, social e geográfico de cada comunidade.

 Digitalização e Gestão Inteligente de Demanda

Na América Latina, as tecnologias digitais aplicadas à energia estão se tornando ferramentas essenciais para otimizar operações industriais. Plataformas inteligentes que monitoram o consumo em tempo real e antecipam padrões de demanda ajudam as empresas a ajustar o uso, reduzir desperdícios e otimizar custos sem comprometer a produtividade.

Por exemplo, a implementação de Sistemas de Gestão de Energia (EMS) no setor industrial já reduziu o consumo energético em 10% a 40%, segundo o Observatório de Sistemas de Gestão de Energia da América Latina e do Caribe.

Esses avanços não apenas otimizam a utilização da energia, mas também fortalecem a sustentabilidade e aumentam a competitividade no mercado global.

Ainda assim, persistem gargalos na infraestrutura de transmissão. Apesar do progresso na geração e no consumo, muitas economias latino-americanas enfrentam limitações nas redes de transporte de energia, restringindo o alcance e a eficácia da digitalização. Construir redes mais resilientes e confiáveis é um passo crítico para consolidar essa evolução.

Chaves para Expandir com Vantagem Energética na América Latina

Posicionar a energia no centro da estratégia desde o início representa uma vantagem competitiva para qualquer empresa intensiva em energia que busque eficiência operacional, controle de custos e estabilidade no fornecimento.

Essas são as percepções-chave que tomadores de decisão devem considerar:

  • Comece com energia no centro: ao planejar a entrada em qualquer mercado latino-americano, avalie precocemente quais fontes locais estão disponíveis, se há potencial para renováveis não convencionais na região e quais parceiros estratégicos podem ajudar a desenvolver soluções personalizadas.
  • Aproveite o momentum da transição energética: vários países da região oferecem incentivos e infraestrutura para projetos limpos. Além disso, integrar renováveis não convencionais desde o início pode resultar em custos operacionais menores no médio prazo menores, especialmente para insumos energéticos. Uma estratégia focada na transição energética também abre portas para novas formas de financiamento e apoio governamental.
  • Planeje com resiliência e competitividade em mente: energia não é apenas mais uma linha do orçamento — é uma decisão estratégica. Um contrato de 15 a 20 anos ou uma instalação própria exige investimento, mas assegura estabilidade contra preços voláteis e falhas na rede. Essa visão de longo prazo cria vantagem competitiva sobre concorrentes menos preparados.

Planejar energia desde o início garante fornecimento confiável e competitivo, alinhado aos objetivos de sustentabilidade. O resultado: menores custos, maior resiliência e liderança setorial.


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A explosão da demanda elétrica dos data centers está redefinindo as prioridades de investimento: o acesso à energia renovável, competitiva em custo e escalável deixou de ser vantagem para se tornar pré-requisito para operar no México.

Hoje, o México é o segundo maior mercado de data centers da América Latina, atrás apenas do Brasil, com 350 MW de capacidade operacional instalada e um portfólio de projetos que pode elevar esse número a 704 MW nos próximos anos.

O crescimento do setor é impulsionado pelo nearshoring digital, pelas tecnologias emergentes e pelo aumento da demanda por armazenamento. A Associação Mexicana de Data Centers projeta que, até 2029, os data centers representarão 5,2% do PIB mexicano (USD 73,536 bilhões), incluindo efeitos multiplicadores em telecomunicações, serviços de nuvem, empregos especializados e modernização tecnológica.

A Research and Markets prevê que o investimento de capital em data centers no México aumentará de USD 1,06 bilhão em 2024 para USD 2,27 bilhões em 2030, o que implica uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 13,53%. Algumas projeções são ainda mais otimistas: segundo a Mordor Intelligence, o mercado mexicano de data centers era de aproximadamente 357,8 MW em 2024 — exigindo investimentos de USD 4,590 bilhões — e deverá chegar a 480,4 MW em 2029 (CAGR de 6,07%), com investimentos crescendo 7,71% para USD 6,656 bilhões nesse ano.

Fonte:
https://www.mordorintelligence.com/es/industry-reports/mexico-data-center-market

Grande parte dessa capacidade está concentrada em Querétaro, que hoje abriga dois terços da infraestrutura nacional, com 230 MW de capacidade operacional. Baixo risco sísmico, conectividade robusta de fibra óptica e estabilidade política consolidaram seu status como o principal hub do país.

O investimento previsto de USD 5 bilhões da Amazon Web Services soma-se a uma lista já estabelecida que inclui KIO Networks, Microsoft, Oracle e Google. Além disso, o governo estadual também destinou USD 300 milhões para reforçar a rede elétrica local.

Ao mesmo tempo, outras regiões estão se desenvolvendo. Monterrey, por exemplo, combina infraestrutura industrial, proximidade com os Estados Unidos e talento técnico, atraindo operadoras como a Equinix. Hubs emergentes em Guadalajara e na região de Bajío também estão surgindo, impulsionados por eventos especializados como o Summit Data Center 2024.

A Associação Mexicana de Data Centers estima que 18 novos projetos atrairão USD 8,5 bilhões em investimentos na próxima década. Contudo, esse boom enfrenta um obstáculo crucial: o suprimento de energia. Data centers são grandes consumidores de eletricidade; sem fontes confiáveis, contínuas e acessíveis, os planos de expansão podem naufragar. Por isso, a energia renovável surge como aliada estratégica para sustentar o crescimento do setor.

Intensidade energética dos data centers: quem sustentará o crescimento?

Os data centers enfrentam um dilema que pode definir o futuro digital: enquanto seu consumo de energia dispara, a disponibilidade de fontes limpas e sustentáveis ainda não acompanha o ritmo. Esse descompasso energético está se tornando o gargalo mais crítico para a expansão do setor.

Em 2024, o consumo global dos data centers atingiu 415 TWh, cerca de 1,5% de toda a demanda elétrica mundial. A Agência Internacional de Energia (IEA) projeta que esse uso mais do que dobrará, ultrapassando 945 TWh em 2030, patamar ligeiramente superior ao consumo elétrico total atual do Japão.

Esse salto, impulsionado pela expansão da inteligência artificial, da computação em nuvem, do armazenamento em dispositivos conectados e da automação industrial, eleva substancialmente a demanda por energia.

Em tese, essa eletricidade deveria vir de fontes renováveis — não apenas para reduzir custos operacionais de longo prazo, mas também para minimizar o impacto ambiental em comparação com fontes fósseis.

Segundo a IEA, as renováveis, principalmente solar e eólica, já respondem por 27% da eletricidade consumida pelos data centers, e essa participação deve chegar a 50% até 2030.

A trajetória acompanha as tendências globais de geração. Em 2024, as renováveis forneceram 32% da eletricidade mundial, superando o recorde de 30% registrado em 2023. A adição de 585 GW à capacidade global, impulsionada principalmente pela energia solar (451,9 GW), elevou a capacidade instalada para 4.448 GW.

No plano local, um dos principais entraves ao crescimento dos data centers no México é a disponibilidade limitada de fontes renováveis na matriz elétrica nacional. Mais de dois terços da eletricidade do país são gerados a partir de combustíveis fósseis, com o gás natural respondendo sozinho por cerca de 60%. Essa realidade dificulta o acesso à energia limpa para empresas de tecnologia que assumiram compromissos globais de neutralidade de carbono e pretendem operar exclusivamente com fontes renováveis.

Fonte: https://lowcarbonpower.org/es/region/M%C3%A9xico

A infraestrutura elétrica existente ainda não está plenamente alinhada a essa demanda. Como consequência, muitas empresas recorrem a alternativas — como os certificados de energia limpa (CELs) ou esquemas de autoabastecimento — para cumprir seus critérios ESG sem comprometer suas operações.

No entanto, a mudança já começou. A Comissão Federal de Eletricidade (CFE) anunciou um investimento de USD 23,4 bilhões até 2030 para fortalecer as capacidades de geração, transmissão e distribuição, com forte ênfase em energia renovável. No atual sexênio presidencial, a capacidade instalada deverá crescer 29.074 MW, dos quais 6.400 MW serão aportados por investidores privados, principalmente em tecnologias limpas.

Esse novo paradigma energético abre oportunidades. À medida que a infraestrutura renovável se expande, o setor, e os data centers, passarão a ter acesso a contratos de fornecimento elétrico mais competitivos, sustentáveis e confiáveis.

Estratégias de aquisição inteligente: o papel decisivo dos PPAs limpos

Uma das estratégias mais eficazes de assegurar energia limpa, estável e previsível é firmar contratos de compra de energia renovável de longo prazo (PPAs). As empresas de tecnologia que operam data centers já respondem por mais de 30% da capacidade renovável contratada por meio de PPAs corporativos globalmente. Esses números refletem uma clara preferência por contratos que ofereçam estabilidade de custos, rastreabilidade e confiabilidade de fornecimento, atributos que as renováveis conseguem entregar.

A Atlas Renewable Energy é uma líder regional nesse modelo. Com mais de 8,4 GW de ativos em operação, a empresa estruturou acordos de longo prazo em diversos setores, inclusive data centers.

No fim de 2024, a Atlas anunciou a construção da usina Draco Solar (579 MWp) no Brasil para atender a V.tal e outras indústrias. Em 2025, assinou um acordo com a ODATA para fornecer 100% de energia renovável para seus data centers no Chile, com o respaldo da certificação I-REC.

Além disso, a Atlas Renewable Energy lançou recentemente seu projeto BESS del Desierto, o maior sistema de baterias stand-alone da América Latina, que combina uma usina solar de 200 MW com 800 MWh de armazenamento. A instalação pode fornecer energia limpa e estável por até quatro horas consecutivas, somando 280 GWh anuais.

Como resultado deste megaprojeto, a Atlas fornecerá energia limpa à EMOAC (subsidiária da Copec) por um período de 15 anos, destinando boa parte dela ao transporte público elétrico, permitindo a operação de cerca de 2.500 ônibus elétricos e mais de 27 estações de recarga elétrica. Da mesma forma, fornecerá outro PPA à CODELCO, a gigante estatal de mineração chilena, com 375 GWh anuais de energia limpa a partir de 2026, também por 15 anos.

Ao integrar geração renovável, armazenamento em baterias e contratos de longo prazo, a Atlas Renewable Energy mostra como os data centers podem catalisar a inovação energética. Da adoção de tecnologias de backup limpas ao uso de IA para otimizar cargas, essas instalações estão elevando o patamar de eficiência e sustentabilidade na América Latina.

Diante do crescimento exponencial dos data centers, a grande questão é como garantir um fornecimento de energia elétrica competitivo, confiável e de baixo carbono. As renováveis, alavancadas por PPAs com armazenamento, oferecem a solução mais alinhada aos objetivos globais de descarbonização, eficiência operacional e critérios ESG. Empresas como a Atlas estão posicionando a região não apenas como destino de investimento digital, mas como referência em infraestrutura energética limpa e resiliente.

Energia como estratégia—data centers diante de uma nova fronteira

O México consolida sua liderança digital, mas a competitividade futura dependerá de mais do que conectividade e capacidade instalada. Em um setor onde disponibilidade e eficiência energética são essenciais, o acesso estável à energia limpa, confiável e escalável torna-se imperativo de negócios.

A transição energética não é um desafio secundário; trata-se do novo eixo estrutural do desenvolvimento dos data centers. Soluções como PPAs renováveis com armazenamento, já adotados na América Latina por empresas como a Atlas Renewable Energy, mostram que o crescimento digital não precisa comprometer metas de carbono nem custos operacionais.

Investir em infraestrutura energética inteligente hoje é apostar na resiliência, rastreabilidade e posicionamento futuro dos data centers em um mercado cada vez mais exigente. E o México tem tudo o que precisa para alcançar isso.


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A América Latina gera mais do que o dobro da média global de energia renovável: 33% contra 14,4% mundial. A COP30, realizada na Amazônia, destacará as conquistas da região — e o seu caminho ambicioso rumo à descarbonização.

Pela primeira vez, uma Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas será realizada no coração da Amazônia. A 30ª edição (COP30) acontecerá de 10 a 21 de novembro na cidade de Belém, no estado do Pará, Brasil, conferindo ao evento um peso simbólico e geopolítico sem precedentes.

O Brasil se prepara para sediar a COP30, posicionando a Amazônia no centro da agenda climática global. O país está realizando investimentos estratégicos em infraestrutura para receber delegações de mais de 190 nações, ao mesmo tempo em que estrutura uma estratégia que evidencia a biodiversidade, a preservação florestal e a transição energética.

Entre as principais iniciativas previstas para a conferência estão a criação de um fundo de 125 bilhões de dólares destinado à proteção das florestas tropicais e o estabelecimento de uma Comissão Internacional Indígena, concebida para assegurar que as vozes das comunidades locais tenham papel central nas soluções climáticas globais.

A COP30 será não apenas uma vitrine para as metas climáticas globais, mas também uma oportunidade estratégica para a América Latina se posicionar como líder no desenvolvimento sustentável.

A região tem argumentos sólidos. Segundo a Organização Latino-Americana de Energia (OLADE), a participação das renováveis na matriz elétrica regional cresceu de 53% para 64% entre 2015 e 2023, enquanto as emissões do setor elétrico caíram 26%. Em 2024, 33% da energia primária da região veio de fontes renováveis não convencionais, contra apenas 14,4% da média global. Naquele mesmo ano, 69% da eletricidade gerada foi renovável — mais que o dobro da média mundial, de 30%.

O Papel das Energias Renováveis

A América Latina está entre as regiões menos emissoras do mundo, respondendo por apenas 4,4% das emissões globais de CO₂. Isso se deve, em grande parte, ao fato de a energia hidrelétrica ser a principal fonte de eletricidade na maioria dos países, representando 45% da demanda elétrica regional — muito acima da média global, de cerca de 16%.

Ao mesmo tempo, a energia eólica e a solar fotovoltaica vêm ganhando protagonismo. Segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), 2024 marcou um avanço significativo. O Brasil liderou a região com 86,1 GW de capacidade instalada — 53,1 GW de solar e 33 GW de eólica —, um aumento de 40% e 13,2%, respectivamente, em relação a 2023. O México atingiu 19,3 GW no total, com 12 GW solares (+9,9%) e 7,3 GW eólicos (estáveis em relação ao ano anterior). O Chile chegou a 14,2 GW (9,3 GW solares e 4,8 GW eólicos), com crescimento de 24,6% e 4%, respectivamente.

A Colômbia registrou 1,9 GW em capacidade renovável, impulsionada por um crescimento de 94,4% em solar (1,4 GW), enquanto a capacidade eólica permaneceu em 34 MW. O Peru totalizou aproximadamente 1,7 GW, divididos entre 528 MW solares e 1,15 GW eólicos.

Esses dados refletem uma expansão contínua das energias limpas, com destaque para a solar, que lidera o crescimento na maioria dos países. Essa diversificação fortalece a resistência energética das economias nacionais.

Contudo, a elevada dependência da energia hidrelétrica gera vulnerabilidades — especialmente diante da crescente variabilidade climática. Eventos como secas prolongadas podem reduzir drasticamente os níveis dos reservatórios, impactando diretamente a geração de energia.

Em 2021, por exemplo, o Brasil enfrentou sua pior seca em um século, com sérios impactos no fornecimento de energia, no abastecimento do setor agropecuário e até no consumo humano. As perdas foram estimadas em R$ 8,2 bilhões (aproximadamente USD 1,46 bilhão à época). Já na Colômbia, o fenômeno El Niño de 2024 provocou uma seca severa, elevando os preços da energia em até quatro vezes em relação a 2023 — o que pressionou fortemente a economia local.

As Empresas Como Vetores do Crescimento Econômico

Outro benefício fundamental da diversificação energética é a competitividade que a energia solar e eólica proporciona às empresas.

Segundo um relatório da Wood Mackenzie (outubro/2024), o custo nivelado da energia (LCOE) das renováveis na América Latina caiu 8%, com Brasil, Chile e México puxando essa redução. Em média, a energia solar fotovoltaica foi cotada a USD 60/MWh (variando entre USD 31 e 103), enquanto a eólica ficou em USD 75/MWh (entre USD 23 a 139) — valores altamente competitivos e estáveis em nível global. Esse cenário impulsionou os contratos de compra e venda de energia a longo prazo (PPAs), que alcançaram o recorde de 68 GW em 2024, com crescimento anual de 33% desde 2015.

Nesse contexto, a Atlas Renewable Energy consolidou-se como um dos principais fornecedores corporativos de energia renovável na região. Desde 2017, a empresa firmou mais de 6 GW em PPAs com grandes consumidores industriais no Brasil, Chile, México, Colômbia e Uruguai. Suas soluções combinam estruturas contratuais sob medida, engenharia financeira e certificações de rastreabilidade I-REC — gerando impacto tanto econômico quanto ambiental.

Com base nesse avanço, a empresa vem consolidando um portfólio de projetos emblemáticos em toda a América Latina, que demonstram a escalabilidade e a diversidade das soluções em energia renovável. No Chile, desenvolveu um dos primeiros parques solares de grande escala da região com sistema integrado de armazenamento em baterias, projetado para fornecer energia renovável 24 horas por dia — um marco na garantia de fornecimento contínuo e sustentável de eletricidade.

No Brasil, é responsável por um dos maiores complexos solares da América Latina, com capacidade instalada de 902 MW e geração anual de 2 TWh. O projeto se destaca não apenas pela magnitude, mas também por estabelecer novos padrões de fornecimento de energia limpa de longo prazo.

No México, o parque solar La Pimienta (315 MW) figura entre os maiores do país, financiado com o apoio de instituições internacionais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banobras. Complementando-o, o projeto Guajiro (129,5 MW) gera mais de 300 GWh por ano, evitando aproximadamente 215 mil toneladas de emissões de CO₂ anualmente. Na Colômbia, a Atlas está construindo o projeto Shangri-La (201 MW), com início de operação previsto para 2025, que fornecerá energia para mais de 214 mil residências. A empresa também firmou uma parceria estratégica para desenvolver até 1.000 MW adicionais em capacidade solar, fortalecendo o ecossistema de energia renovável no país.

Esses contratos permitem às empresas estabilizar seus custos energéticos e conquistar vantagem competitiva. Um exemplo é o da MLP no México, que reduziu seus custos em 50% por meio de um contrato com a Atlas. Além disso, os projetos também geram valor compartilhado: empregos locais, capacitação técnica em renováveis, certificações de origem e acesso a financiamento climático junto a instituições como BID Invest, MUFG e SMBC.

Atlas Renewable Energy demonstra que os PPAs são mais do que instrumentos financeiros — são vetores de transformação industrial e climática. Às vésperas da COP30, a trajetória da empresa ilustra como o setor privado pode liderar a transição para uma matriz energética mais limpa, resiliente e competitiva na América Latina. Sua geração de energia limpa evita cerca de 716 mil toneladas de CO₂ por ano — o equivalente à retirada de centenas de milhares de carros das ruas, e abastece mais de 1,4 milhões de residências.

Outras Vantagens das Energias Renováveis para a Região

De acordo com a IRENA e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os empregos no setor de energias renováveis cresceram 18% em 2023, alcançando 16,2 milhões no mundo. A América Latina respondeu por parte significativa desse crescimento: o Brasil, sozinho, somou 1,56 milhão de empregos, tornando-se o terceiro país com maior número de empregos no setor.

Estima-se que, até 2030, 10,5% dos empregos na região estejam ligados à transição energética. Segundo relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), esse impacto se deve, entre outros fatores, ao declínio previsto de 13,3% no emprego em setores intensivos em emissões, como agricultura e manufatura. No entanto, os setores sustentáveis já concentram maior proporção da força de trabalho — 55% contra 35% nos setores não sustentáveis —, e sua expansão tende a mais do que compensar as perdas. Para que esse saldo positivo se concretize, é essencial adotar políticas ativas de reconversão laboral, programas de qualificação técnica e medidas de proteção social que assegurem uma transição inclusiva.

Assim, a transição energética não apenas reduz emissões, mas também gera emprego formal, estimula a produtividade e fortalece a resiliência econômica de longo prazo.

A região também se destaca por seu potencial estratégico em setores-chave, como mineração e agronegócio. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a América Latina representa atualmente 8% da população mundial e 7% da economia global, mas possui papel essencial na nova economia da energia. Detém ao menos um terço das reservas globais de lítio, cobre e prata. Apenas em 2022, a receita gerada com a produção de minerais críticos (tais como grafite, bauxita, níquel, zinco, lítio, cobre e neodímio) chegou a USD 100 bilhões. O agronegócio, por sua vez, avança na produção de biocombustíveis e créditos de carbono, integrando a sustentabilidade aos modelos produtivos.

Diante desse cenário, a COP30 se projeta como um divisor de águas. Por um lado, oferece à América Latina a oportunidade de demonstrar liderança em transição energética, resiliência climática e equidade social. Por outro lado, exigirá compromissos concretos: elevação das ambições climáticas nas NDCs — até agora apenas Brasil, Uruguai e Equador o fizeram —, destravamento do financiamento climático (do qual a região recebe apenas 17% globalmente) e valorização de iniciativas como a RELAC, que busca atingir 70% de geração elétrica renovável na região até 2030.

Com uma matriz já majoritariamente limpa, um setor industrial em transição e um ecossistema crescente de atores públicos e privados comprometidos, a América Latina não chega à COP30 como espectadora — mas como protagonista. É, de fato, a região que comprova que crescimento econômico e sustentabilidade não só coexistem, como também se reforçam mutuamente.

Energia Limpa, Menor Risco e Mais Desenvolvimento para a América Latina

Num momento em que o mundo exige soluções concretas para enfrentar as mudanças climáticas, a América Latina já apresenta resultados. Responsável por apenas 4,4% das emissões globais, a região possui uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta e um potencial estratégico em setores como mineração, agronegócio e tecnologia. Ainda assim, é necessário diversificar ainda mais sua matriz energética para reduzir a dependência da hidrelétrica — que acarreta riscos econômicos e sociais significativos.

Empresas como a Atlas Renewable Energy estão acelerando esse processo — não apenas por meio do desenvolvimento de projetos de geração renovável não convencional, mas também pela articulação de contratos de longo prazo com indústrias eletrointensivas, atraindo investimentos, gerando empregos qualificados e consolidando ecossistemas de valor compartilhado.

Às portas da COP30, a América Latina demonstra que as energias renováveis não são apenas uma solução ambiental — mas também uma estratégia econômica inteligente. Um caminho já em curso, com impactos concretos para empresas, comunidades e o planeta.


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O México confronta sua oportunidade energética mais significativa: 29 GW de capacidade renovável até 2030 e avanços tecnológicos em armazenamento poderiam redefinir seu futuro econômico e estabelecer um paradigma regional para a América Latina.

O México está posicionado para transformar fundamentalmente sua arquitetura econômica nos próximos cinco anos através do avanço estratégico da energia renovável. Projeções governamentais antecipam mais de USD 22 bilhões em investimento no setor energético. Esta estratégia abrangente visa adicionar 29 GW de capacidade de energia limpa até 2030, avançando os objetivos duais da nação de reduzir a dependência de combustíveis fósseis, que atualmente compreendem 66,1% da geração de eletricidade, e alcançar uma redução de 35% nas emissões de gases de efeito estufa até 2030.

Concomitantemente, expandir a capacidade de geração de energia continua sendo essencial para preparar a infraestrutura nacional diante da demanda em constante escalada. Essa pressão decorre de fenômenos econômicos como o nearshoring, que está reestruturando fundamentalmente o cenário industrial do México e exige uma matriz energética mais robusta, limpa e com preços competitivos para sustentar o desenvolvimento estratégico. Dentro deste contexto, o México mantém uma posição competitiva sólida. Segundo a IRENA, seus custos nivelados para energia solar (USD 0,044/kWh) e eólica (USD 0,033/kWh) são substancialmente menores que as alternativas de combustíveis fósseis.

O México também se beneficia de vantagens geográficas excepcionais para o desenvolvimento de energia renovável: potencial eólico estimado em 71.000 MW, com 11.000 MW economicamente viáveis sob fatores de capacidade superiores a 30%, e irradiação solar diária média de 5,5 kWh/m², posicionando o país entre os líderes globais na implantação de energia solar e eólica.

Neste contexto, examinar como a energia renovável pode sustentar a expansão industrial e comercial do México representa não apenas uma necessidade estratégica, mas também uma oportunidade única para estabelecer o país como um hub energético regional. À medida que a demanda se intensifica, o imperativo de escalar soluções energéticas sustentáveis capazes de apoiar esse crescimento torna-se cada vez mais urgente.

O Impacto da Transição Energética nos Setores-Chave

As fontes renováveis, solar, eólica e hidrelétrica, atualmente representam pouco mais de 24% da geração de eletricidade do México, substancialmente abaixo da meta de 35% estabelecida para 2024.

Contudo, a administração da Presidente Claudia Sheinbaum lançou uma estratégia abrangente visando elevar as fontes de energia limpa para 45% até 2030. Sob esta estrutura, a Comissão Federal de Eletricidade (CFE) geraria 54%, com a contribuição do setor privado compreendendo os 46% restantes. Essa matriz energética foi projetada para transformar setores estratégicos, reduzindo os custos de energia, gerando empregos e atraindo investimento estrangeiro direto.

Investimento Renovável: Uma Fundação para Crescimento Econômico e Industrial Sustentado

O Nearshoring, a realocação estratégica de cadeias de suprimento para mais perto dos mercados consumidores, posicionou o México como um destino crucial para redes de manufatura global, atraindo investimentos de capital e fortalecendo relações com mercados estratégicos.

Em 2024, o investimento direto estrangeiro (IDE) atingiu USD 36,87 bilhões, impulsionado pela proximidade geográfica aos Estados Unidos e acordos de livre comércio com mais de 50 países. Para continuar atraindo projetos industriais, o México deve garantir capacidade para atender à demanda energética futura, com energia renovável combinada com armazenamento por bateria (BESS) emergindo como a solução ideal para construir um mercado competitivo, confiável e sustentável.

O nearshoring está impulsionando um aumento anual de 2,5% na demanda energética, segundo o Programa de Desenvolvimento do Sistema Elétrico Nacional (Prodesen). Se a expansão da capacidade renovável não conseguir manter o ritmo, o déficit poderá ser suprido com gás natural importado — como ocorreu em 2024, quando as importações atingiram níveis recordes, expondo empresas à volatilidade dos preços.

Para abordar este desafio, o governo revelou o “Plano de Fortalecimento e Expansão do Sistema Elétrico Nacional 2025–2030,” alocando USD 22 bilhões em financiamento público para geração, transmissão e distribuição, com ênfase estratégica em renováveis. Além disso, o setor privado está posicionado para desenvolver 6.400 MW em novos projetos solares, eólicos e de armazenamento até 2030, atuando de forma sinérgica com a CFE.

Ao fortalecer a infraestrutura energética, o México não apenas melhora a confiabilidade da rede, mas também se posiciona como um portal para a América Latina para indústrias buscando padrões ambientais elevados, alinhando-se com compromissos globais de net-zero.

Impacto nos Setores de Alto Consumo Energético

A transição energética renovável está prestes a redefinir as dinâmicas competitivas dos setores estratégicos do México — particularmente data centers, mineração e manufatura automotiva, todos caracterizados pelo consumo intensivo de energia e pela dependência de fornecimento estável para garantir a continuidade operacional. Segundo a BloombergNEF, os custos das tecnologias limpas — incluindo solar, eólica e armazenamento por bateria — devem cair entre 2% a 11% em 2025. Esta trajetória descendente aumenta a acessibilidade para mercados emergentes como aqueles na América Latina, permitindo transições mais ágeis e financeiramente viáveis.

Os data centers no México atualmente consomem 305 MW, mas a demanda deve atingir 1.492,7 MW em cinco anos, impulsionada pela inteligência artificial (IA) e pela expansão da infraestrutura digital. Renováveis podem facilitar reduções de custos de eletricidade e diminuições de emissões de 10% a 14%.

A mineração, que contribui com 8,5% para o PIB do México, requer grande quantidade de energia para operações de fundição e refinamento. A transição para renováveis reduziria custos operacionais e melhoraria o perfil de sustentabilidade do setor com investidores institucionais.

Da mesma forma, a indústria automotiva poderia alcançar reduções de até 40% nos custos de energia por meio da integração de sistemas renováveis e de armazenamento, fortalecendo a competitividade global e atendendo regulamentações ambientais cada vez mais rigorosas.

Incorporar fontes renováveis deixou de ser apenas uma consideração ambiental — tornou-se uma vantagem competitiva capaz de reposicionar o México como um hub industrial sustentável e atrair maior investimento estrangeiro. Dada a atual aceleração da demanda energética, renováveis apoiadas por tecnologias de armazenamento emergem como uma solução confiável para assegurar fornecimento consistente e atender os padrões rigorosos de performance da era industrial contemporânea.

 Oportunidades para Redução de Custos e Eficiência Operacional

A estabilidade de preços da energia renovável proporciona vantagens competitivas sobre a volatilidade dos combustíveis fósseis — mas esta vantagem torna-se significativamente amplificada quando apoiada por tecnologias de armazenamento (BESS). Sem tais soluções, o curtailment e a intermitência na produção solar podem comprometer a confiabilidade e exigir dependência de alternativas fósseis ou não convencionais.

Para empresas de médio porte, acordos de compra de energia (PPAs) constituem um instrumento eficaz para reduzir custos operacionais e assegurar estabilidade de fornecimento. Ao garantir tarifas de longo prazo com fontes renováveis, as empresas podem se proteger contra a volatilidade do mercado, melhorar o planejamento financeiro e avançar em seus objetivos de sustentabilidade sem comprometer seu posicionamento competitivo.

A geração distribuída — que consiste em produzir energia renovável próxima aos locais de consumo, mantendo conectividade à rede — emergiu como uma solução eficiente para grandes consumidores industriais. Através de PPAs, empresas podem acessar energia limpa competitivamente precificada gerada off-site, sem requerer desenvolvimento de infraestrutura interna. Esse modelo permite economia nos custos de energia, maior confiabilidade no fornecimento e avanços em sustentabilidade, sem pressionar os recursos internos.

Para indústrias menores ou aquelas em localizações off-grid, os modelos behind-the-meter (BTM) — nos quais a energia é gerada e consumida no local — oferecem soluções alternativas. Embora eficazes em aplicações específicas, essas soluções são frequentemente limitadas por restrições de espaço e capacidade instalada.

Inversamente, empresas energointensivas, como as dos setores de manufatura ou data centers, podem se beneficiar da conectividade com instalações renováveis já operacionais, ganhando acesso a preços competitivos e fornecimento seguro, sem dependência da rede convencional.

PPAs proporcionam opções estratégicas adicionais. Os contratos permitem que as empresas comprem energia renovável a tarifas estáveis e de longo prazo. Segundo a IRENA, em 2023, energia solar e eólica foram até 56% mais custo-efetivas que fontes convencionais.

A Atlas Renewable Energy é especializada em PPAs com fornecimento direto de projetos próprios, integrando soluções com armazenamento para assegurar energia renovável consistente e confiável a preços competitivos.

Um exemplo notável inclui o acordo com o Grupo CAP no Chile, garantindo 450 GWh anuais com armazenamento por bateria para assegurar fornecimento energético 24/7. Outro é o PPA com a ODATA fornecendo 100% de energia renovável certificada I-REC para seus data centers chilenos. Com a IA (Inteligência Artificial) e os serviços em nuvem impulsionando o crescimento, essa parceria solidifica a posição do Chile como um hub tecnológico de energia limpa.

A Atlas também alcançou um marco histórico com o recente lançamento do sistema BESS del Desierto no Chile — o primeiro sistema de armazenamento standalone de grande escala da América Latina. Localizado na região de Antofagasta, o sistema oferece 200 MW de capacidade instalada e pode armazenar até 800 MWh, injetando aproximadamente 280 GWh anuais na rede nacional. Sua tecnologia avançada permite operação autônoma, armazenando o excesso de energia solar durante picos de produção e liberando-a durante períodos de alta demanda — melhorando a estabilidade da rede e posicionando o Chile como referência regional em inovação energética.

Renováveis: Projeções de Emprego e Impacto Econômico

A transição energética da América Latina está fortalecendo a segurança energética enquanto catalisa a criação de empregos. Em 2023, mais de 2 milhões de posições em energia renovável foram criadas regionalmente, lideradas pelo Brasil e México. Globalmente, o setor empregou 16,2 milhões de pessoas e está projetado para expandir ainda mais até 2030, à medida que a capacidade renovável triplica, segundo a IRENA.

O México enfrenta agora uma oportunidade única. Um estudo do Instituto Global de Crescimento Verde (GGGI) projeta que a energia renovável gerará mais de 600 mil empregos no país até 2030.

Com metas governamentais para aumentar a capacidade renovável de 25% em 2024 para 45% até 2030, o mercado de trabalho está posicionado para expandir em áreas críticas incluindo instalação, manutenção e manufatura de tecnologia limpa.

O desenvolvimento de talentos se mostrará essencial para sustentar este crescimento, junto ao investimento do setor privado. Desde sua fundação em 2017, a Atlas Renewable Energy — apoiada por uma base de ativos superior a 8,4 GW em projetos renováveis — criou milhares de postos de trabalho na América Latina e está liderando a transição com iniciativas apoiando desenvolvimento de força de trabalho e engajamento comunitário.

Adicionalmente, através do seu programa “Somos Parte da Mesma Energia,” a Atlas treinou mais de 1.500 mulheres na América Latina, promovendo a participação feminina na indústria.

A transformação energética serve como catalisador para o desenvolvimento sustentável. Com investimentos estratégicos em talento e tecnologia, a América Latina está bem posicionada para se tornar líder global em energia renovável e emprego verde.

 O Papel da Política e Regulamentação na Transição Energética

Políticas públicas e modernização regulatória estão desempenhando papéis centrais na aceleração da transição energética do México e atraindo investimento privado em renováveis. Desde março de 2025, o México opera sob uma nova estrutura legal que moderniza o sistema elétrico e cria novas oportunidades de crescimento.

Um dos desenvolvimentos-chave é a promulgação da Lei do Setor Elétrico (LESE), que substitui a Lei da Indústria Elétrica de 2014. A nova legislação redefine papéis público-privados na geração energética: o estado, através da CFE, deve garantir 54% do fornecimento, enquanto entidades privadas podem prover os 46% restantes, criando oportunidades para novo investimento renovável.

Concomitantemente, a Lei de Planejamento e Transição Energética reafirma o compromisso do México com uma matriz energética mais limpa, estabelecendo metas renováveis claras e alinhando políticas nacionais com objetivos climáticos internacionais.

Para facilitar o desenvolvimento de projetos, processos de licenciamento diferenciados são agora implementados por escala de geração. Projetos de até 20 MW podem acessar procedimentos simplificados, promovendo crescimento de geração distribuída e de média escala. Enquanto isso, o sistema de Certificados de Energia Limpa (CELs) permanece operacional, exigindo que grandes consumidores incluam fontes renováveis em sua matriz energética — gerando demanda estrutural para projetos limpos.

O Ministério da Energia também publicará anualmente um Plano de Desenvolvimento do Setor Elétrico, delineando prioridades de geração e transmissão com foco em tecnologias renováveis. O primeiro plano sob o novo regime é esperado até 18 de março de 2026, e servirá como roteiro oficial para a expansão da infraestrutura nacional.

Incentivos fiscais permanecem em vigor, incluindo dedutibilidade total para instalações de sistemas solares em declarações anuais de impostos, e depreciação acelerada de 100% no primeiro ano. A comercialização de excedentes energéticos também é promovida, melhorando a viabilidade financeira de empreendimentos renováveis.

Este cenário regulatório reformulado não apenas proporciona certeza jurídica aos investidores — como também posiciona o México para liderar a transição energética da América Latina combinando política pública, incentivos fiscais e um roteiro claro rumo a uma matriz energética mais limpa, resiliente e competitiva.

México no Limiar de uma Nova Era Energética: Investimento, Emprego e Competitividade

O México está em um ponto de inflexão em seu paradigma energético. O investimento planejado de USD 48 bilhões em fontes renováveis e o objetivo de adicionar 29 GW de capacidade até 2030 não apenas facilitarão o alcance de metas climáticas, como também fortalecerão setores estratégicos.

A expansão renovável reduzirá custos energéticos, melhorará a competitividade industrial e criará milhares de postos de trabalho em instalação, manutenção e desenvolvimento tecnológico. O impacto se intensificará com o avanço do nearshoring, tornando a energia limpa e estável essencial para atrair investimento estrangeiro e fortalecer capacidades manufatureiras.

Clareza regulatória e incentivos fiscais desempenharão papéis decisivos para assegurar que esta transformação seja sustentável e competitiva. Se totalmente implementado, o México possui o potencial para se tornar um hub regional de energia renovável — impulsionando crescimento econômico, independência energética e sustentabilidade de longo prazo.Para saber mais sobre como nossos projetos estão transformando o fornecimento de energia para grandes indústrias na América Latina, visite nossa sala de imprensa: https://es.atlasrenewableenergy.com/noticias/


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Este artigo foi criado em parceria com a Castleberry Media. Na Castleberry Media, estamos dedicados à sustentabilidade ambiental. Ao comprar certificados de carbono para o plantio de árvores, combatemos ativamente o desmatamento e compensamos nossas emissões de CO₂ três vezes mais.