Mais do que gerar energia renovável, empreendimentos eólicos e solares têm o potencial de promover uma verdadeira revolução em diversas áreas da economia brasileira. Desde a descarbonização da indústria e posicionamento do país no mercado global de produtos verdes até a geração de emprego e distribuição de renda, os efeitos diretos e indiretos dos investimentos renováveis vão muito além do que se imagina.

Adicionar mais energia limpa não seria mais caro para o Brasil do que os planos atuais para expandir a geração com combustíveis fósseis. Um aumento nos investimentos em energias renováveis teria custos iniciais mais elevados para geração, transmissão e armazenamento de energia. No entanto, de acordo com um relatório do Banco Mundial, esses custos seriam totalmente recuperados com a economia nos gastos com combustíveis e custos operacionais. Da mesma forma, uma transição no transporte e na indústria em direção a uma maior eletrificação e hidrogênio verde e outros combustíveis verdes, produzido com energia eólica e solar em vez de gás, não aumentaria os custos para a economia.

Os projetos de geração eólica e solar estão em plena expansão no Brasil, correspondendo atualmente a pouco mais de 21% da capacidade de geração de energia do país. A abundância de recursos naturais e as áreas que permitem a instalação de grandes usinas têm atraído investimentos privados em diversas regiões.

Mais do que gerar eletricidade renovável, esses empreendimentos promovem efeitos diretos e indiretos em diversas áreas: infraestrutura, economia local, geração de emprego e distribuição de renda.

Fabio Bortoluzo, diretor geral da Atlas Renewable Energy no Brasil, conta que a expansão de renováveis, solar e eólica, está transformando diferentes segmentos da economia brasileira, desde o setor primário, como extração mineral e agropecuária, até a indústria pesada, passando também pelo setor de serviços.

“As energias renováveis são impulsionadoras de novos investimentos em todos os setores que dependem de energia, seja os intensos em energia, como mineração, seja os de consumo de energia mais baixo. Antes dependiam muito de subsídios para competir com as fontes fósseis, mas hoje, elas já têm capacidade para chegar em preço mais competitivo”, afirma.

Além de essa energia competitiva se traduzir em custos mais baixos para os clientes, também existem outros benefícios associados.

Ao contratar energia direto de um gerador, como a Atlas, o cliente – seja ele uma grande indústria, um datacenter, uma rede de supermercados ou um produtor rural – assina um contrato de fornecimento personalizado, que vai trazer segurança e flexibilidade, deixando mais tempo para dedicar ao próprio negócio.

“ O principal objetivo da Atlas é apoiar os seus clientes na transição energética. Os clientes querem energia renovável e competitiva. Além do preço, eles querem uma estrutura contratual que se adeque aos seus outros riscos, como exposição cambial e à curva horária. A Atlas busca desenvolver os melhores projetos em questão de produtividade da energia gerada, custo de implantação, custo de estruturação financeira, estrutura de comercialização e gestão, e operação dos ativos. Ao trabalhar em todas essas frentes, criamos o melhor produto para o cliente: a energia mais eficiente. E o apoiamos nos seus objetivos de transição energética e descarbonização”, detalha o diretor da Atlas. 

Oportunidades e desafios

O avanço dos projetos renováveis estão ajudando a baratear a transição energética e podem deixar a indústria brasileira cada vez mais competitiva, inclusive no cenário internacional, onde mercados como o da União Europeia estão criando mecanismos para precificar a sustentabilidade dos produtos que entram em seu território.

Enquanto isso, novas demandas energéticas vão surgindo todos os dias. Um exemplo são os projetos de produção de hidrogênio e amônia verdes, que precisarão de novas capacidades eólicas e solares para o processo de eletrólise. 

De acordo com a análise do Banco Mundial, o Brasil possui uma grande vantagem competitiva no crescente mercado mundial de bens e serviços mais ecológicos. Seu setor privado já é competitivo em vários segmentos necessários para a transição de combustíveis fósseis para energias renováveis. Ou seja, o país tem todas as condições de ingressar nos mercados de produtos de energia solar, expandir-se em direção ao hidrogênio verde e se beneficiar de seus importantes depósitos de minerais relevantes para a transição energética.

As oportunidades são muitas, mas os desafios também. Bortoluzo pontua que é preciso superar questões como custo de capital, infraestrutura de transmissão e planejamento energético. 

“Transmissão e distribuição de energia são fatores vitais no custo total de energia para os consumidores. Há um desafio muito grande de otimizar o sistema elétrico, especialmente na transmissão, e ter uma capacidade de abrangência no território que é vasto,  uma capacidade de intercâmbio entre as regiões para que a energia flua e a gente não tenha tanta restrição. O próprio planejamento é vital para podermos alocar melhor os projetos, e para que essa energia chegue nas regiões consumidoras de maneira mais barata possível”, explica. 

Além disso, ele observa que o crescimento das renováveis, especialmente na geração distribuída, está aumentando os desafios do planejamento do setor elétrico, que precisa passar por mudanças para otimizar a capacidade de despacho das plantas, tanto de geração centralizada quanto distribuída.

Neste sentido, as baterias para armazenamento de energia renovável prometem ser “game changers”, ajudando a aliviar a pressão das infraestruturas de transmissão.  

Como as fontes renováveis são intermitentes, ou seja, dependem de condições climáticas para fornecer eletricidade, a integração de sistemas de armazenamento, como a bateria, para regular essa intermitência e potencializar ainda mais o papel da eólica e solar no mix energético, vem ganhando mais destaque. 

Segundo Bortoluzo, embora promissoras, há um longo caminho até que as baterias estejam disponíveis no mercado brasileiro. Primeiro, é necessário criar uma regulação que facilite a importação e fabricação desses sistemas por aqui. 

“Isso vai, com certeza, destravar muitos investimentos em projetos renováveis e vai destravar a competitividade de toda a economia brasileira, não só da indústria, no  quesito de custo de energia renovável. É uma  economia que estará bem servida de energia  competitiva e limpa. Acho que, se vencermos esses desafios de custo, aceleramos esse processo e tornaremos o Brasil ainda mais competitivo”. 

Além da energia: os benefícios sociais

As pessoas que vivem nas regiões que abrigam os grandes parques solares também sentem os impactos dos projetos da Atlas. Só a fase de construção de um parque emprega cerca de três mil pessoas, podendo chegar a cinco mil postos de trabalho se considerar os empregos indiretos.

Além de dar preferência à contratação de profissionais e fornecedores locais, todos os projetos da Atlas têm critérios ESG (ambiental, social e de governança elevados). Através do Estudo de Impacto Social e Ambiental, a empresa mapeia as oportunidades para promover benefícios de longo prazo na região e desenvolve diversas iniciativas de capacitação para que, mesmo após o encerramento das obras, a geração de valor continue. 

Um exemplo vem do município de Juazeiro, Bahia, onde está instalado o parque solar Jacarandá. A empresa desenvolveu o projeto Ed-Mundo para capacitar meninos e meninas entre 13 e 17 anos em tecnologia da informação e empreendedorismo.

“Muda a vida de jovens, dá oportunidades não só relacionadas a trabalhos em obra civil e eletromecânica, mas também em digitalização e empreendedorismo. Entendemos que esses trabalhos têm impactos mais perenes e duradouros nessas regiões, que usualmente são menos desenvolvidas economicamente”, conta Bortoluzo.

Outro exemplo é a iniciativa de profissionalização feminina “Somos Parte da Mesma Energia”, que já está em sua quinta edição no complexo solar Vista Alegre, em Minas Gerais.

Criado em 2019 para oferecer treinamentos especializados e preparar mulheres para oportunidades de emprego nas regiões onde moram, o programa já treinou mais de 700 profissionais no Brasil, México e Chile. A meta da Atlas é potencializar a representação feminina nas construções solares, que em geral é de 2%, para 15%. 

“A gente entende que trazer as mulheres para esse mercado de trabalho é vital não só para elas, mas para todos da região”.

Esses projetos são amostras de como todo este trabalho em conjunto com a comunidade, os fornecedores locais e o governo gera impacto econômico e desenvolvimento a longo prazo para as comunidades, inclusive com a inserção de novas pessoas no mercado de trabalho.

Ou seja, os investimentos em energia renováveis carregam efeitos que vão muito além do fornecimento de eletricidade descarbonizada. Eles se traduzem em mais competitividade para a indústria, comércio e prestação de serviços; em inclusão social e distribuição de renda; em investimentos em infraestrutura e tecnologia; além, é claro, de uma matriz mais limpa e amigável ao clima global. 

Este artigo foi criado em parceria com a Castleberry Media. Na Castleberry Media, estamos dedicados à sustentabilidade ambiental. Ao comprar Certificados de Carbono para o plantio de árvores, combatemos ativamente o desmatamento e compensamos nossas emissões de CO₂ três vezes mais.

 A Colômbia avança rumo às energias limpas com a rota da Transição Energética Justa. É um caminho repleto de desafios e oportunidades, onde o objetivo é alcançar um desenvolvimento justo e sustentável para todos.

A Colômbia está em um processo de transição para fontes de energia mais limpas e sustentáveis. 

A geração de eletricidade no país depende em 70% de fontes hidrológicas, consideradas fontes renováveis não convencionais. No entanto, quando se observa a matriz energética como um todo, os hidrocarbonetos, como petróleo, gás natural e carvão, ainda desempenham um papel predominante.

Em 2022, o setor petrolífero contribuiu com $18,16 bilhões aos cofres da nação, representando 1,3% do PIB, com previsão de aumentar  para 2,2% em 2023, graças à reforma tributária e a um cenário favorável para as vendas desse combustível. Além disso, segundo a Associação Colombiana de Petróleo e Gás (ACP), as exportações do setor representaram 40% das vendas totais ao exterior.

Esses números evidenciam a dependência econômica do país em relação aos hidrocarbonetos, um desafio significativo para a transição para as energias renováveis.

Apesar dessa dependência, a capacidade instalada de geração de energia renovável tem crescido de forma constante.

Segundo a Associação de Energias Renováveis SER Colômbia, em 2023, a entrada de 25 projetos solares em funcionamento impulsionou em 70% a capacidade instalada em comparação aos anos anteriores.

Esses avanços são um passo positivo em direção à sustentabilidade, mas a Colômbia ainda enfrenta desafios importantes em seu esforço para transformar sua matriz energética em opções mais limpas e sustentáveis.

Essa transformação não só implica mudar a mistura das fontes de energia, como também aumentar a produção energética total de maneira sustentável e respeitosa ao meio ambiente.

Para guiar esse processo de transformação, o governo elaborou uma série inicial de quatro documentos que compõem a rota para a Transição Energética Justa (TEJ) na Colômbia. Esse conjunto de documentos, alinhados com o Plano Nacional de Desenvolvimento 2022-2026, detalha os compromissos e ações para alcançar o ambicioso objetivo de ter 50% do suprimento energético do país proveniente de fontes renováveis até 2030.

Transição Energética Justa: eixos e princípios

A Transição Energética Justa (TEJ) é um objetivo fundamental do governo colombiano. A meta é avançar para o uso de energias sustentáveis, garantir a soberania energética e assegurar o acesso à energia para todos os cidadãos, além de enfrentar o desafio das mudanças climáticas.

A Transição Energética Justa se baseia em quatro princípios:

  • Equidade: a TEJ busca democratizar o acesso e a gestão dos recursos energéticos com modelos associativos que garantam preços justos. Além disso, fundamenta-se no respeito aos ecossistemas e em uma gestão energética que minimize o impacto na sociedade e no meio ambiente.
  • Gradualidade, soberania e confiabilidade: o objetivo é substituir gradualmente as fontes de energia poluentes por alternativas mais limpas, como as renováveis. A meta é diversificar a matriz energética, alcançar a autossuficiência energética nacional e garantir um fornecimento confiável que atenda à crescente demanda interna.
  • Participação social vinculante: incentiva a criação de comunidades energéticas baseadas em características culturais, étnicas, territoriais e produtivas, para que os cidadãos participem como consumidores e geradores na cadeia de valor elétrica.
  • Transição energética intensiva em conhecimento: a transição deve ser guiada por critérios científicos, técnicos e sociais a fim de garantir sua eficiência, sustentabilidade e justiça, e para evitar efeitos prejudiciais à sociedade e ao meio ambiente.

Esses princípios visam garantir que a TEJ seja justa, equitativa e sustentável, e que ninguém fique para trás no processo da mudança energética.

Rota da Transição Energética Justa

Em um documento dividido em quatro partes, o Ministério de Minas e Energia da Colômbia apresenta uma estratégia detalhada para alcançar uma Transição Energética Justa.

Além disso, comprometido com a transparência e a inclusão, o governo convidou a população a participar do desenvolvimento dessas políticas. Para isso, ofereceu esses documentos à opinião pública, permitindo que os cidadãos fizessem observações, comentários e propostas em um formulário, cujo prazo terminou em 24 de setembro de 2023.

Após o encerramento desse período, trabalha-se em uma nova versão dos documentos, que incorporará as contribuições das comunidades.

Os quatro componentes do roteiro incluem:

  1. Sistematização dos diálogos sociais nacionais

Os resultados das 27 sessões de consulta social e cidadã sobre a estratégia e os objetivos da transição energética são registrados, com a participação de mais de 2.000 pessoas. Essa participação é crucial para que a transição energética seja justa e equilibrada, e para que considere as necessidades e expectativas da sociedade.

  1. Diagnóstico base para a TEJ

O contexto da transição energética na Colômbia é descrito. Estrutura-se em várias seções: uma introdução à Transição Energética Justa, as tendências globais da transição energética e suas implicações para a Colômbia, e o marco normativo do projeto. Também aborda o crescimento das energias renováveis e sua importância na transição energética.

  1. Cenários nacionais para a TEJ

Aqui, o foco é identificar as ações-chave para realizar uma transição energética justa na Colômbia até 2050. Vários eixos estratégicos voltados ao setor industrial são abordados, incluindo a transição para energéticos de baixas e zero emissões, o desenvolvimento e a promoção de políticas públicas para impulsionar a eficiência energética e o incentivo à reindustrialização.

O documento também considera variáveis econômicas como o PIB e a intensidade energética (a relação entre consumo de energia e atividade econômica). Além disso, as estratégias e os planos relacionados à mobilidade sustentável e elétrica, o desenvolvimento ferroviário e a estratégia climática de longo prazo da Colômbia para cumprir o Acordo de Paris são apresentados.

  1. Potencial energético subnacional e oportunidades de descarbonização em usos de energia final

O documento aborda temas como a demanda de energia no setor industrial, a participação e os principais usos dos energéticos na indústria, a eficiência energética e os distritos energéticos no setor industrial.

Ele também aborda a descarbonização da indústria; para isso, propõe-se substituir os combustíveis fósseis por matérias-primas com baixo teor de carbono ou sem carbono, como os Padrão de Combustível de Carbono Baixo (LCFS, sigla em inglês). Nesse sentido, propõe-se o uso de combustíveis e matérias-primas flexíveis ou à base de hidrogênio, biocombustíveis, alimentos, energia solar, nuclear e geotérmica.

Programas Estratégicos para a Transição Energética Justa

Após a apresentação do roteiro, o plano é executar uma série de programas para avançar na transição energética. De acordo com o documento apresentado pelo Ministério de Energia, os programas são os seguintes:

  1.  Comunidades Energéticas

Projetos de energia solar, eólica e bioenergia serão incentivados para abastecer comunidades energéticas. Além disso, serão criados distritos energéticos industriais.

  1. Expansão das Energias Renováveis

A interconexão elétrica nacional e regional na América Latina será promovida, juntamente com o desenvolvimento de tecnologias de energia solar, eólica, bioenergia, geotérmica, pequenas centrais hidrelétricas e sistemas de armazenamento de energia. O desenvolvimento do hidrogênio verde e a produção de amônia e fertilizantes verdes também serão promovidos.

  1. Gás Natural para a Transição Energética

Serão desenvolvidas infraestrutura de suporte para o gás natural e seu fornecimento, juntamente com a implantação de tecnologias de captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS).

  1. Mobilidade Sustentável

Serão promovidos o transporte terrestre de massa, o transporte fluvial e o uso de biocombustíveis avançados para o transporte marítimo e a aviação.

  1. Eficiência Energética

Serão implementadas medidas para melhorar a eficiência energética em todos os setores econômicos e para os usuários finais.

  1. Intensificação do Conhecimento e da Indústria Nacional no Setor Minerador-Energético

Será criado o Instituto Nacional de Transição Energética, dedicado à pesquisa aplicada e ao desenvolvimento industrial, com núcleos regionais focados em energias renováveis, eficiência energética, implantação de hidrogênio e minerais estratégicos (principalmente, cobre).

Além disso, será promovida a indústria nacional vinculada à transição energética. Isso incluirá a criação de um quadro geral de qualificações específicas para a Transição Energética Justa, além de incentivar a prospecção e extração de minerais como cobre, lítio, níquel, cobalto, manganês e outros metais preciosos.

Esses minerais são considerados estratégicos devido ao seu papel no desenvolvimento de tecnologias associadas às energias renováveis não convencionais, como baterias, turbinas eólicas e painéis solares.

Além disso, o Plano Nacional de Geologia será consolidado para a tomada de decisões de investimento na extração de recursos do subsolo.

O Papel das Empresas de Energias Renováveis no Caminho para a TEJ

As energias renováveis desempenham um papel central no roteiro da Transição Energética Justa, dada sua capacidade de oferecer soluções sustentáveis e acessíveis aos desafios energéticos e climáticos do país.

As energias solar e eólica, por exemplo, não só reduzem a dependência dos combustíveis fósseis e as emissões de gases de efeito estufa como também promovem a soberania energética e o acesso democrático à energia, aspectos cruciais das políticas de transição energética da Colômbia.

Além disso, o custo das tecnologias de energias renováveis tem diminuído, e embora nem sempre sejam mais baratas, a redução de seus custos as tornam alternativas viáveis e atraentes em comparação aos combustíveis fósseis.

Nesse contexto, empresas como a Atlas Renewable Energy, com sua experiência no desenvolvimento, construção e operação de projetos de energia renovável na América Latina e Europa, se posicionam como fontes de conhecimento especializado no setor energético.

Sua participação na transição energética da Colômbia pode se manifestar de várias maneiras:

  • Desenvolvimento de Projetos: Com projetos de energia renovável que aproveitem o vasto potencial do país, a Atlas pode ajudar a aumentar a capacidade instalada de energias limpas na Colômbia.
  • Transferência de Conhecimento e Capacitação: Graças à sua ampla experiência internacional, a empresa pode capacitar a força de trabalho colombiana nas competências essenciais para a instalação e o manejo das energias renováveis. Ela também pode melhorar os padrões de trabalho em todas as fases dos projetos de energia renovável, superando as expectativas das entidades reguladoras locais, como a Autoridade Nacional de Licenças Ambientais (ANLA) da Colômbia.
  • Inovação e Tecnologia: A introdução de tecnologias inovadoras em eficiência energética e geração de energia renovável pode acelerar a transição energética, reduzir custos e aumentar sua acessibilidade. A Atlas Renewable Energy é pioneira na integração de baterias para o armazenamento de energia. A empresa espera alcançar 1 GW operacional até 2028 com uma combinação de energia solar, eólica e, de forma inovadora, baterias. Esse enfoque não só destaca sua liderança na adoção de tecnologias avançadas, mas também reflete seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a eficiência energética.
  • Colaboração com as Comunidades Locais: Ao trabalhar de perto com as comunidades onde opera, a Atlas pode garantir que os projetos de energia renovável se desenvolvam de maneira sustentável e com benefícios compartilhados. Um aspecto crucial desse enfoque é o relacionamento precoce com as comunidades, mesmo antes do início da construção dos projetos, uma prática que a Atlas realiza para se integrar harmonicamente como um ‘novo vizinho’. Essa abordagem antecipada permite à empresa entender as dinâmicas comunitárias e adquirir a licença social necessária para operar.

 Impacto do Roteiro da TEJ nas Empresas Colombianas: Desafios e Oportunidades

O roteiro da Transição Energética Justa (TEJ) na Colômbia e sua futura implementação podem ter um impacto positivo nas empresas do país. Veja abaixo alguns desses benefícios:

  • Oportunidades de Investimento em Energias Renováveis [H3]

A expansão planejada das energias renováveis, como solar, eólica, bioenergia, geotérmica e pequenas centrais hidrelétricas, abre oportunidades de investimento para empresas nacionais e internacionais no setor energético e promete transformar radicalmente a matriz energética do país.

À medida que aumenta o investimento nesses projetos, a capacidade de geração de energia renovável se expande. Isso ajuda a diversificar a oferta energética e a reduzir os custos associados à sua produção e consumo.

Esse incremento na capacidade e a consequente redução de custos abrem portas para que mais empresas, desde grandes corporações até empresas de médio porte, possam se comprometer a comprar energia renovável por meio de Acordos de Compra de Energia (PPA, sigla em inglês). Além disso, o fluxo de investimentos em energias limpas promove um mercado energético mais competitivo e sustentável, impulsionando a Colômbia em direção a um futuro de baixas emissões de carbono.

  • Promoção da Indústria Nacional

O plano inclui a promoção da indústria nacional relacionada à transição energética, o que pode impulsionar o desenvolvimento de empresas locais em áreas como fabricação de componentes, e construção e operação de projetos renováveis. Isso pode criar novas cadeias de valor e oportunidades de negócios para as empresas colombianas.

Adicionalmente, os projetos de energia renovável ativam significativamente a economia local, desde a construção (que demanda mão de obra, materiais, serviços de alojamento e alimentação), até a operação (que promove a empregabilidade local mediante capacitações em manutenção e supervisão).

Esse dinamismo não só enriquece as comunidades locais, como também fortalece a licença social, criando uma base sólida para o desenvolvimento sustentável e a participação comunitária.

  • Acesso a Incentivos Tributários

O governo oferece diversos incentivos tributários para promover as energias renováveis. Esses incentivos são regulados pela Lei 1715 de 2014 e se aplicam a projetos de energia solar, biomassa, eólica, geotérmica e outros tipos de energias renováveis.

Alguns desses incentivos incluem a dedução especial no imposto de renda, a isenção de IVA para a aquisição de bens e serviços usados em projetos de energia renovável, e a isenção do imposto de importação para equipamentos, maquinário e serviços nacionais ou importados destinados à produção e utilização de energia renovável.

  • Desenvolvimento de Infraestrutura e Redes Inteligentes

A interconexão elétrica nacional e regional, assim como a implantação de sistemas de armazenamento de energia, podem exigir que as empresas adaptem suas operações e sistemas às novas redes elétricas inteligentes e à integração de fontes renováveis de energia.

  • Desenvolvimento de Novas Tecnologias e Conhecimento

A criação do Instituto Nacional de Transição Energética pode promover a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias relacionadas com as energias renováveis, a eficiência energética e o hidrogênio verde. Isso pode criar oportunidades para que as empresas colombianas entendam, invistam e participem da transformação energética do país.

 Conclusões

Transitar para as energias limpas na Colômbia é muito mais do que mudar a geração de energia: é uma grande oportunidade para construir um futuro onde o crescimento econômico e a proteção ambiental andam de mãos dadas.

Com a Transição Energética Justa, o país não só busca reduzir sua dependência dos combustíveis fósseis e combater a mudança climática com também traça um caminho para um desenvolvimento mais justo e sustentável.

Esse esforço para mudar a forma como se produz e se consome energia implica uma grande aposta na inovação e no crescimento verde para assegurar que os colombianos tenham acesso a energia limpa e confiável. É um grande desafio, mas também uma oportunidade única para que a Colômbia se posicione como líder em sustentabilidade no cenário global.

A colaboração entre governo, indústria, comunidades e indivíduos é fundamental para realizar essa visão. Empresas com experiência em energias renováveis, como a Atlas Renewable Energy, têm um papel crucial, pois podem aportar seu conhecimento e capacidade para desenvolver projetos que não são só verdes, mas também economicamente viáveis.

À medida que avança nesse caminho, a Colômbia trabalha por um futuro mais limpo, mas também impulsiona sua economia, cria empregos em novas indústrias e assegura um ambiente mais saudável para as próximas gerações.

Este artigo foi criado em parceria com a Castleberry Media. Na Castleberry Media, estamos dedicados à sustentabilidade ambiental. Ao comprar Certificados de Carbono para o plantio de árvores, combatemos ativamente o desmatamento e compensamos nossas emissões de CO₂ três vezes mais.

A Colômbia está enfrentando uma das secas mais severas da sua história, interrompendo o fornecimento de eletricidade e elevando os preços da energia – uma crise que exige a integração massiva de energia eólica e solar.

O fenômeno El Niño precipitou uma seca alarmante em toda a Colômbia. O impacto foi tão severo que, no início de abril, as autoridades em Bogotá iniciaram um plano de racionamento de água potável para determinadas áreas. Os níveis dos reservatórios, que mal ultrapassam 32% em comparação com 70% em dezembro de 2023, estão entre os mais baixos em quatro décadas, prejudicando significativamente a capacidade de produção de energia. A rede elétrica do país é composta por 66,3% de energia hidrelétrica, seguida por 31,2% de usinas termelétricas, enquanto as energias renováveis não convencionais representam apenas 2,5%: 2,4% de energia solar fotovoltaica e 0,1% de energia eólica.

Em resposta, o governo implementou 15 medidas urgentes para evitar apagões, incluindo o monitoramento e controle das usinas, a promulgação de regulamentações específicas para incentivar a produção de eletricidade, a melhoria do fluxo de caixa para os varejistas, a proteção dos usuários finais contra aumentos de preços, a expansão da capacidade de geração com fontes térmicas e renováveis não convencionais adicionais (1.029 MW em teste, dos quais 31,9 MW são eólicos e 997,1 MW são solares) e a promoção da conservação de energia. A suspensão das exportações de eletricidade para o Equador foi outra medida adotada.

A situação é agravada pela crescente demanda por eletricidade, que aumentou 7,5% em março em comparação ao mesmo mês do ano passado, triplicando a taxa média de crescimento anual de 2,5%. Esse aumento é impulsionado por um incremento de 10,5% no consumo na região do Caribe, que tem sofrido com as altas temperaturas provocadas pelo El Niño, exigindo mais uso de energia para refrigeração.

Os atuais níveis de precipitação permitem a geração de apenas 60 GWh de eletricidade por dia a partir da água, uma fração dos 232 GWh diários necessários para operar o sistema. Consequentemente, as usinas térmicas a diesel – uma das tecnologias mais poluentes e caras do sistema – devem ser utilizadas, contribuindo com mais 110 GWh. Os 60 GWh restantes necessários para atender à demanda são extraídos dos reservatórios, esgotando essas reservas.

Esse cenário provocou um aumento acentuado nos preços da energia. Segundo a XM, em março o preço médio na Bolsa de Energia foi de 622,33 pesos colombianos por kWh, um aumento de 8,56% em relação aos 573,22 pesos por kWh do mês anterior. Esse valor continua a subir, com o preço médio em abril alcançando 988,59 pesos por kWh, em comparação com 231,53 pesos por kWh em 2023.

Renováveis: uma matriz mais competitiva

O aumento nos preços da eletricidade prejudica diretamente a competitividade das empresas e indústrias, operando a custos mais altos, e a competitividade geral do país. Além disso, a dependência de usinas termelétricas mais caras e mais poluentes contradiz os compromissos ambientais. Na recente COP28, a Colômbia defendeu o Tratado de Não Proliferação de Combustíveis Fósseis, visando interromper todas as novas explorações de petróleo, carvão e gás natural e gradualmente eliminar a produção e o consumo atuais. Além disso, o país se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 51% até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

Embora a matriz elétrica da Colômbia seja relativamente limpa devido à sua substancial contribuição hidrelétrica, fenômenos como o El Niño minam criticamente o fornecimento de eletricidade, exigindo o uso de fontes térmicas altamente poluentes e economicamente dispendiosas, como o diesel. Portanto, é imperativo que o país incorpore um volume maior de energias renováveis não convencionais em sua matriz energética, como a energia eólica e solar fotovoltaica, que estão entre as mais competitivas em termos de custo globalmente.

Um relatório de 2023 da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) indica que o custo nivelado médio global de energia (LCOE) para parques eólicos em 2022 foi de $33 por MWh (128 pesos por kWh), enquanto os projetos solares fotovoltaicos custaram uma média de $49 por MWh (191 pesos por kWh).

Assim, a Colômbia garantiu contratos para quase 3.000 MW de energia eólica e solar a preços abaixo de 200 pesos por kWh em dois leilões de energia renovável de longo prazo. Em outubro de 2019, 2.085 MW em 14 projetos foram concedidos a um preço médio de 95 pesos por kWh, e em 2021, outros 11 projetos totalizando 796,3 MW, todos solares fotovoltaicos, foram concedidos a um preço médio de 155,81 pesos por kWh. Apesar de uma Taxa de Confiabilidade adicional de cerca de 60 pesos por kWh, essa energia ainda é significativamente mais barata do que os mais de 900 pesos por kWh registrados em abril deste ano.

No entanto, apenas uma fração desses projetos entrou em operação devido a diversos impedimentos, principalmente a complexidade de obtenção das licenças ambientais necessárias.

Portanto, é crucial que a Colômbia acelere a diversificação de sua matriz elétrica a fim de garantir um sistema confiável capaz de fornecer energia limpa a preços competitivos, mesmo durante contingências como o El Niño.

Armazenamento como complemento às renováveis

Dada a sua riqueza em recursos eólicos e solares, a Colômbia poderia emergir como uma potência de energia renovável, atendendo toda a crescente demanda projetada de 263,4 GWh por dia até 2028, um aumento de 13,5% em relação ao consumo atual de 232 GWh/dia.

De acordo com o mapa de zonas adequadas para geração de energia eólica e solar desenvolvido pela Energética 2030, uma aliança interinstitucional liderada pela Universidade Nacional da Colômbia (UNAL) e composta por 11 organizações, incluindo universidades e empresas privadas, o país possui um potencial de 35.000 MW em energia eólica, com condições ótimas nas regiões do Caribe norte (departamentos de La Guajira, Magdalena e Atlântico), enquanto o potencial solar é praticamente incalculável devido à proximidade do equador, garantindo luz solar quase vertical durante todo o ano.

Com base nesse potencial, a Unidade de Planejamento Minero Energético (UPME) projetou um mapa de todos os projetos de energia atribuídos e aprovados, totalizando cerca de 23.500 MW, divididos em 16.329,71 MW fotovoltaicos, 3.991,5 MW eólicos, 1.018,54 MW térmicos e 2.527,55 MW hidrelétricos.

Essas plantas de energia estão previstas para entrar gradualmente em operação até 2032. Se concretizado, a energia solar na Colômbia saltaria dos atuais 2,5% da matriz elétrica para 40%, com capacidade operacional subindo de 486 MW para 16.815,71 MW, superando a energia hidrelétrica. A energia eólica representaria 9%, atingindo 4.009,92 MW.

Uma matriz elétrica tão diversificada reduziria drasticamente os preços da energia no mercado. A transformação seria tão profunda que surgiriam dois novos desafios, semelhantes aos enfrentados pelo Chile – um país com 44% de sua capacidade instalada em energia eólica e solar.

Primeiramente, durante as horas de pico de produção de energia renovável, os preços no mercado de energia caem para $0 por MWh em várias regiões. Embora isso seja benéfico para os consumidores, não é favorável para os desenvolvedores de projetos de energia que investem no desenvolvimento contínuo do sistema elétrico. Além disso, em outras horas sem geração renovável, os preços disparam, causando disparidades significativas de preços intradiários.

Em segundo lugar, o Chile enfrenta o desafio de gerenciar volumes substanciais de energias variáveis (eólica e solar fotovoltaica) que devem ser consumidas à medida que são geradas porque são não gerenciáveis. Ou seja, são geradas na presença de vento ou luz solar, respectivamente, e devem ser consumidas naquele momento. Isso leva a situações de “excesso” de energia onde muitas plantas devem reduzir a produção durante certas horas.

Para enfrentar ambos os desafios, o Chile está avançando com incentivos para armazenamento em baterias. Esta tecnologia permite armazenar excedentes de energia renovável e injetá-los na rede durante as horas de maior demanda, evitando cortes e distorções de preços, criando harmonia na rede elétrica.

Portanto, é essencial que a Colômbia adote medidas que facilitem a rápida incorporação de fontes de energia renovável não convencionais. Diversificar sua matriz elétrica com energia eólica e solar fotovoltaica garantirá o fornecimento e preços competitivos durante contingências climáticas.

Conclusão

A transição para energias renováveis permitirá que o país resista a fenômenos climáticos como o El Niño, que se intensificam a cada ano, e mitigue potenciais impactos no sistema elétrico decorrentes de novos eventos ou condições climáticas imprevisíveis causadas pela degradação ambiental.

Além disso, a mudança para energias limpas, como a eólica e solar fotovoltaica, incluindo a integração de armazenamento em baterias, permitirá que a Colômbia capitalize seus abundantes recursos renováveis, transformando seu sistema elétrico em um sistema mais resiliente, regulador de custos, atraente para investidores e com um caminho mais rápido para a descarbonização.

Este artigo foi criado em parceria com a Castleberry Media. Na Castleberry Media, estamos dedicados à sustentabilidade ambiental. Ao comprar Certificados de Carbono para o plantio de árvores, combatemos ativamente o desmatamento e compensamos nossas emissões de CO₂ três vezes mais.

O cenário da transição energética no Brasil

No Brasil, a transição energética caminha a passos largos. Com o intuito de expandir o uso de fontes renováveis de energia e reduzir as emissões de gases poluentes, o país segue apostando em novas tecnologias, políticas públicas e investimentos no setor de energia. A seguir, vamos conhecer mais sobre a transição energética, seus desafios e perspectivas para o futuro.

Panorama atual da matriz energética brasileira

A matriz energética brasileira é considerada uma das mais limpas do mundo devido à diversidade de fontes renováveis que possui, uma característica que se fortalece a cada ano.

Segundo o mais recente Balanço Energético Nacional (BEN), em 2022, cerca de 47,4% de toda a energia consumida no Brasil era proveniente de fontes renováveis. Em 2021, esse percentual era de 45%.

Por outro lado, 52,6% da produção energética ainda é resultado da exploração de fontes não renováveis, como petróleo, gás natural e carvão mineral. 

Os dados mostram a evolução da transição energética, uma movimentação que está, aos poucos, fortalecendo e valorizando as fontes de energia sustentáveis.

Desafios e oportunidades na transição energética 

A posição privilegiada da energia hidrelétrica tem sido alvo de muitas reflexões entre especialistas do setor. Apesar do grande potencial para a produção desse tipo de energia, não é considerado viável que o país seja tão dependente de uma única fonte.

Além da dificuldade na criação de novas usinas, o período de seca reduz a produção energética e abre espaço para as fontes não renováveis, que elevam a produção de gases poluentes e ainda são muito fortes no segmento.

Esses percalços impediriam, a longo prazo, o fornecimento seguro e adequado de energia. Além disso, poderiam travar os avanços na busca pela implantação de ações mais sustentáveis.

Outro desafio é o alto consumo energético do setor de transporte, que chegou a 33%, primeira posição do ranking. Já a indústria consome cerca de 32%, de acordo com o levantamento, ocupando o segundo lugar.

No transporte, algumas estratégias para driblar esse impacto incluem o avanço da mobilidade elétrica com a adesão aos veículos elétricos e a ampliação do uso de biocombustíveis e hidrogênio verde em substituição aos combustíveis fósseis.

Já na indústria, o investimento em automação e em ativos mais eficientes são fatores importantes na gestão do consumo de energia. 

Apesar de todos os desafios encontrados, a transição energética avança, porém ainda longe do seu potencial máximo e na velocidade necessária para atingimento das metas de redução de emissões. O Brasil tem uma oportunidade única de liderar essa transição e ser o grande provedor de energia limpa para o mundo.

No setor privado, o investimento em sustentabilidade também é crescente. Segundo pesquisa divulgada pelo Portal da Indústria, 6 em cada 10 indústrias possuem um setor específico para tratar sobre sustentabilidade.

Além disso, 45% dos gestores afirmam que exigem de seus fornecedores certificados que atestem o seu compromisso com o meio ambiente.

Leia também: Licença social: a base para garantir uma transição energética justa

Políticas governamentais para transição energética 

Criado pelo Governo Federal em 2002, o Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica) foi um dos primeiros programas de incentivo à produção de energia limpa. Ele acabou em 2014 e consistia na oferta de incentivos financeiros, linhas de crédito e custeio de pesquisas e projetos voltados para o segmento.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desenvolve um papel importante na expansão da transição energética. De 2004 até 2022, o órgão já liberou cerca de U$ 35 bilhões em crédito como incentivo à produção de energia solar e eólica. 

A Atlas Renewable Energy recebeu o maior empréstimo em dólares fornecido pelo BNDES, de US$ 447,8 milhões. O valor vai ser usado para a construção da usina solar Vista Alegre, que evitará a emissão de 2,4 milhões de toneladas de CO2 durante seus 20 anos de operação. Saiba mais sobre essa parceria aqui.

Em 2015, o governo brasileiro sancionou a lei 13.097, que garantiu a isenção de impostos embutidos na comercialização de aerogeradores, dispositivos essenciais na produção de energia eólica. A medida foi importante para o avanço do setor.

O mercado livre de energia é uma medida mais recente que oferece ao consumidor a possibilidade de escolher o seu fornecedor através de livre negociação. É, sem dúvida, um dos propulsores atuais mais efetivos no estímulo à produção de energia renovável.

O desconto na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) e na Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) também é um importante incentivo. Ele é aplicado a consumidores especiais e livres, que compram energia elétrica diretamente de geradores ou comercializadores, não através da distribuidora local.

Esse desconto é um incentivo regulatório para promover a migração desses consumidores para o mercado livre de energia.

Energias renováveis em ascensão 

Apesar de ainda ser a maior fonte de energia elétrica, as hidrelétricas vêm ganhando a companhia de fontes renováveis como solar e eólica, que já representam 15,8% da geração no país.

Energia solar

A energia solar é um dos pilares da matriz energética brasileira e seus avanços são visíveis. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, atualmente, existem 18 mil usinas solares no Brasil.

A expansão dos parques solares fez com que a capacidade de produção chegasse a 37 Gigawatts em 2023. Atualmente, o país é o 6° maior produtor de energia solar em todo o mundo.

Consequentemente, o país experimenta uma redução na produção de GEE (Gases de Efeito Estufa), objetivo global, discutido e buscado incessantemente pelos grandes líderes mundiais.

Hoje, o Brasil ainda está entre os 10 países que mais produzem GEE, mas em uma posição melhor em comparação com anos anteriores. Estamos no 9° lugar, mas já estivemos entre os 5 maiores produtores de gases poluentes. Sem dúvidas, um progresso considerável e que ainda está em construção.

Energia eólica 

No Brasil, temos cerca de 954 usinas eólicas, de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia. Sua participação na matriz energética chega a 2,3%, segundo o BEN de 2023.

A energia eólica tem um desempenho muito satisfatório na economia e deve acelerar ainda mais a transição energética, em razão do enorme potencial do país na produção de energia gerada pelo vento. Além disso, é uma fonte que está contribuindo para a redução de gases poluentes.

Transição energética e novas tecnologias

Os avanços em tecnologia têm sido fundamentais para impulsionar a transição energética, destacando-se novas soluções como o hidrogênio verde, o desenvolvimento de baterias avançadas e a eletrificação de processos industriais e da mobilidade.

O hidrogênio verde, produzido a partir de fontes renováveis como a energia solar e eólica, surge como uma alternativa promissora. Ele pode ser utilizado como combustível limpo em diversas indústrias, reduzindo significativamente as emissões de carbono. 

As baterias também têm evoluído rapidamente, tornando-se mais eficientes e acessíveis. Elas não apenas permitem o armazenamento de energia renovável para uso posterior, mas também são essenciais para a eletrificação de veículos e processos industriais.

A eletrificação de processos industriais é outro ponto-chave. Substituir combustíveis fósseis por eletricidade gerada a partir de fontes renováveis pode reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa. Por isso, novas tecnologias estão sendo integradas nas fábricas, promovendo uma produção mais limpa e eficiente.

Por fim, a eletrificação da mobilidade está transformando o transporte. Carros, ônibus, caminhões e trens elétricos estão se tornando cada vez mais comuns, impulsionados pela queda nos custos das baterias e pelo aumento da infraestrutura de recarga. Esses veículos não apenas reduzem a poluição do ar, mas também diminuem a dependência de combustíveis fósseis, contribuindo para uma matriz energética mais sustentável.

Além de aumentarem a sustentabilidade ambiental, essas tecnologias também apresentam vantagens econômicas e operacionais, contribuindo com a transição para uma economia de baixo carbono.

Leia também: Como as tecnologias inovadoras conduzem o futuro das energias renováveis

Perspectivas futuras para a transição energética

O Brasil possui condições favoráveis para ser uma potência mundial em energia verde, graças à sua vasta extensão territorial e abundantes recursos de vento e sol. Com esses atributos, o país tem o potencial de se estabelecer como o “green power house” do mundo, desenvolvendo uma indústria verde robusta e se tornando um fornecedor global de energia sustentável.

Para alcançar essa meta, o governo brasileiro planeja aumentar significativamente os investimentos em energias eólica e solar, visando que essas fontes renováveis representem 90% da expansão da geração de energia no país. Essa estratégia não apenas ajudará o Brasil a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, mas vai melhorar sua posição nos rankings de produtores de GEE.

Além disso, o Brasil pode liderar novas indústrias emergentes, como a adoção de tecnologias de baterias e o desenvolvimento de hidrogênio verde.

A transição energética é uma transformação urgente, e o Brasil tem todas as condições para se destacar nesse cenário global, contribuindo para um futuro mais sustentável e competitivo.

Atlas Renewable Energy: soluções em energia limpa

A Atlas oferece diversas soluções para a produção e consumo de energia limpa, contribuindo para a transição energética tão almejada pelo Brasil e por outros países em todo o mundo.

Conheça as soluções que a Atlas pode oferecer para a transição energética do seu negócio.

Vista como solução por produtores de combustíveis fósseis, a captura de carbono não será suficiente para responder aos desafios climáticos globais. Mais do que gerenciar emissões, o mundo precisa de uma transição para fontes renováveis

O ano de 2023 foi o mais quente já registrado e 2024 caminha na mesma direção. Cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC) apontam que o mundo deve ultrapassar 2,8ºC de aumento de temperatura, até o fim do século, com as políticas atuais e pedem mais esforços para limitar o aquecimento a 1,5°C.

No centro do problema estão os combustíveis fósseis.

A queima de petróleo, gás e carvão lança na atmosfera toneladas de gases de efeito estufa. E quanto maior o consumo desses combustíveis, maior é a intensidade de emissões.

Para responder à crise climática que já está à porta, produtores investem em soluções de descarbonização, como captura e armazenamento de carbono. Mas isso não será suficiente para frear as emissões e o aquecimento do planeta. É preciso mudar as fontes de energia.

Por que há um limite na captura de carbono?

A tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês) é adotada por empresas de óleo, gás e carvão nas suas instalações para reduzir as emissões das operações. Algumas indústrias como cimento e aço, que precisam queimar muito combustível em seus fornos para gerar energia, também estudam a adoção do CCS como forma de mitigar seu impacto climático e fornecer produtos com menor pegada de carbono.

Mas segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês), o ritmo de implantação dos projetos de CCS está praticamente estagnado – a capacidade total segue em aproximadamente 40 milhões de toneladas há três anos.

No cenário da agência para que o mundo alcance emissões líquidas zero e limite o aquecimento a 1,5ºC, a capacidade de captura deveria alcançar cerca de 400 milhões de toneladas de CO2 até 2030, ou seja, ser 10 vezes maior já nos próximos seis anos. 

Além de não estarem no ritmo, há um outro problema: o CCS ataca as emissões da produção de combustíveis fósseis e apenas uma parte do consumo, nas grandes indústrias.

Mas é justamente o consumo que tem o maior impacto ambiental e ele está disperso: nas indústrias, mas também nos carros que circulam pelas ruas, nos aviões, navios e caminhões, na eletricidade que alimenta casas, comércios e produção agrícola.Para se ter uma ideia, o mundo emite cerca de 55 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa por ano. A captura de carbono só consegue resolver uma pequena fração dessas emissões.

É caro e consome mais energia

Adotar o CCS também significa um alto investimento e consumo de energia. Esse é um dos principais motivos para os atrasos nos projetos ao redor do mundo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, para viabilizar a integração da captura de carbono às usinas de combustíveis fósseis, a Lei de Redução da Inflação (IRA, em inglês) do presidente Joe Biden precisou turbinar o crédito fiscal em julho de 2023, para US$ 60/tonelada de CO2 utilizado na recuperação avançada de petróleo ou outras operações industriais e para US$ 85/t para CO2 armazenado permanentemente, de US$ 35/t e US$ 50/t, respectivamente, de acordo com a S&P Global.

Os custos da captura de carbono variam muito em relação ao tipo de atividade e à necessidade de energia que precisa ser consumida no processo: quanto menor for a concentração de CO2 no gás, maior será a procura de energia necessária para separar o CO2, resultando em custos mais elevados, explica um estudo do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD).

De acordo com o IISD, em centrais elétricas a carvão, indústrias de aço e cimento e na produção de hidrogênio, os fluxos de CO2 são mais diluídos, o que aumenta o consumo de energia e eleva o custo de captura.

Se a energia usada no processo for fóssil, há também uma emissão de CO2.

Rumo à transição para renováveis

Em dezembro de 2023, a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP28) deu o tom de como deve ser a matriz energética do futuro.

Os mais de 190 países membros da conferência concordaram em triplicar a participação de renováveis no mix global de energia até 2030, e fazer uma transição para longe dos combustíveis fósseis.

Já estamos a caminho. Fontes como solar fotovoltaica e eólica, e soluções como veículos elétricos estão batendo recordes de expansão: em 2023, a capacidade de energia renovável adicionada aos sistemas energéticos em todo o mundo cresceu 50%, atingindo quase 510 gigawatts (GW), com a energia solar fotovoltaica representando 3/4 das adições em todo o mundo. 

Estimativas da agência também indicam que o consumo de combustíveis fósseis deve atingir o pico antes de 2030, com a participação das de fontes limpas na geração de eletricidade se aproximando de 50%, em comparação com cerca de 30% em 2023.

Essa mudança chegará a todos os setores econômicos, inclusive aqueles que mais dependem dos fósseis.

Isso porque a combinação de energia renovável, eficiência energética e eletrificação das operações tem potencial de reduzir em mais de 90% as emissões de CO2 necessárias para que a indústria cumpra suas metas até 2050, calcula o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O Brasil tem ótimos exemplos de como a parceria entre empresas intensivas e geradores de energia renovável pode promover uma verdadeira transformação. Os benefícios são ambientais, econômicos e sociais.

Um deles vem da parceria da Atlas Renewable Energy com a  Hydro Rein e Albras, maior produtora de alumínio primário do Brasil. Com a formação de uma joint venture para desenvolver, construir e operar a usina solar Boa Sorte (438 MW) no estado de Minas Gerais, as empresas adicionam capacidade renovável no Brasil ao mesmo tempo em que tornam a produção de alumínio mais sustentável.

Com um investimento estimado em US$320 milhões, a Albras firmou um PPA em dólar, no modelo de autoprodução, para o fornecimento anual de 815 GWh de 2025 a 2044 e para suprir parte do seu consumo de energia.

A energia prevista para ser gerada pelo parque evitará a emissão de 154 mil toneladas de CO2 por ano, o que equivale a tirar mais de 61,8 mil carros movidos a gasolina e diesel das ruas.

Mais do que gerar energia, esses empreendimentos renováveis também promovem desenvolvimento econômico nas regiões onde são instalados, contratando profissionais e fornecedores locais, além de promover projetos de capacitação e inclusão.

Descarbonização com hidrogênio verde

Outra forma de aproveitar o potencial renovável de um país como o Brasil na descarbonização da indústria é através da produção de hidrogênio verde, produzido a partir da eletrólise de água com energias como solar e eólica.

Ao redor do mundo, com destaque para a América Latina, países desenham seus planos para estabelecer uma cadeia de valor e desenvolver clusters industriais onde será produzido e consumido o novo energético.

O hidrogênio verde é uma das formas mais eficientes de armazenar a energia que é produzida pelos parques solares e eólicos e seu potencial de aproveitamento pela indústria vai desde a produção de combustíveis sustentáveis como SAF (aviação), amônia e metanol verde (transporte marítimo), como fertilizantes, aço e alumínio verdes.

Na siderurgia, por exemplo, uma pesquisa da BloombergNEF calcula que o uso de hidrogênio verde nos fornos pode ser a opção mais barata para a obtenção de aço com zero emissões em 2050.

O Brasil é um dos candidatos. Sua matriz elétrica com cerca de 83% de participação renovável é todo o seu potencial eólico e solar tornam o país atrativo para o desenvolvimento de cadeias industriais mais verdes e competitivas.

Um futuro de oportunidades

Descarbonizar a economia global, dependente de combustíveis fósseis, não será fácil. É um desafio que precisa ser encarado com seriedade e pesar os prós e contras de cada opção tecnológica.

Soluções como a captura e armazenamento de carbono terão seu lugar, mas devem ser observadas com os pés no chão, sem desviar o foco para o que realmente vai modificar o consumo de energia.

A demanda por energia vai continuar crescendo e precisamos atendê-la com eficiência, preços baixos e sustentabilidade. Por isso, a expansão renovável é um caminho sem volta: é o que o mundo dispõe de mais eficaz com as tecnologias e recursos naturais acessíveis hoje.

Este artigo foi criado em parceria com a Castleberry Media. Na Castleberry Media, estamos dedicados à sustentabilidade ambiental. Ao comprar Certificados de Carbono para o plantio de árvores, combatemos ativamente o desmatamento e compensamos nossas emissões de CO₂ três vezes mais.

E

O Acordo de Dubai propõe triplicar a instalação de energia renovável até 2030. As empresas serão fundamentais no cumprimento das metas de descarbonização com contratos de aquisição de energia (PPAs) limpos e a preços competitivos.

Na última Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 28), realizada de 30 de novembro a 12 de dezembro de 2023 em Dubai, Emirados Árabes Unidos, 198 países assinaram o Acordo de Dubai. No documento final, pela primeira vez, foi explicitado o papel dos combustíveis fósseis: estabelece-se o “início do fim” da era dessas fontes de energia poluentes.

Durante a conferência, foi acordado triplicar a capacidade global de energia renovável para 11 terawatts e dobrar (de 2 para 4%) a taxa média anual de melhoria da eficiência energética até 2030; Além disso, também foi acordado acelerar a diminuição do uso de carvão para produzir energia, substituí-lo por tecnologias de zero e baixa emissão e acelerar a descarbonização por meio da rápida adoção de veículos com emissão zero e baixa.

O acordo também compromete os países signatários a eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis que não abordam a pobreza energética nem as transições justas, e a acelerar as ações nesta década para alcançar emissões líquidas zero até 2050.

No entanto, nenhum acordo específico foi alcançado sobre a redução do uso de petróleo, gás ou carvão, levantando dúvidas sobre a eficácia dos compromissos, que devem apoiar a meta estabelecida no Acordo de Paris, que determina limitar o aquecimento global a 1,5°C até o final do século. 

O Pacto Global da ONU estima que alcançar essa meta exigiria reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa em 43% até 2030 e em 60% até 2035 em relação às emissões de 2019, e atingir emissões líquidas zero de dióxido de carbono até 2050.

No entanto,  a organização norte-americana sem fins lucrativos World Wildlife Fund (WWF) alertou que, conforme as últimas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) apresentadas pelos países, projeta-se uma redução de apenas 14% até 2030, três vezes menos do que o necessário. Estes dados revelam o desafio colocado pelo ritmo proposto de descarbonização.

Além disso, a OPEP espera que o consumo de petróleo aumente nos próximos anos. Ele estima que em 2024 o mundo consumirá 2,2% a mais do que em 2023, ou seja, uma média de 104,4 milhões de barris por dia, ante 102,1 milhões em 2023.

Para os Estados Unidos, os analistas da OPEP preveem uma taxa de crescimento do consumo de petróleo de 1% em 2024 e 1,5% em 2025, enquanto para a zona euro estimam um aumento de cerca de 0,5% e 1,2%, respetivamente.

A China, um dos maiores consumidores mundiais de petróleo, que requer entre 15 milhões e 16 milhões de barris de petróleo bruto por dia, não só está a produzir petróleo em quantidades recordes, como também o está a importar a um ritmo sem precedentes, revelando uma estratégia clara de acumulação de reservas para os próximos anos.

A necessidade de financiamento

Uma das principais discussões na COP 28 girou em torno do financiamento para impulsionar a luta contra as mudanças climáticas.

Nesse sentido,  o Fundo Verde para o Clima (GCF) recebeu um novo impulso:  seis países se comprometeram a colaborar em seu financiamento, elevando o total de um recorde de US$ 12,8 bilhões em promessas de financiamento de 31 países, também são esperadas novas contribuições. 

Além disso, oito governos anunciaram US$ 174 milhões em doações ao Fundo para Países Menos Desenvolvidos e ao Fundo Especial para Mudanças Climáticas; contribuições adicionais para o Fundo de Adaptação no valor de quase US$ 188 milhões também foram prometidas.

No entanto,  a ONU alerta que ainda está longe dos bilhões de dólares necessários para apoiar os países em desenvolvimento na transição para a energia limpa. Para garantir esse financiamento, o Pacto Global destaca a importância de reformar a arquitetura financeira multilateral e acelerar a criação de novas e inovadoras fontes de financiamento. 

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em seu estudo intitulado “Economia das Mudanças Climáticas na América Latina e no Caribe 2023: Necessidades de Financiamento e Ferramentas Políticas para a Transição para Economias de Baixo Carbono e Resilientes ao Clima”, indica que o cumprimento dos compromissos de ação climática requer um investimento entre 3,7% e 4,9% do PIB regional por ano até 2030. Para efeito de comparação, em 2020 o financiamento climático na América Latina e no Caribe foi de apenas 0,5% do PIB regional. Portanto, fechar a lacuna de financiamento climático requer aumentar a mobilização de recursos nacionais e internacionais em sete a dez vezes.

A contribuição do setor privado para a transição energética

O apoio financeiro ao setor privado pode ser uma opção para impulsionar a descarbonização. O objetivo é que as empresas geradoras de energia limpa avancem com os seus projetos e ofereçam fornecimento de eletricidade renovável a preços competitivos. Instrumentos como o Fundo Verde para o Clima, linhas de crédito verde de bancos ou a emissão de títulos verdes podem ser usados para esse fim.

Nesse sentido, em 2021 a Atlas Renewable Energy obteve 253 milhões de dólares em formato de título verde, o que lhe permitiu desenvolver o seu projeto ‘Ananuca Financing’, que refinanciou a Usina Solar Javiera (69,5 MW) e promoveu a construção do Projeto Solar Sol del Desierto (230 MW), ambos no Chile. A planta de Javiera fornece energia limpa para 15% das necessidades energéticas de uma das minas da Antofagasta Minerals (AMSA), uma das maiores empresas de cobre do mundo. 

Outro caso emblemático é o da Albras, maior produtora de alumínio primário do Brasil. Em novembro passado, a empresa recebeu o maior financiamento em dólares do BNDES para o maior PPA solar da América Latina com a Atlas Renewable Energy: a partir de 2025, e por 21 anos, a fabricante receberá energia limpa e competitiva da usina solar Vista Alegre, de 902 MWp, o que evitará a emissão de 2,4 milhões de toneladas de CO₂. Como ponto de comparação, a energia contratada entre a Atlas Renewable Energy e a Albras é suficiente para abastecer mais de três milhões de pessoas.

Ambos os casos têm a ver com uma tendência que vem crescendo ano após ano no mundo. Conforme a BloombergNEF, em 2022 empresas privadas e instituições públicas assinaram contratos recordes de fornecimento de energia (PPAs): 36,7 GW, 18% a mais do que em 2021.

A BloombergNEF observa que, desde 2008, 167 organizações celebraram acordos de PPA em 36 mercados em todo o mundo para 148 GW de energia limpa, um número significativo que excede a capacidade total de geração de energia da França.

Entre as organizações que assinaram acordos de energia limpa em 2022, a Amazon lidera a lista, com 10,9 GW de PPAs assinados, seguida por Meta (2,6 GW), Google (1,6 GW) e Microsoft (1,3 GW), ilustrando a necessidade de as empresas de tecnologia obterem energia limpa e competitiva para atender à sua crescente demanda por eletricidade.

Nas Américas, os contratos assinados aumentaram 18%, para um recorde de 24,1 GW, com aumentos nos EUA e na América Latina.

Portanto, promover maiores linhas de financiamento para que as empresas possam embarcar rapidamente no seu caminho para a descarbonização será fundamental para reverter as mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, é necessário que os países ofereçam melhores incentivos e condições para o investimento.

Por outro lado, em 2022, os subsídios aos combustíveis fósseis dispararam para US$7 bilhões históricos. Estima-se que a eliminação dos subsídios aumentaria as receitas públicas em 4,4 bilhões de dólares, além de tornar as energias poluentes menos competitivas em relação às limpas.

Consoante o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o setor energético global é responsável por 73% das emissões anuais de gases de efeito estufa, quando as emissões anuais de dióxido de carbono relacionadas à energia devem diminuir em 70% até 2050. Nesse sentido, as energias renováveis, a eficiência energética e um aumento substancial da eletrificação podem proporcionar mais de 90% da redução necessária das emissões de poluentes.

O desafio das próximas cimeiras

Os próximos dois anos serão cruciais. Na COP29, no Azerbaijão, os governos devem definir uma nova meta de financiamento climático que reflita a escala e a urgência do desafio ambiental. E na COP30, que será sediada pelo Brasil, eles devem vir preparados com novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

“Devemos começar a trabalhar para implementar plenamente o Acordo de Paris”, disse Simon Stiell, secretário-executivo de Mudanças Climáticas da ONU. Stiell lembrou que “até o início de 2025, os países devem apresentar novas Contribuições Nacionalmente Determinadas. Todo e qualquer compromisso sobre finanças, adaptação e mitigação deve nos alinhar com um mundo de 1,5 grau.

Conclusão

A COP28 estabeleceu metas resumidas por seus protagonistas como “o começo do fim” da era dos combustíveis fósseis, que envolve, entre outras medidas, triplicar a capacidade de geração de energia renovável. Mas para que a transição energética corra a tempo, como exigem as metas ambientais, será fundamental aumentar vigorosamente o financiamento global para energia limpa. 

Com esse financiamento, as empresas poderão acessar empréstimos de longo prazo e taxas baixas que lhes permitirão desenvolver projetos de geração de energia renovável. Isto incentivará mais empresas consumidoras de energia a celebrar contratos de fornecimento (CAE) a preços competitivos.

O compromisso das empresas públicas e privadas com a descarbonização é uma tendência que cresce ano a ano, mas a aceleração da descarbonização dependerá dos incentivos, regras e condições estabelecidas pelos governos.

Este artigo foi criado em parceria com a Castleberry Media. Na Castleberry Media, estamos dedicados à sustentabilidade ambiental. Ao comprar Certificados de Carbono para o plantio de árvores, combatemos ativamente o desmatamento e compensamos nossas emissões de CO₂ três vezes mais.

A Inteligência Artificial transforma as energias renováveis: modelos preditivos de alta precisão, novas formas de monitoramento e diagnóstico, melhorias no armazenamento de energia e redução de custos são apenas o começo.

A inteligência artificial (IA) tem a capacidade de realizar análises complexas e tomar decisões rápidas e precisas com grandes quantidades de dados em tempo real.

Os benefícios da IA se estendem a diversos setores. Um deles é o das energias renováveis. Para esse setor, a IA fornece informações relevantes para o desenvolvimento, construção, operação e manutenção de projetos.

Graças aos algoritmos de aprendizado de máquina e à crescente capacidade de cálculo dos sistemas de computação, cinco áreas-chave de parques eólicos e usinas fotovoltaicas foram aprimoradas

  • Projeto de modelos preditivos de geração de energia. 
  • Monitoramento e diagnóstico da operação
  • Desempenho e eficiência. 
  • Armazenamento e distribuição de energia com baterias.
  • Redução de custos.

A IA melhora o desempenho dos ativos de energias renováveis, tornando os processos mais rápidos e eficientes. O resultado são preços mais competitivos e uma oferta de energia limpa confiável para geradores e clientes.

 Modelos preditivos

A Atlas Renewable Energy utiliza inteligência artificial principalmente na operação e manutenção (O&M) de suas plantas de energias renováveis.

De fato, a IA ajuda a desenvolver modelos preditivos que visam prever a quantidade de energia que uma usina eólica ou solar fotovoltaica pode gerar.

As fontes de energia renovável são intermitentes: a eletricidade é produzida apenas se houver vento ou sol. Portanto, é fundamental prever o volume de energia que uma central poderia gerar. Entre outros benefícios, essa previsão garante o cumprimento dos contratos de fornecimento (PPA).

Thiago Girard, gerente de projetos de inovação da Atlas Renewable Energy, explica que machine learning e deep learning são utilizados para projetar modelos de geração de energia que permitem detectar falhas nos equipamentos e prever resultados com margens de erro muito baixas.

Atualmente, a Atlas pode fazer previsões de geração com uma precisão superior a 95%. Para isso, utiliza sistemas de dados que se adaptam às mudanças a uma velocidade muito maior do que os métodos convencionais. “Isso garante maior eficiência e produtividade de nossos ativos”, diz Girard.

Monitoramento e diagnóstico

A inteligência artificial também melhora o monitoramento e o diagnóstico da operação da usina. Para isso, são realizadas medições em tempo real para identificar as variações sazonais, diurnas e anuais.

A IA aplicada no monitoramento e diagnóstico reduz a necessidade de realizar inspeções físicas em locais complexos, como a gôndola de uma turbina eólica instalada a uma altura de mais de 100 metros. 

Usando sensores e dispositivos de coleta de dados instalados em usinas de energias renováveis, os algoritmos de IA podem analisar continuamente o desempenho dos equipamentos. Essa capacidade de monitoramento remoto economiza tempo, reduz custos e aumenta a segurança, minimizando a exposição dos técnicos a ambientes perigosos.

Uma das técnicas de monitoramento é a manutenção preditiva. Assim como a modelagem preditiva (que permite prever as flutuações na geração de energia), a manutenção preditiva utiliza a análise de dados para prever a ocorrência de anomalias no funcionamento e possíveis defeitos nos equipamentos e processos.

A inteligência artificial não é empregada apenas no monitoramento dos equipamentos, suas aplicações no diagnóstico de falhas também são notáveis. 

Por exemplo, usando sistemas de inteligência artificial, a empresa Suncast detectou que a usina solar São Pedro, da Atlas, no Brasil, sofria uma perda anual de 3,6% de energia devido à sujeira nos painéis. Quando os cronogramas de limpeza foram ajustados de acordo com o diagnóstico feito com IA, a Suncast conseguiu aumentar a produção em 0,7%, equivalente a 1.000 MWh por ano, de acordo com o estudo premiado no desafio “Atlas Open Innovation Challenge”.

Melhor desempenho e eficiência

Ao monitorar e analisar dados continuamente, a inteligência artificial pode otimizar o desempenho e a eficiência de turbinas ou painéis eólicos.

De fato, os algoritmos de IA podem ajustar as configurações dos equipamentos em tempo real e fazê-los operar em alta capacidade, aumentando assim a produção de energia. Além disso, os programas de manutenção otimizados minimizam o tempo de inatividade e maximizam a disponibilidade dos equipamentos.

“Os sistemas orientados por dados são extremamente adaptáveis e se ajustam às mudanças em um ritmo muito mais rápido do que os métodos convencionais. Isso garante uma maior eficiência e produtividade de nossos ativos”, resume Girard.

A IA também oferece benefícios quando empregada no funcionamento do sistema elétrico, pois evita perdas de energia elétrica renovável (também chamadas de derramamento ou curtailments). Este fenômeno ocorre quando, em certas horas do dia, há um excesso de eletricidade que o sistema não consegue utilizar. 

“A integração de geradores de energia renovável no sistema automático de controle de oferta e demanda reduziria os custos de energia em geral e melhoraria a eficiência dessae geradores”, diz Girard.

O Chile, por exemplo, é um dos países da América Latina com maior utilização de energias renováveis variáveis em sua matriz elétrica. Assim, a energia solar fotovoltaica é a principal fonte de geração (25%), e a eólica é a terceira (13%), sendo apenas superada pelo carvão (14%). 

Em outubro de 2023, o Chile teve descargas de energias renováveis de 307,8 GWh, com um acumulado em 2023 de 1.493 GWh, de acordo com o último boletim divulgado pelas geradoras. O que ocorreu em outubro de 2023 representou um aumento de 93% em relação a outubro do ano anterior, quando a energia solar diminuiu 146,8% e a eólica 22,4%.

A IA pode ser a resposta para essas falhas de desempenho. Por um lado, melhora a eficiência, pois os algoritmos de IA podem otimizar a geração, transmissão e distribuição de energia, reduzir perdas e melhorar a eficiência geral da rede.

Por outro lado, a IA reduz os custos. Ao minimizar as perdas de energia e otimizar a alocação de recursos, a IA pode ajudar a reduzir as despesas operacionais das operadoras de redes e, em última instância, reduzir as tarifas de energia dos clientes.

A detecção de anomalias e a manutenção preditiva feitas com IA também podem ajudar a identificar falhas na rede, garantindo um fornecimento de energia confiável e ininterrupto.

Armazenamento e custos mais baixos

As baterias são uma das principais tecnologias para minimizar o desperdício e superar os riscos da intermitência energética. A inteligência artificial pode otimizar os sistemas de acordo com variáveis como demanda, preço e recursos.

A IA pode ajudar a otimizar as operações dos sistemas de armazenamento de energia renovável: por meio do uso de análises preditivas, pode-se prever a demanda de energia e distribuir a energia armazenada em horários mais convenientes.

A IA também possibilita o monitoramento do desempenho e da eficiência dos sistemas de armazenamento e a detecção de possíveis problemas. Como resultado, os custos operacionais podem ser reduzidos e a velocidade e a precisão da manutenção e do reparo podem ser melhoradas.

Da mesma forma, a inteligência artificial pode ajudar a reduzir os custos associados às baterias e tornar as soluções de armazenamento de energia renovável mais acessíveis.

Conclusão

A inteligência artificial está sendo progressivamente integrada a todos os setores da economia. No setor de energias renováveis, ela está promovendo mudanças fundamentais no desenvolvimento de fontes eólicas e solares fotovoltaicas e em todos os seus processos internos.

Por meio do uso de algoritmos de aprendizado de máquina e análise em tempo real de grande quantidade de dados, a inteligência artificial possibilita a tomada de decisões corretas nos processos de geração, produção, armazenamento e distribuição de energia.

Em última análise, a IA amplia as capacidades das energias renováveis para que se tornem a matriz energética do futuro e acelerem a transição energética.

Em parceria com a Castleberry Media, temos o compromisso de cuidar do nosso planeta, portanto, este conteúdo é responsável com o meio ambiente. Compensamos isso x3 através da compra de Certificados de Carbono para o plantio de árvores para prevenir o desmatamento e compensar as emissões de CO₂.

A transição energética chegou para empresas além dos grandes consumidores de energia no Brasil, expandindo as diversas opções de aquisição de eletricidade renovável para abastecer as operações de empresas de distinto porte e consumo de energia.

Da gestão hospitalar à rede de supermercados, passando por data centers, empresas de telefonia, construção civil, comércio, shopping centers, manufatura, indústrias de alimentos e bebidas – entre tantas outras que movimentam a economia brasileira – esse segmento de mercado deve impulsionar os contratos de energia renovável no Brasil.

Os motivos são muitos: economia com os gastos de energia, flexibilidade e previsibilidade nos acordos, além, é claro, de competitividade em um mercado global e clientes cada vez mais exigente em relação à sustentabilidade e pegada de GHGs de suas cadeias de valor.

“Não vai ser só um fator de competitividade, e sim um fator de sobrevivência e permanência no mercado que essas empresas estão. Hoje, diversos países, ou mesmo blocos de países como a União Europeia, estão pedindo cada vez mais requisitos para os fornecedores e os produtos que eles importam. Ter a garantia de que você está comprando energia renovável direto do gerador oferece muita segurança”, explica Lucas Salgado, diretor de Estratégia e Planejamento Comercial na Atlas Renewable Energy.

Com quase 4,5 gigawatts (GW) instalados e em operação no Brasil, a Atlas Renewable Energy tem uma vasta experiência atendendo clientes eletrointensivos, cujo consumo de eletricidade chega a responder por cerca de 45% dos custos operacionais.

Salgado conta que essa expertise ajudou a companhia a desenvolver opções de contratação de energia renovável para o segmento de cargas médias, onde a demanda por energia é menor, mas que não deixa de ser um gasto importante para o empresário

Para cada negócio, uma solução

O trabalho desenvolvido entre a Atlas e os clientes olha para as melhores práticas de mercado e adapta para a realidade da empresa e do seu segmento.

“Às vezes é o prazo de contratação que ao invés de ser 20 anos, será de 7 a 15 anos. Em vez de ser uma curva de consumo flat, será uma curva modulada ao consumo do cliente, dando uma flexibilidade operacional a mais. Às vezes é um cliente que tem operações em diferentes submercados  , com cada ponto de consumo com perfil e volume distinto e nós conseguimos atender cada carga da melhor forma possível mitigando qualquer exposição ao mercado”, exemplifica Salgado. 

A seguir, resumimos tudo o que você precisa saber para tomar uma decisão informada sobre a aquisição de energia renovável para sua empresa.

  • Quem é o  middle-market da energia no Brasil?
  • Por que contratar energia renovável?
  • Quais são as formas de contratação?
  • Como escolher a melhor opção?
  • Posso emitir créditos de carbono?
  • O que devo observar na hora de escolher o fornecedor de energia?
  • Quero fazer um contrato de energia renovável. Qual é o primeiro passo?

O que é o middle-market?

Quando falamos em cargas médias, nos referimos a empresas de grande porte que consomem entre 1 a 20 MW/médios e com gastos mensais com eletricidade que chegam a R$100-150 mil. 

São organizações que, embora não estejam no ranking dos 50 maiores consumidores de energia, têm um gasto significativo com a conta de energia, que chega a representar mais de 40% de seus custos operacionais – é por isso que elas buscam eficiência e descarbonização.

Por que contratar energia renovável?

Um dos motivos é financeiro. “Hoje, ter um contrato de compra de energia de longo prazo (PPA) se tornou uma opção economicamente viável para as empresas de diferentes portes. Inclusive para aquelas que estão migrando para o mercado livre”, afirma o diretor Comercial da Atlas.

De acordo com Salgado, ao fazer um PPA, é possível conseguir um desconto de 50% no custo da tarifa de energia no modelo de autoprodução, além da própria economia proporcionada pelas fontes solar e eólica.

Além disso, a contratação de energia renovável assegura estabilidade e previsibilidade de custos, fortalece a competitividade internacional das empresas e contribui para a descarbonização, fatores de sobrevivência em um mercado cada vez mais alinhado aos objetivos ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança).

“Essas empresas conseguem reduzir as emissões de carbono, atender suas metas internas e também setoriais. No caso da Atlas, normalmente, comercializamos energia dos novos parques que estamos construindo, então nossos clientes conseguem provar que estão trazendo adicionalidade através de certificações como créditos de carbono e RECs (sigla em inglês para certificado de energia renovável)”, destaca o executivo. 

Quais são as formas de contratação?

PPA (Power Purchase Agreement): é um contrato de compra de energia de longo prazo, que proporciona estabilidade e redução de gastos. Nele, são definidos prazos, volume e alguns critérios comerciais, como flexibilidade de curva. Ou seja, as flexibilidades operacionais podem ser geradas sazonalmente, dependendo da demanda e individualidade da operação da empresa interessada.

Autoprodução por equiparação: também é um PPA, com a diferença que o cliente torna-se sócio do projeto, obtendo benefícios financeiros e de encargos. Além de ser um consumidor de energia, passa a ser também um investidor. As economias de custos com encargos setoriais, chegam até 90%, que representam até 30% do custo de energia.

Autoprodução por consórcio e arrendamento: empresas se unem para arrendar uma planta de geração renovável, compartilhando custos e benefícios. Uma espécie de clube de energia, em que é pago mensalmente e equivale ao custo da energia que o cliente vai receber.

E os atributos ambientais que a Atlas oferece?

Os projetos da Atlas, por cumprirem com os requisitos de adicionalidade, terem projetos de impacto social e ambiental atrelados a sua construção e operação, e serem de energia renovável, são elegíveis para comercialização de produtos de compensação de emissões como:

Certificados de Energia Renovável (RECs): é um modelo que ficou muito conhecido no Brasil e tem bastante procura. Cada MWh de energia renovável gera um REC, e com ele, a empresa consegue compensar seu consumo nos seus inventários.
Créditos de carbono: Os projetos da Atlas podem ser certificados a partir de metodologias internacionais como a do Global Carbon Council (GCC) para que eles possam gerar créditos de carbono no mercado voluntário.

Como escolher a melhor opção?

A escolha entre essas opções depende das necessidades específicas de cada empresa. 

Um PPA oferece estabilidade, enquanto a autoprodução é ideal para quem busca uma economia adicional com a redução de encargos, seja através da participação em projetos ou consórcio. O consórcio é vantajoso para clientes com diversos pontos de consumo, e não querem ter uma participação acionária no projeto. Produtos como os RECs e créditos de carbono são ideais para compensação de emissões.

É por isso que a Atlas trabalha junto com o cliente para descobrir o modelo que traz mais economia e segurança em relação aos custos de energia e com base nas necessidades operacionais e estratégicas da empresa.

“A equiparação funciona bem para aqueles clientes que têm consumo individual acima de 3 MW. Abaixo dos 3 MW, o arrendamento faz mais sentido porque, além da autoprodução, o cliente pode ter outros benefícios. Redes de varejo, por exemplo, podem ter redução dos custos com encargos, com distribuição e outras otimizações de custo. Ou seja, também é uma vantagem de otimização de despesas, além da redução de emissões e maior previsibilidade de custos”, explica Salgado.

Posso emitir créditos de carbono?

Sim. Além de ter um PPA de energia renovável, o cliente tem certificados de mercado que são usados para comprovar que está reduzindo emissões de Escopo 2 (consumo de energia) no seu inventário.

Os RECs podem ser usados nos inventários com metodologia do GHG Protocol, e podem ser adquiridos pelo restante da cadeia de valor. 

No caso da Atlas, os RECs têm uma certificação adicional: são os RECs Brasil, que comprovam que os projetos que geram a eletricidade limpa estão atrelados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Já no caso do mercado voluntário de carbono, a Atlas certifica os projetos a partir de metodologias internacionais como a do Global Carbon Council (GCC) para que eles possam gerar créditos.

“Com esse crédito de carbono, a empresa consegue compensar suas emissões de todos os escopos 1, 2 e 3”, afirma Salgado.

O que devo observar na hora de escolher o fornecedor de energia?

Proteja-se dos riscos: seja de mercado, ou de crédito. Uma dica do Lucas Salgado é observar se o gerador tem os ativos físicos que vão entregar a energia contratada e quais são as garantias de fornecimento.

Conheça a sua contraparte: procure empresas que tenham um histórico no mercado de geração e capacidade financeira de atender os compromissos. Estude os balanços e pesquise a fundo quem é esse fornecedor e como ele consegue oferecer aquele preço.


Busque opiniões especializadas: diversos gestores independentes de energia trabalham muito próximo e a favor do cliente, e podem dar suporte ao processo de contratação.

Quero fazer um contrato de energia renovável. Qual é o primeiro passo?

Para iniciar esse processo, o primeiro passo é entrar em contato com especialistas, como a Atlas, que oferecem suporte desde a análise de viabilidade até a elaboração do contrato. Canais de comunicação como o site atlasrenewableenergy.com, e-mail comercial@atlasren.com e redes sociais estão disponíveis para facilitar esse contato.

E fica o convite do Lucas Salgado para um café. “As portas da Atlas estão abertas para receber e conversar com todo mundo interessado em participar da transição energética para um mundo mais sustentável”.

Em parceria com a Castleberry Media, temos o compromisso de cuidar do nosso planeta, portanto, este conteúdo é responsável com o meio ambiente. Compensamos isso x3 através da compra de Certificados de Carbono para o plantio de árvores para prevenir o desmatamento e compensar as emissões de CO₂.

A Atlas Renewable Energy planeja desenvolver 1.000 MW de projetos solares em várias regiões da Colômbia durante os próximos cinco anos. Estes projetos contribuirão para a diversificação da matriz energética colombiana.

As energias renováveis não convencionais estão ganhando espaço em vários países da América Latina. De acordo com o relatório Latin American Successes in the Energy Transition da Zero Carbon Analytics: “O investimento em energias renováveis aumentou exponencialmente na região (América Latina) na última década, o que permitirá que o seu mercado eólico e solar duplique até 2027 em relação ao nível atual”.

Países como a Colômbia são um dos principais beneficiários. A vontade política para o desenvolvimento destes projetos por parte dos últimos governos, a necessidade de um mercado e de uma política pública com bons incentivos são algumas das razões pelas quais este país se posiciona como um local adequado para os investidores do setor.

Empresas locais e estrangeiras estão desenvolvendo projetos eólicos e solares ou fotovoltaicos em vários departamentos do país andino. Atualmente, estão instalados 500 megawatts de energia, aos quais se juntarão 1.240 megawatts que estão prestes a entrar em funcionamento.

No momento, a matriz energética colombiana está distribuida com 68% da produção de energia proveniente de grandes centrais hidroelétricas, 28% de centrais térmicas, que funcionam a carvão e combustíveis fósseis, e menos de 2% de energias renováveis não convencionais, como a eólica e a solar. Quando ocorrem fenômenos climatológicos como  El Niño, caracterizado por verões fortes, a quota de produção hidroelétrica desce para 35% e as centrais térmicas, cuja energia é mais cara, entram em pleno funcionamento.

Por isso, é importante diversificar a matriz energética para que cerca de 10 a 15% da geração seja proveniente de fontes não convencionais que possam dar maior sustentação e confiabilidade ao sistema energético do país.

A Atlas Renewable Energy é uma das empresas dedicadas a este compromisso energético. A empresa foi fundada em 2017 e hoje é a Produtora Independente de Energia (IPP) que mais cresce na América Latina em PPAs corporativos – estando presente no Brasil, Chile, Uruguai, México e mais recentemente Colômbia e Espanha.

Rubén Borja, Country Manager da Atlas para a Colômbia, falou sobre os projetos previstos pela empresa no país, inicialmente na área da energia solar, e os benefícios da aliança com a Isagen, um dos principais produtores e comercializadores de energia.

Uma aliança estratégica

A aliança com a Isagen permitirá à Atlas desenvolver o seu potencial no setor. O objetivo é construir projetos equivalentes a 1.000 megawatts nos próximos cinco anos na Colômbia. “Estamos trabalhando em projetos de grande escala, superiores a 100 megawatts, e identificando as regiões onde queremos estar”, diz Borja.

A empresa procura iniciar a sua atividade em departamentos da Costa Atlântica, bem como em Tolima, Valle del Cauca, Caldas e Risaralda que têm grande potencial devido à sua radiação solar. A empresa também busca boas vias de acesso, uma localização afastada de áreas protegidas ou de reserva e que não possa ser afetada por problemas de ordem pública.

As expectativas são muito positivas, tendo em conta a experiência da Atlas e da Isagen no setor da energia e das energias renováveis não convencionais. A Atlas tem mais de 5.600 MW de projetos solares e eólicos contratados no México, Chile, Brasil, Uruguai e Colômbia. Destes, 2.700 MW estão em funcionamento. A Isagen, por sua vez, tem 19 centrais hidroelétricas e uma capacidade de produção de 3.000 MW. Recentemente, aventurou-se nas energias renováveis não convencionais com o parque eólico Guajira I, de 20 MW. 

“Sobressaímos nos países onde estamos presentes devido à nossa criatividade e inovação, que nos permitiu crescer e expandir, mas também devido às nossas alianças com os mais importantes intervenientes no setor da energia e à procura de soluções de financiamento eficientes, que permitem que os nossos projetos sejam competitivos e forneçam a melhor energia ao utilizador final”, sublinha Borja.

Experiência na aquisição de licenças sociais e normas ESG

Outra área de especialidade da Atlas é o trabalho nas regiões e a aquisição de licença social. Para tal, a empresa tem uma vasta experiência no desenvolvimento de projetos sociais e ambientais, com enfoque na educação e empregabilidade, envolvendo a comunidade e uma equipe de especialistas na aplicação de critérios ESG.

Rubén Borja salienta que a empresa está trazendo os elevados padrões que a distinguiram internacionalmente e até excedem as normas e requisitos dos países onde operam. “Trazemos uma grande experiência, um padrão muito elevado que nos permitiu ser reconhecidos com mais de 18 prêmios pelas nossas iniciativas com as comunidades”, afirma.

Alguns dos programas implementados nos países da América Latina incluem a construção de salas de aula digitais, o fornecimento de computadores e tablets a crianças e jovens, o apoio a bibliotecas e hospitais públicos e programas que promovem a diversidade de gênero e o aumento da participação das mulheres em funções técnicas na construção de projetos.

Conclusões

A Colômbia tem uma grande aposta no desenvolvimento de fontes de energia renováveis não convencionais, como a eólica e a solar, para diversificar a sua matriz energética e não depender tanto da produção hídrica, que pode ser afetada por fenômenos climáticos como o El Niño, que geram grande estresse.

O objetivo é que, em poucos anos, o país passe de uma quota de menos de 2% de produção de energias renováveis não convencionais para mais de 10%. Para tal, é necessária a chegada de investidores nacionais e estrangeiros para desenvolver e explorar esses projetos.

A Atlas Renewable Energy é um desses investidores. A aliança com a Isagen permitiu-lhe tornar-se um interveniente ativo no setor na Colômbia e começar a desenvolver os primeiros projetos equivalentes a 1 GW de produção. A partir de agora, a empresa poderá operar de forma independente e expandir o seu alcance para novos locais, clientes e mercados no país.

Para Rubén Borja, Country Manager da Atlas Renewable Energy na Colômbia, as empresas resilientes, que entendem o mercado, que decidirem ficar e apostar no desenvolvimento de projetos renováveis não convencionais, contribuirão para o processo de transição energética para ultrapassar os obstáculos e fechar o fosso entre a oferta e a procura, de modo a fornecer um serviço energético mais fiável e eficiente a todos os utilizadores.

Pontos importantes:

  •  A Atlas Renewable Energy planeja desenvolver projetos solares de 1.000 megawatts de energia nos próximos cinco anos em aliança com a Isagen.
  • A empresa quer contribuir para a diversificação da matriz energética colombiana, para o processo de transição e para fechar a brecha entre a oferta e a demanda.
  • A participação das energias renováveis ​​não convencionais na matriz energética da Colômbia não excede 2%, mas com a chegada de investidores nacionais e estrangeiros espera-se que alcance 10% até 2028.

Em parceria com a Castleberry Media, temos o compromisso de cuidar do nosso planeta, portanto, este conteúdo é responsável com o meio ambiente. Compensamos isso x3 através da compra de Certificados de Carbono para o plantio de árvores para prevenir o desmatamento e compensar as emissões de CO₂.

Com DNA social, a Atlas Renewable Energy se alia aos melhores padrões internacionais a fim de entender as comunidades que serão suas vizinhas e envolvê-las na transição energética

Em 2024, o Brasil ultrapassou a marca de 39 gigawatts (GW) de potência instalada da fonte fotovoltaica. Só nos três primeiros meses do ano, de acordo com dados da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), foram adicionados 2 GW em uma demonstração da velocidade que as instalações estão ocorrendo no país.

Na geração centralizada, categoria que incorpora os grandes parques de energia renovável, são cerca de 12,2 GW de potência instalada.

Mais do que gerar energia, esses complexos mudam realidades nas regiões onde são construídos.

Segundo as estimativas da Absolar, desde 2012, os empreendimentos fotovoltaicos de grande porte já movimentaram cerca de R$ 54,3 bilhões em novos investimentos e mais de 366,6 mil empregos.

Para a Atlas Renewable Energy, que possui um portfólio de projetos contratados de cerca de 3,7 GW no Brasil, um projeto de geração fotovoltaica é também uma oportunidade de envolver a comunidade.

“A implementação de um projeto de geração centralizada requer uma infraestrutura grande. O que enxergamos como oportunidade, e buscamos potencializar, é nos utilizar deste momento para socializar o conhecimento e alguma forma de acesso a essa energia renovável para o nosso entorno”, conta Sandro Ramos, gerente de ESG da Atlas Renewable Energy no Brasil..

Ramos explica que o envolvimento das comunidades é um trabalho ativo e constante que faz parte de todos os empreendimentos da companhia, indo muito além de disseminar conhecimento. As ações buscam empoderar as pessoas, gerar oportunidades de trabalho e renda, fortalecer a cultura local e, claro, identificar possibilidades de inserir a energia renovável no dia a dia das comunidades próximas aos empreendimentos.

“Todas as nossas ações relacionadas a educação ambiental, a comunicação, a explicação do que o empreendimento é, já traz a veia o que é a energia renovável. Em alguns casos, temos a oportunidade de levar a energia renovável fisicamente para essas pessoas. Seja um bombeamento solar ou um abastecimento elétrico de uma sede comunitária, por exemplo”, diz Sandro..

Somos Parte da Mesma Energia

Uma das estratégias da Atlas Renewable Energy para garantir que a transição energética seja mais justa é promover a diversidade.

Historicamente, a participação de mulheres na implementação de parques solares no Brasil é mínima: cerca de 2%. 

Já a Atlas Renewable Energy tem meta de pelo menos 15% de participação, que exige muito planejamento para realizar programas de capacitação, acompanhamento e acolhimento para formar profissionais mulheres que vão atuar nesses empreendimentos e até mesmo em outros. 

Isso é o que acontece com o Somos Parte da Mesma Energia, o programa carro-chefe da companhia que já conseguiu superar a meta e alcançar 22% de contratação de profissionais mulheres em um dos seus empreendimentos.

O eixo principal é capacitar e contratar mulheres para trabalhar nos parques de geração renovável. E como os momentos de maior contratação são implementação e operação, o foco é nessas fases.

Sandro explica que, quando chega em uma região, a companhia primeiro faz um diagnóstico do contexto e programas sociais que já existem ali, para que a ação seja complementar e traga novas possibilidades às realidades do território.

Após esse mapeamento, são definidas, junto com o cronograma de execução das obras, quais são as profissionais necessárias e que tipo de treinamento as mulheres precisarão receber.

“São contratações relacionadas à montagem de módulos, montagem eletromecânica, atividades relacionadas à construção civil. Nós enxergamos as etapas da nossa obra, quando que cada área precisará contratar profissionais e realizamos os cursos para as mulheres para que elas estejam prontas nesse momento”, detalha o engenheiro. 

Com o Somos Parte da Mesma Energia, a Atlas Renewable Energy já levou esse treinamento e contratação para mais de mil mulheres pela América Latina afora.

+ Meninas nas Ciências

Segundo o Banco Mundial, apenas metade das mulheres participa da força de trabalho global, em comparação com quase três em cada quatro homens. Isso se reflete no setor de energia, onde apenas 16% das vagas tradicionais são ocupadas por mulheres.

As renováveis estão ajudando a melhorar esse cenário. Dados da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA, sigla em inglês) mostram que elas já ocupam 32% dos cargos nas indústrias renováveis.

Mas ainda há muito que avançar. E a mudança precisa começar a ocorrer já na fase escolar. É o que propõe o programa + Meninas nas Ciências, desenvolvido pela Atlas Renewable Energy em todas as suas instalações. 

Por meio de formação em STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), o projeto + Meninas nas Ciências busca preencher justamente uma lacuna apontada pela IRENA como crucial para promover maior diversidade no setor.

A iniciativa busca abrir novos horizontes para meninas brasileiras, que futuramente podem vir a ocupar as vagas que serão geradas pela indústria renovável.

“Lá na frente, ela pode ter uma opinião muito distinta do tipo de carreira que quer ter. O programa está fortemente apoiado em longo período de planejamento e execução de ​ atividades, e contando a história​ de mulheres que anteriormente já fizeram isso. Claro que elas não precisam seguir aquela carreira, mas passam a ter conhecimento de que podem seguir a carreira. Que mulheres fizeram isso antes e que, hoje, existem empresas e políticas voltadas a garantir essa possibilidade”, explica Sandro.

Ele conta que, uma das etapas obrigatórias do programa é a visita à nossa planta em construção, para que elas tenham contato com os trabalhadores. 

“Nós implementamos isso em uma obra nossa em Paracatu (MG) e o retorno que tivemos em relação ao programa já estava maravilhoso com as meninas, mas foi muito bacana junto aos trabalhadores. Podemos ver como aqueles trabalhadores, homens e mulheres, se interessaram em mostrar qual era o serviço para aquelas meninas. Houve uma motivação muito grande entre todos os envolvidos”, relata.

Ecoar: Cinema com pertencimento

Também em Paracatu, em Minas Gerais, onde a Atlas Renewable Energy opera o complexo solar Boa Sorte, a empresa encontrou uma oportunidade de fomentar a cultura regional.

“Quando chegamos a Paracatu, percebemos que havia uma tradição audiovisual muito grande, relacionada a cinema, documentários e jornalismo. Além disso, Paracatu tem uma tradição histórica relacionada à comunidade negra, por uma questão de ocupação histórica. Então nós enxergamos a oportunidade de juntar esses dois elementos”, diz Sandro.

Assim nasceu o “Ecoar: Cinema com Pertencimento”, uma iniciativa que oferece cursos técnicos de audiovisual para que as pessoas possam contar a sua própria história. A intenção é dar visibilidade a grupos historicamente marginalizados, ampliando a abrangência para todo o município, 

“Nós selecionamos grupos relacionados à comunidade negra e LGBTQIAPN+ de Paracatu e demos um treinamento para pelo menos uma pessoa de cada grupo, para que eles tivessem todos os elementos relacionados a roteiro, manejo de câmera, tudo para eles elaborarem documentários contando a própria história. Temos grupos de capoeira, comunidade quilombola, de acolhimento a pessoas LGBTQIAPN+, entre outros”, completa.

Rumo à transição justa

A substituição de combustíveis fósseis por energia limpa é um caminho sem volta. Na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2023 (COP28), o mundo concordou em triplicar a capacidade renovável e fazer uma transição para longe dos fósseis.

Atualmente, essa mudança na matriz precisa ser acompanhada de ações para mitigar os impactos dos projetos no meio ambiente e na vida das pessoas.

Para Sandro Ramos, os projetos da Atlas Renewable Energy mostram que é possível fazer uma transição energética justa, respeitando, principalmente, os mais vulneráveis. 

“Observando a mudança climática, impacto à biodiversidade, e às pessoas. A nossa energia tem que impulsionar a transformação das pessoas. Energizar para transformar. Essa é a nossa ideia”, completa o engenheiro.

E

Em parceria com a Castleberry Media, temos o compromisso de cuidar do nosso planeta, portanto, este conteúdo é responsável com o meio ambiente. Compensamos isso x3 através da compra de Certificados de Carbono para o plantio de árvores para prevenir o desmatamento e compensar as emissões de CO₂.